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Recado do Morro - Guimarães Rosa
Um grupo de cinco pessoas inicia viagem em direção ao Norte de Minas. Participam
dessa comitiva três pessoas importantes e dois vulgares sertanejos.
Entre os
importantes estão: seo Alquiste, estrangeiro, que, pelas anotações e constantes
perguntas, parece ser um pesquisador; seo Jujuca, fazendeiro, filho de
fazendeiro, homem estudado, fazendo o papel de cicerone do estrangeiro; e frei
Sinfrão, tipo de frade folgado, boa paz e boa vida, que fuma e reza com a mesma
simplicidade e naturalidade sadias.
Os acompanhantes, espécie de criados
contratados, são o enorme e namorador Pedro Osório e o enciumado Ivo Crônico,
que disfarça sua raiva de Pedro, para melhor alcançar seu desejo de vingança.
Passam por Cordisburgo e visitam a Gruta de Maquiné.
Durante a viagem, tanto na
ida quanto na volta, vários avisos premonitórios da ameaça de traição que paira
sobre Pedro são transmitidos através de loucos variados.
Inicialmente pelo
ermitão Gorgulho, que ouviu o recado do morro; depois seu irmão Catrás, que
reconta o que ouvira do irmão; em seguida pela conversa de Joãozezim e Guégue a
que ninguém deu atenção; posteriormente pelo fanático Jubileu ou
Nominedomine,
que reinterpreta o que ouviu do papudo Guégue e, finalmente, pelo doido Coletor
que inspira o poeta-cantador Laudelim, que compõe e canta uma cantiga de jeito
medieval que alerta Pedro para o perigo.
Pedro vence seus inimigos e foge para a
sua terra.