Canção do Exílio de Gonçalves Dias

Canção do Exílio de Gonçalves Dias

 

Canção do Exílio de Gonçalves Dias

É constante a atitude panteísta, de contemplação da natureza como manifestação de Deus. A natureza é também refúgio e confidente do poeta, nos momentos de saudades e desalento.

A Canção do Exílio de Gonçalves Dias é o poema que abre o livro Primeiros Cantos, e o mais conhecido de nossa literatura.

Há dezenas de outras canções do exílio. algumas são recriações da de Gonçalves Dias, outras são paródias satíricas, especialmente modernistas.

Veja a Canção do Exílio de Gonçalves Dias escrita em julho de 1843 em Coimbra.

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
As aves , que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas.
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem palmeiras,
Que tais não encontro eu cá:
Em cismar:- sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá:

Minha terra tem palmeiras.
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá:

Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá:
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Leia a biografia de Gonçalves Dias

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Canção do Exílio de Gonçalves Dias

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