A Viuvinha de José de Alencar

A Viuvinha de José de Alencar

 

Resumo A Viuvinha de José de Alencar
Este romance (como o denominou o autor) teve publicação parcial em folhetins, no Diário do Rio de Janeiro.

Após poucas semanas, em fevereiro de 1857, a publicação foi suspensa e não mais retomada, ficando a história a meio.

A primeira edição integral da obra teve de esperar até 1860, quando saiu em volume juntamente com ‘Cinco minutos’, obra com a qual forma um conjunto bem afinado pelo tom e pelo tema. Esses dois romancetes inauguram uma série centrada no desenho de “perfis de mulher”, que terá seu ponto alto em Lucíola, Diva e Senhora.

A Viuvinha de José de Alencar: Embora a expressão “perfil de mulher” tenha sido usada por Alencar para qualificar apenas esses três últimos romances e a pouco conhecida ‘Escabiosa sensitiva’, parece razoável incluir sob essa rubrica A pata da gazela, Sonhos d’ouro, a novela póstuma Encarnação e também a obra-prima do autor, Iracema.
O romance A Viuvinha de José de Alencar, relata a história de Jorge e Carolina. Ele, herdeiro de uma grande fortuna que em sua juventude passa a gastá-la sem nenhuma preocupação.
Apaixona-se por Carolina e começa a ver a vida de um outro ângulo, mas às vésperas do seu casamento, é surpreendido por um velho amigo de seu pai e seu antigo tutor, o Sr. Almeida, descobrindo estar desgraçadamente falido.

Para saldar sua dívida e a honra de seu falecido pai ele toma uma atitude que transformará sua vida.
A partir dessa decisão, o romance terá outro rumo para Jorge e Carolina e cabe a você, leitor decifrar esse rumo tão intrigante e comovente.
Análise crítica do romance

Em A Viuvinha de José de Alencar, segundo Antônio Cândido, o destino de Jorge é marcado pela morte do pai e a sua fraqueza diante às coisas do mundo.
Antônio Cândido diz que Alencar quis superar tudo nesta história, fazendo um herói rico, feliz e honesto na flor da idade.
Em cinco anos Jorge acaba com um trabalho de uma vida inteira e se retira do mundo se aplicando ao comércio na intenção de resgatar a firma de seu pai morto.
A passagem que diz: “O seu aposento era, de uma pobreza e nudez que pouco distava não se repete em outros livros, em que os personagens deixam a vida provisoriamente para liquidar problemas financeiros”.
Segundo Araripe Junior, nesse romance aparece um mistério de fácil desenlace. Carolina extremamente delicada, sua meiguice com o noivo na singela casinha da Rua de Santa Teresa fazendo reinar a intimidade doméstica.
Tanta delicadeza, meiguice, candura, causa a sensação perfumada de um laranjal em flor.
A transparente inocência de Carolina torna-se, nos olhos de José de Alencar um objeto de cuidados infindos, não deixando escapar um só elemento infindo, não deixando escapar um só elemento para descrevê-la.
Os encantos de Carolina de transmitem aos próprios objetos que a cercam e neles se faz adivinhar.
O marido suicida-se, ou faz parecer, na noite do noivado.

Em A Viuvinha de José de Alencar, no caráter encantador de Carolina começa a desenvolver a sombra do esposo que alimentada por um sentimento poético, toma uma forma de vida.
As ilusões dessa moça chegam ao fim quando uma dia o suposto amante ressuscita na forma de seu verdadeiro esposo que na verdade o era.
Percebem-se minúcias afetivas, superstições angelicais que são sem dúvida os precursores de perfis de mulheres que predominam nos romances de José de Alencar.
Segundo Alfredo Bosi, a obra A Viuvinha está em um plano mais baixo em que nada é acrescentado aos desejos do leitor médio.

A Viuvinha de José de Alencar – Narrador: personagem  onisciente

A Viuvinha de José de Alencar – Espaço: Praia da Glória – R.J….. À rua de mata cavalos, à porta um pequeno sobrado…” / Praia de Stª Luzia… “aos toques da luz do sol, parecia que essa baia magnífica se elevava do seio da natureza com seus rochedos de granito, as suas encostas graciosas, as suas águas límpidas e serenas”.
Nos alicerces do hospital de misericórdia do RJ. “os cômodos de pedra e de areia…”. Bairros da prainha e misericórdia, encostas do morro de Stª Tereza…. “veria de longe sorrir-lhe entre o arvoredo, na quebrada da montanha, uma casinha de quatro janelas com um pequeno jardim na frente”.

A Viuvinha de José de Alencar: Onde morava – “O aposento era de uma pobreza e nudez que pouco distava da miséria.
Entre as quatro paredes que compreendiam espaço de uma braça esclarecido por uma janela estreita, via-se a cama de lona pobremente vestida, uma mala de viagem, a carteira e o tamborete…”

A Viuvinha de José de Alencar – Tempo – cronológico : O tempo é cronológico, pois o autor faz citações precisas de locais e horários e a mais importante referência é a passagem dos 5 anos.
… “5 de setembro de 1844”
“Uma hora depois a autoridade competente chegou ao lugar do suicídio…”
…”Cinco anos decorreram depois dos tristes acontecimentos que acabamos de narrar.”
…”O Rio de Janeiro ainda se lembra da triste celebridade que, há dez anos passados, tinha adquirido o lugar onde está hoje construído o hospital da Santa Casa.”
Personagens Principais
Jorge: (Redondo): Sofre mudanças de comportamento e atitudes no decorrer da história que transformará sua vida.
Carolina: (plano): Não sofre transformação de comportamento durante a história. Ela foi sempre meiga e doce até nos momentos de luto.
Personagens secundários
Sr. Almeida, D. Maria e Henrique: Personagens que contribuíram com a história com pouca importância.

 

Leia também a biografia de José de Alencar

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