O Príncipe de Niccoló Machiavelli II - Vestibular1

O Príncipe de Niccoló Machiavelli II

O Príncipe de Niccoló Machiavelli

 

Resumo O Príncipe de Niccoló Machiavelli – parte II

Comentado por Napoleão Bonaparte

O Príncipe de Niccoló Machiavelli: Capítulo XX – Se as fortalezas e tantas outras coisas que cotidianamente são feitas pelo príncipe são úteis ou não
Alguns Príncipes, para conservarem com segurança o Estado, deixaram desarmados os seus súditos, outros repartiram as cidades conquistadas mantendo facções para combaterem-se mutuamente, outros alimentaram inimizades contra si próprios, outros se entregaram à conquista do apoio daqueles que lhe eram suspeitos no princípio de seu Governo, alguns outros construíram fortalezas.

Tirando as armas, principais por ofendê-los, dando a entender que desconfia deles ou que é covarde. Qualquer dessas opiniões levantará ódio contra ti.
Não houve Príncipe num principado novo, sempre organiza a força armada, porém, um Príncipe que conquista um novo Estado, que seja anexado ao domínio, então faz-se preciso desarmar aquele Estado, menos aqueles que tenham ajudado a conquistá-lo a ainda a esses é preciso, com o tempo, torná-los apáticos e moles, de maneira que todas as armas desse Estado estejam com os teus soldados, que junto a ti viviam no Estado antigo.

Muitas vezes, servem melhor ao Príncipe os serviços dos ex-adversários do que os daqueles que, por demasiada segurança, negligenciam os interesses do Príncipe.
Considerando-se todas essas coisas, louvaremos os que edificarem fortalezas e ainda os que não as construírem, e lamentarei os que confiando em tais meios de defesa, não se preocuparem com o fato de o povo os odiar.

O Príncipe de Niccoló Machiavelli: Capítulo XXI – O que um príncipe deve realizar para ser estimado
Nada torna um príncipe tão estimado como as grandes empresas e o dar de si raros exemplos.
Um príncipe deve ter o cuidado de não se aliar com um mais poderoso, se não quando for impelido pela necessidade, porque, vencendo, ficará presa do aliado; e os príncipes devem evitar a todo custo estar à mercê de outro.
Deve um príncipe mostrar-se amante das virtudes e honrar aqueles que se destacam numa arte qualquer.

O Príncipe de Niccoló Machiavelli: Capítulo XXII – Dos ministros dos príncipes
A escolha dos seus ministros não é uma coisa de mínima importância.
Para que um príncipe possa conhecer bem o ministro, existe este modo que jamais falha: quando percebes que o ministro pensa mais em si mesmo do que em ti, e que em todas as suas ações procura tirar proveito pessoal, podes estar certo de que ele não é bom, e nunca poderás confiar-te nele; aquele que dirige os negócios do Estado não deve jamais pensar em si mesmo, mas sempre no príncipe e nunca recordar-lhe coisas que estejam fora da esfera do Estado.

O príncipe para garantir-se do ministro, deve pensar nele, honrando-o, fazendo-o rico, fazendo com que ele contraia obrigações para contigo, fazendo-o participar de honras e cargos, de modo que as muitas honrarias não lhe tragam o desejo de outras.

O Príncipe de Niccoló Machiavelli: Capítulo XXIII – De como se evitam os aduladores
Outra maneira de proteger-se da adulação não existe, se não fazer com que os homens compreendam que não te fazem ofensa em dizer a verdade; quando, porém, todos podem dizer-te a verdade, faltar-te-ão ao respeito.

Um príncipe prudente deve, pois, portar-se de uma terceira maneira, escolhendo em seu Estado homens sábios e apenas a estes conceder o direito de dizer-lhe a verdade a respeito,porém, somente das coisas que ele lhes inquirir.

Um príncipe deve, pois, aconselhar-se sempre, mas quando ele julgar que o deve e não quando os outros desejam. Mesmo, julgando que alguém, por medo, não lhe diga a verdade, não deve o príncipe deixar de mostrar o seu desprazer.

Conclui-se daí, é que os bons conselhos, venham de onde vierem, nascem da prudência do príncipe e não a prudência do príncipe dos bons conselhos.

O Príncipe de Niccoló Machiavelli: Capítulo XXIV – Porque os príncipes de Itália perderam seus Estados
Um príncipe novo é muito mais vigiado em seus atos do que um hereditário, e quando esses atos mostram virtude, atraem muito mais aos homens e os obrigam muito mais de que a antiguidade do sangue.

Isso porque os homens são muito mais presos as coisas do presente do que àquelas do passado e, quando acham o bem naquelas, contentam-se e nada mais buscam, antes, tomarão a defesa do príncipe se este não falhar nas demais coisas às suas promessas.

Deste modo, esses nossos príncipes que, por muitos anos, possuíram seus principados, para depois vir a perdê-los, não acuse a fortuna, mas sim sua própria ignávia; porque jamais tendo nas boas épocas pensando em que os tempos poderiam mudar (e é comum nos homens não se preocupar, na bonança, com as tempestades), quando chegaram os tempos adversos, pensaram em fugir e não defender-se e aguardaram que as populações cansadas da insolência dos vencedores os reclamassem outra vez.

Não quererias cair apenas porque acreditas que encontres quem te levante. Isto, ou não sucede, ou, quando sucede, não te trará segurança, porque é fraco meio de defesa o que de ti não depende. E são sempre bons, certo e duradouros os meios de defesa que dependem de ti mesmo e de teu valor.

O Príncipe de Niccoló Machiavelli: Capítulo XXV – De quanto pode a sorte nas coisas humanas e de que maneira se deve resistir-lhe
Não desconheço que muitos têm e tiveram a opinião de que as coisas do mundo são dirigidas pela fortuna e por Deus, de modo que a prudência humana não pode corrigi-las, e mesmo não lhes traz nenhum remédio.

É o que acontece com rios impetuosos que, quando se tornam encolerizados, alagam as planícies, destroem as árvores, os edifícios, tudo cede ao seu ímpeto, sem poder obstar-lhe; mas não é menos verdade que os homens podem, quando o rio se acalmar, providenciarem diques para que da próxima cólera do rio, este passe por canais que certamente conterão parte dos estragos.

O mesmo acontece com a fortuna, o seu poder se manifesta aonde não há resistência organizada.
Relativamente os caminhos que conduzem os homens às finalidades que buscam, podem ser diversos. Nota-se que dois indivíduos para chegarem ao mesmo objetivo podem agir de maneira totalmente diversas; em contrapartida dois homens agindo da mesma maneira podem não chegar aos mesmos resultados.
Mas com toda certeza, de qualquer maneira que se porte o homem, deve ele modificar seu modo de agir de acordo com o tempo e as coisas.

Concluo, pois, por dizer que, modificando-se a fortuna, e conservando os homens, com obstinação, o seu modo de proceder, são felizes enquanto esse modo de agir e as particularidades do tempo combinarem. Não combinando, serão infelizes.

O Príncipe de Niccoló Machiavelli: Capítulo XXVI – Exortação ao príncipe para livrar a Itália das mãos dos Bárbaros
Deste modo, tendo ficado como sem vida, aguarda a Itália aquele que lhe possa curar as feridas e dê fim ao saque da Lombardia, aos tributos do reino de Nápoles e da Toscana, e que cure as suas chagas já há muito tempo apodrecidas.

Percebe-se que ela pede a Deus que lhe mande alguém que a redima de tais crueldades e insolências de estrangeiros. Vê-se mesmo, que se acha pronta e disposta a seguir uma bandeira, desde que exista quem a levante.

Aqui há muito valor no povo, embora faltem chefes. Observai, nos duelos e torneios, quanto são os italianos superiores em força, destreza e inteligência.

Tratando-se, porém, de exércitos, tais qualidades não chegam a mostrar-se. E tudo deriva da fraqueza dos chefes, pois os que sabem não são obedecidos e todos acreditam saber muito, não tendo surgido até o momento nenhum cujo valor ou sorte de tanto realce que obrigue os demais a abrir-lhe caminho.

É por este motivo que em tanto tempo, em tantas guerras que se deram nestes últimos vinte anos, todo exército inteiramente italiano sempre se saiu mal.
É preciso portanto, preparar as armas, para poder defender-se dos estrangeiros com a própria bravura italiana. E não obstante sejam considerados formidáveis as infantarias suíças e espanholas, têm ambas defeitos, de maneira que uma terceira potência, que viesse a ser criada, poderia não só opor-se mas ter confiança na vitória.

Pode-se, pois, conhecendo os defeitos dessas duas infantarias, organizar uma terceira que resista à cavalaria e não tema a sua rival. E daí virá à formação de uma geração de guerreiros e a alteração dos métodos. E são essas coisas que, reorganizadas, dão reputação e grandeza a um príncipe novo.

Não se deve, pois, deixar escapar-se essa oportunidade, a fim de fazer com que a Itália, após tanto tempo, encontre um redentor. Já fede,para todos, este domínio de bárbaros.

Toma, portanto, a vossa ilustre casa esta tarefa com aquele ânimo e aquela fé com que as boas causas são esposadas, a fim de que, sob o seu brasão, esta pátria se enobreça, e sob os seus auspícios se verifique aquela expressão de Petrarca.

O Príncipe de Niccoló Machiavelli: APÊNDICE – Carta de Machiavelli a Francesco Vettori
Magnífico embaixador. Tardas nunca foram as graças de Deus. Digo tal porque me parecera não ter perdido, mas enfraquecido a vossa graça, tendo vós ficado tanto tempo sem me escrever e estava eu em dúvida de onde pudesse vir a razão.

E a todas quantas me acudiam à mente dava eu pouca importância, menos àquela pela qual duvidava não houvésseis deixado de escrever-me, porque vos houvesse sido escrito que não fosse eu bom conservador de vossas cartas; e sabia eu que, Felippo e Pagolo exclusive, outros não as tinham visto de mim.

Não posso, pois, desejando render-vos iguais graças, dizer-vos nesta missiva outra coisa a não ser minha vida, e se julgardes deva trocá-la pela vossa, ficaria satisfeito em mudá-la.

E como disse Dante, não pode a ciência daquele que não guardou o que escutou – anoto aquilo de que pela sua conversação fiz cabedal e compus um opúsculo DE PRINCIPATIBUS, onde me aprofundo o mais que posso nas cogitações deste assunto, debatendo o que é principado, de quantas espécies são, como são conquistados, como se podem manter, porque se perdem; e se alguma vez vos agradou uma fantasia minha, não deveria esta vos desagradar.

E de minha fé não se deveria duvidar, pois tenho sempre observado a fé, não vou agora quebrá-la; e quem foi fiel e bom durante quarenta e três anos, que são os que tenho, não deve poder mudar sua natureza; e de minha fé e bondade é testemunho a minha pobreza. Queria, portanto, que ainda me escrevêsseis o que sobre este assunto vos pareça, e a vós me recomendo.

O Príncipe de Niccoló Machiavelli: Extratos dos discursos de Maquiavel acerca das décadas de Tito Lívio (Comentado por Napoleão Bonaparte)
I – É difícil que um povo, habituado a viver sob o mando de um príncipe tendo caído, por alguma eventualidade, sob um governo republicano, permaneça nele.

II – Um povo corrompido em estado republicano mantém-se com grande dificuldade.

III – Quando um Estado monárquico começou bem, um príncipe fraco pode manter-se nele, mas não há nenhum reino que possa sustentar-se quando o sucessor desse príncipe é tão fraco quanto o próprio.
Os príncipes são fracos quando não estão sempre prontos para fazer a guerra.

IV – O príncipe que entra num Estado novo para ele deve renová-lo totalmente.
Quem quer que se torne príncipe de um Estado, ou província, particularmente quando está fracamente firmado neles.
É preciso estabelecer novos governos como novos nomes nas cidades, uma nova autoridade e novos homens, como fez Davi ao se tornar rei: deve edificar novas cidades, destruir as velhas, levar moradores de um lugar para outro, ou seja, não deixar nada inalterado nessa província.
Aquele que deseje reinar sobre uma nova província, descuidando dessa sábia alternativa de viver como particular, deve fazer este mal se quiser manter-se.

V – O populacho é atrevido, mas no fundo é fraco.
Estou certo, portanto, de que a boa ou má disposição de um povo deve ser levada em pouca conta se te encontras em situação de poder contê-lo e de poder providenciar para não ser ofendido por nenhum indivíduo bem ou mal disposto.
As más disposições provenientes destas causas são formidáveis necessitam-se de maiores remédios para deprimi-las e contê-las, enquanto que isso é mais fácil nas outras más disposições, contanto que nos povos não disponham de chefes a quem possam recorrer.
Por essa razão, um vulgo sublevado que quisesse evitar tais perigos, deveria escolher um chefe, pensar em sua defesa, como fez a massa de Roma.
Quando a plebe não toma tais cuidados sempre lhe acontece o que disse Tito Lívio, isto é, todos juntos são audazes e que depois cada um se torna covarde e fraco quando começa a pensar no perigo que o ameaça.
Não creio que se possa dizer que entre os que nasceram de humilde condição e chegaram a empunhar um cetro existia pelo menos um que o tenha feito pela força e pela fraqueza.
Aquilo que os príncipes precisam fazer para sua elevação é também necessário nas novas repúblicas, até que se tenham tomado poderosas e que precisem apenas de força para sustentar-se.

VI – Quem quer que chegue de uma baixa condição a mais alta elevação consegue muito mais a fraude do que com a força.

VII – O príncipe que, através de sua deferência com os governados, acredita temperar sua ousadia, geralmente se engana.
Constatou-se frequentemente que esta palavra não é tão-só inútil de todo, como prejudicial, principalmente quando a exerces com homens insolentes que, por inveja ou outros motivos, odeiam-te.
Um príncipe, portanto, não deve jamais permitir em rebaixar-se de sua posição nem em abandonar coisa alguma, a não ser que não possa ou creia não poder reter o que lhe obrigam a ceder.
Vale quase sempre, quando a coisa chegou a um ponto em que não se pode cedê-la de bom gosto, que a deixes ser levada pela força, em lugar de deixar que seja roubada por meio desta. Quando cedes por medo é para evitar uma guerra e frequentemente, não se pode cedê-la de bom gosto, que a deixes ser levada pela força em lugar de deixar que seja roubada por meio desta.
Quando a cedes por medo é para evitar uma guerra e, frequentemente, não a evitas. Aquele a quem, por efeito de visível covardia, tenhas concedido o que queria, não parará apenas nisso.

VIII – Quão perigoso é para um príncipe, bem como para uma república, não castigar ultrajes praticados contra uma nação ou contra particular.
Pode-se perceber quanto à indignação causada pela impunidade dos culpados deve ocasionar de mal se considera o que aconteceu aos romanos por não terem castigado a perfídia de seus três embaixadores com respeito aos franceses para os quais se havia enviado a Clusi.
Os franceses, tendo conhecimento de que eram honrados aqueles que mereciam simplesmente o castigo, olharam essa conduta como ofensiva e ignominiosa para si próprios e, indignados e irados, lançaram-se sobre Roma e a tomaram, com exceção do Capitólio.
Esta desgraça não aconteceu aos romanos tão somente porque haviam faltado com a justiça, mas porque seus embaixadores, que deveriam ser castigados por terem trabalhado criminosamente contra o direito das nações, foram cumulados de honras por esta infâmia.
Cuidem, pois, tanto os príncipes; visto que, se ofendido com gravidade por alguém, indivíduo ou Estado, e não recebendo satisfação disso, vingar-se-á de forma funesta para o Estado.
O príncipe nunca deve menosprezar nenhum de seus súditos que acredite que, juntando sua própria injúria à que um deles lhe tenha porventura feito, particular ou cortesão, tenha a ideia de vingar-se do príncipe, ainda que atraindo a desgraça para sua própria pessoa.

IX – A fortuna cega o espírito dos homens quando não quer que se oponham a seus próprios desígnios.
Se consideram os rumos de coisas humanas, reconher-se-á que frequentemente ocorrem acidentes contra os quais os céus não desejaram que os homens pudessem preservar-se.
Nada sendo mais verdadeiro que essa conclusão: os homens, cuja vida foi formada de grandes adversidades ou de perene prosperidade, não merecem censuras ou elogios.
Quando a fortuna deseja que grandes coisas sejam feitas, trabalha com competência escolhendo um homem de grande gênio para conhecer as ocasiões que lhe vai apresentar e de valores bastante extenso para aproveitar-se delas.
É um verdadeiro que os homens possam auxiliar a fortuna; podem dirigir, não cortar o fio de suas operações. Todavia, nunca devem desanimar-se, porque não sabendo o fim a que ela leva e caminhando por sendas controversas e desconhecidas, sempre devem esperar e, consequentemente, suster-se com a esperança sem qualquer circunstância crítica ou incômoda em que se encontrem.

X – Um governo deve evitar confiar cargos ou administrações de alguma importância aos que tenha ofendido.
Esta verdade é tão evidente que basta expor aqui o exemplo que nos presta a história romana.
Quando vemos que o ressentimento exerce tamanho influxo sobre um cidadão romano, nos tempos em que Roma não estava corrompido, devemos prever quanto pode fazer num cidadão de um Estado em que se introduziu a corrupção e em que as almas estão destituídas de toda antiga magnimidade romana.

XI – Porque os franceses foram e são ainda olhados, no início do combate, como mais que homens e menos que mulheres quando este se prolonga.
Para demonstrar minha opinião devo observar que existem alguns tipos de exércitos: o primeiro é aquele em que a ordem conjuga-se com o furor e em que o furor e valentia são provenientes da ordem reinante: tal foi o efeito que os romanos observam em seus exércitos.
Outras espécies de exército é aquela em que não há furor natural nem ordem ocidental; tais são os exércitos italianos de nosso tempo, que são por essa razão absolutamente inúteis.

XII – Do gênio dos franceses
Os gênios franceses conhecem com tanta rapidez os benefícios e prejuízos do momento que conservam escassa lembrança dos bens e males passados e pouco se inquietam com o bem ou mal futuros.

XIII – Pintura das coisas de França
Os franceses são, por natureza, mais fogosos que atrevidos ou destros e quando alguém resiste a seu furor na primeira investida tornam-se humildes e perdem tanto o valor que se tornam tão coardes quanto mulheres.
Não suportam a estreiteza e a falta de conforto, e o tempo os afrouxa tanto em campanha que, se é possível fazê-los esperar, debandam e então é fácil vencê-los…
Portanto, aquele que desejar triunfar sobre eles, que os contenha em seu primeiro assalto, que os entretenha para ganhar tempo e os vencerá. Por isto dizia César que os franceses – galos – eram, inicialmente, mais que homens e no fim, menos que mulheres.

XIV – Detalhes de Castruccio Castracani, senhor de Luca
Numa batalha terrível que Castruccio Castracani sustentava contra os florentinos, vendo que esta havia durado o suficiente para que estivessem tão cansados como suas próprias tropas, mandou que se adiantassem mil elementos da infantaria através dos seus e ordenou aos últimos que estavam na vanguarda que se abrissem e fizessem um movimento de retorno, uns para a direita e outros para a esquerda, como se retirassem.
Castruccio tinha o costume de dizer que os homens devem experimentar tudo e não se espantar de nada; que Deus ama os homens valorosos, tendo em vista que devemos castigar os fracos por intermédio.
Mandou matar um cidadão de Luca que havia contribuído para sua elevação e como lhe lançassem à face o fato de ter feito morrer um amigo, respondeu que incorriam em erro, visto que havia mandado matar apenas um novo inimigo.

O Príncipe de Niccoló Machiavelli – Bibliografia
MACHIAVELLI, Niccolò.O Príncipe; comentado por Napoleão Bonaparte; tradução de Torrieri Guimarães.São Paulo: Hemus-Livraria Editora Ltda., 1977

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