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1) Pense no que você quer dizer e
diga da forma mais simples. Procure ser direto na construção das sentenças. Escreva
com simplicidade.
2) Corte palavras sempre que possível.
Use a voz ativa, evite a passiva. Evite termos estrangeiros e
jargões.
3) Seja cauteloso ao utilizar as
conjunções "como", "entretanto", "no entanto" e
"porém". Quase sempre são dispensáveis. Evite o uso excessivo de advérbios.
Tome cuidado com a gramática.
4) Tente fazer com que os diálogos
escritos (em caso de narração) pareçam uma conversa. Uso do gerúndio empobrece o texto.
Exemplo: Entendendo dessa maneira, o problema vai-se pondo numa perspectiva
melhor, ficando mais claro...
5) Evite o uso excessivo do
"que". Essa armadilha produz períodos longos. Prefira frases curtas.
Exemplo: O fato de que o homem que seja inteligente tenha que entender os
erros dos outros e perdoá-los não parece que seja certo. Adjetivos que não informam são
dispensáveis. Por exemplo: luxuosa mansão. Toda mansão é luxuosa. Tenha
coerência textual.
6) Evite clichês (lugares comuns)
e frases feitas. Exemplos: “subir os degraus da glória”, "fazer das
tripas coração", "encerrar com chave de ouro", “silêncio
mortal", "calorosos aplausos", "mais alta estima".
7) Verbo "fazer", no
sentido de tempo, não é usado no plural. É errado escrever: "Fazem
alguns anos que não leio um livro". O certo é “Faz alguns anos que não
leio um livro”.
8) Cuidado com redundâncias. É
errado escrever, por exemplo: "Há cinco anos atrás". Corte o "há"
ou dispense o "atrás". O certo é “Há cinco anos...”
9) Só com a leitura intensiva se
aprende a usar vírgulas corretamente. Leia os bons autores e faça
como eles: trate a vírgula com bons modos. As regras sobre o assunto são
insuficientes. Leia muito, leia sempre, leia
o que lhe pareça agradável.
10)
Nas citações, use aspas ,
coloque a vírgula e um verbo seguido do nome de quem disse ou escreveu aquilo.
Exemplo: “O que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer.”,
disse Samuel Johnson.
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