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Quem quer escrever bem
precisa de , obrigatoriamente , estar bem informado. Quando colocamos no papel
as nossa idéias, devemos imaginar que temos muitos desafios. Mas, antes de
iniciar os comentários que continuarão a ser feitos por todo o ano, lembre-se:
estar informado é uma das normas mais importantes para quem quer escrever bem.
Um exercício pra você ir treinando, por exemplo, sua redação versará sobre este tema: a competição como
fator de organização da sociedade, suas virtudes e seus defeitos negativos. Para escrevê-la, relate um episódio em que você se tenha
visto em meio a um excesso de competitividade ou em que a capacidade de competir
lhe tenha sido útil. Lembre-se de que você está sendo solicitado a redigir
uma dissertação, texto que se caracteriza por um esforço de reflexão em
torno de um tema. Utilize sua experiência para construir seu texto, mas
integre-a a uma argumentação de caráter generalizador e organizada
dissertativamente.
A dissertação deve ter extensão mínima de 30 linhas e máxima
de 50, considerando letra de tamanho regular. Inicialmente, utilize a folha de
rascunho e, depois, passe a limpo na folha de redação, sem rasuras e com letra
legível, o que você redigiu. Utilize caneta; lápis, apenas no rascunho.
A máxima esportiva "o importante é competir"
parece estar tomando conta de nossas vidas. E interessante notar, no entanto,
que ela pode ter, no mais da vida, significado oposto ao que tem como lema do
esportista. Em seu contexto, dar o maior valor à competição significa colocar
o desejo de vencer em segundo plano, com a conseqüência de o competidor
respeitar as regras do jogo e o adversário. Já num mundo em que as pessoas são
colocadas em constante competição, essa forma de convívio social parece ser
igualada ao desejo de vencer a qualquer custo. Mas quais os limites para isso?
Desde a escola, recebemos notas que nos colocam em constante
comparação com nossos colegas. Com tantos candidatos por vaga para ingressar
em um curso superior, não basta atender a certos requisitos acadêmicos: temos
de vencer os demais. No mundo do trabalho, as coisas não são diferentes -
conseguir emprego e mantê-lo significa, muitas vezes, ser o escolhido entre
muitos. Enfim, somos cada vez mais estimulados e educados para a
competitividade, que nos leva, freqüentemente, a colocar certos critérios de
convivência em segundo plano.
Esse é o caso, por exemplo, do aluno que guarda para si só
a solução de um problema escolar durante a aula, sem compartilhá-la com a
turma, com o objetivo de ser o único a tê-la encontrado; ou do colega de
trabalho que se preocupa mais com os deslizes dos outros do que com sua própria
excelência profissional. A verdade é que, em muitos momentos, somos levados a
crer que a solidariedade seria um movimento inútil e, talvez, ingênuo.
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