A diferença entre a língua falada e a escrita - Vestibular1

A diferença entre a língua falada e a escrita

A diferença entre a língua falada e a escrita

A diferença entre a língua falada e a escrita

Redação
Escrever… escrever… escrever…

A diferença entre a língua falada e a escrita – Redação Nota 10

Enquanto a língua falada é espontânea e natural, a língua escrita precisa seguir algumas regras. Embora sejam expressões de um mesmo idioma, cada uma tem a sua especificidade. A língua falada é a mais natural, aprendemos a falar imitando o que ouvimos. A língua escrita, por seu lado, só é aprendida depois que dominamos a língua falada. E ela não é uma simples transcrição do que falamos; está mais subordinada às normas gramaticais. Portanto requer mais atenção e conhecimento de quem fala. Além disso, a língua escrita é um registro, permanece ao longo do tempo, não tem o caráter efêmero da língua falada.

1. Diferenças existentes entre a língua falada e a escrita

Língua Falada:
Palavra sonora;
Requer a presença dos interlocutores;
Ganha em vivacidade;
É espontânea e imediata;
Uso de palavras-curinga, de frases feitas;
É repetitiva e redundante;
O contexto extralingüístico é importante;
A expressividade permite prescindir de certas regras;
A informação é permeada de subjetividade e influenciada pela presença do interlocutor.
Recursos: signos acústicos e extralingüísticos, gestos, entorno físico e psíquico

Língua Escrita:
Palavra gráfica
É mais objetiva.
É possível esquecer o interlocutor
É mais sintética.
A redundância é um recurso estilístico
Comunicação unilateral.
Ganha em permanência
Mais correção na elaboração das frases.
Evita a improvisação
Pobreza de recursos não-lingüísticos; uso de letras, sinais de pontuação
É mais precisa e elaborada.
Ausência de cacoetes lingüísticos e vulgarismos
O contexto extralingüístico tem menos influência

2. Registros da língua falada

Há pelo menos dois níveis de língua falada: a culta ou padrão e a coloquial ou popular. A linguagem coloquial também aparece nas gírias, na linguagem familiar, na linguagem vulgar e nos regionalismos e dialetos.

Essas variações são explicadas por vários fatores:

Diversidade de situações em que se encontra o falante: uma solenidade ou uma festa entre amigos.
Grau de instrução do falante e também do ouvinte.
Grupo a que pertence o falante. Este é um fator determinante na formação da gíria.
Localização geográfica: há muitas diferenças entre o falar de um nordestino e o de um gaúcho, por exemplo. Essas diferenças constituem os regionalismos e os dialetos.
Atenção: o dialeto é a variedade regional de uma língua. Quando as diferenças regionais não são suficientes para constituir um dialeto, utiliza-se os termos regionalismos ou falares para designá-las. E as pichações têm características da linguagem falada.

3. A língua falada como recurso literário

A transcrição da língua falada é um recurso cada vez mais explorado pela literatura graças à vivacidade que confere ao texto.
Observe, no trecho seguinte, algumas das características da língua falada, tais como o uso de gírias e de expressões populares e regionais; incorreções gramaticais (erros na conjugação verbal e colocação de pronomes) e repetições:
Exemplo:
“– Menino, eu nada disto sei dizer. A outro eu não falava, mas a ti eu digo. Eu não sei que gosto tem esse bicho de mulher. Eu vi Aparício se pegando nas danças, andar por aí atrás das outras, contar histórias de namoro. E eu nada. Pensei que fosse doença, e quem sabe não é? Cantador assim como eu, Bentinho, é mesmo que novilho capado. Tenho desgosto. A voz de Domício era de quem falava para se confessar:
– Desgosto eu tenho, pra que negar?… ”
(Pedra Bonita, de José Lins do Rego)

4. Registros da língua escrita
Além dos dois grandes níveis – língua culta e língua coloquial –, os registros escritos são tão distintos quanto as necessidades humanas de comunicação. Destacam-se, entre outros, os registros jornalísticos, jurídicos, científicos, literários e epistolares.

 

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