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Um Certo Capitão Rodrigo
- Érico Veríssimo
O sexto capítulo da parte O Continente da trilogia cíclica O
Tempo e o Vento.
Santa Fé, 1828.
Chega a Santa Fé o Capitão Rodrigo Cambará. Tinha 30 anos e participara de
várias guerras, em 18811, 1817, 1821 e 1825.
Faz amizade com Juvenal Terra.
Conhece Bibiana quando esta vai ao cemitério colocar flores na sepultura de sua
avó, Ana Terra. Rodrigo decide permanecer em Santa Fé.
A conselho do padre Lara,
o vigário, vai pedir permissão à autoridade da região, coronel Ricardo Amaral
Neto.
O coronel, alegando não ser a vila lugar para pessoas como ele, pede que
vá embora.
Mas o capitão está disposto a ficar. Bibiana Terra o impressionara.
Ficava horas a fio olhando para sua casa, na esquina da praça. Por causa da
jovem, Bento Amaral e Rodrigo desentenderam-se numa festa.
Sobem a coxilha para
um duelo. Rodrigo é atingido por um tiro disparado por um capanga de Bento
Amaral. Juvenal acolhe o Capitão Rodrigo, muito ferido, em sua casa.
Restabelecido, ele casa-se com Bibiana em 1829. Rodrigo passa a trabalhar com
Juvenal.
Abrem um armazém com mantimentos que trazem de Rio Pardo. Nascem
Bolívar e Anita, filhos de Bibiana e Rodrigo, e Florêncio, filho de Juvenal e
Arminda.
Em 1833, chegam a Santa Fé imigrantes alemães. São eles Erwin Kunz e Hans
Schultz e suas famílias. Instalam-se em pequenos ranchos nos arredores da vila.
Capitão Rodrigo não consegue acostumar-se à pacata vida de Santa Fé. Joga,
envolve-se com outras mulheres, trabalha pouco. Sua filha Anita, morre sem que
ele viesse para socorrê-la.
Inicia-se a Revolução Farroupilha e Rodrigo vai para as batalhas. No ano de
1836, os legalistas atacam a vila.
Acompanha-os Rodrigo, que se encontra com Bibiana, à sua espera em casa. O grupo toma o casarão dos Amaral, mas Rodrigo
morre atingido no peito por uma bala.
Dona Picucha Terra Fagundes, filha de Horácio Terra, conta histórias de seus
novos heróis - Garibaldi, Bento Gonçalves e Canabarro.
E fala das guerras que
tomaram conta do Rio Grande e levaram seus filhos.
"Sou valente com
as armas,
sou guapo como um leão,
índio velho sem governo,
Minha lei é coração."