As pessoas com deficiências têm no esporte uma oportunidade de provar o seu
valor como atletas e cidadãos. O paulista de Osvaldo Cruz, Odair Ferreira dos
Santos, 26 anos, deficiente visual, é um destes exemplos de determinação no
esporte e nos estudos.
Apaixonado por atletismo, Odair é considerado um dos melhores corredores
paraolímpicos do Brasil nos 1.500 m rasos. Em 2007, o atleta conquistou três
medalhas de ouro no atletismo (1.500m, 5.000 m e 10.000m) nos jogos
Parapanamericanos do Rio de Janeiro.
Nas Paraolimpíadas de Atenas (2004) foram duas medalhas de prata e uma de
bronze. Em 2003, nos Parapanamericanos de Mar Del Plata, na Argentina, foram
três medalhas de ouro.
O atletismo é um dos esportes que congrega o maior número de pessoas com
deficiência. Alguns competem em cadeiras de rodas, outros com próteses. Já os
atletas com deficiência visual total ou parcial (dependendo do grau de
deficiência), participam das provas com ou sem um guia.
Com apenas 10 anos, o atleta começou sua carreira como corredor profissional.
O primeiro troféu foi conquistado com 12 anos e desde então nunca mais parou
de correr.
Odair conta que só se profissionalizou no esporte paraolímpico em 2003. A
retinose pigmentar hereditária começou a se manifestar quando criança e foi se
agravando durante a adolescência.
Além do treinamento diário e o trabalho voluntário na Associação de Cegos de
Prudente, Odair também dedica tempo para os estudos. O atleta é aluno do 4º
semestre do curso de Turismo da UNIESP, em Presidente Prudente (SP), cidade
onde reside e treina. Alguns meses depois de ingressar na faculdade, o
estudante conheceu o ProUni.
O estudante revela que o ProUni é uma excelente oportunidade para muitos
jovens que, como ele, têm dificuldade para arcar com as mensalidades de um
curso de ensino superior.
“Posso dizer que atualmente minha vida está completa porque estou garantindo o
meu futuro. Após finalizar o curso superior, pretendo seguir carreira pública,
me dedicar ao ramo de eventos ou ao turismo de inclusão porque a vida no
esporte não é muito duradoura”.
Odair relata que com a graduação, novas oportunidades apareceram. “Já fui
convidado para palestrar sobre minhas conquistas e superações”. De acordo com
a diretora geral da UNIESP, Cláudia A. Pereira, a instituição aderiu ao ProUni
e desde então, tem acreditado no potencial dos universitários bolsistas.
“Atualmente, esses estudantes saíram da condição de excluídos socialmente e
passaram para a condição de cidadãos atuantes, além de conquistarem formação
de qualidade que os insere no mercado de trabalho regional. O ProUni incentiva
o jovem a fixar-se na região após a sua formação acadêmica”.
HISTÓRIAS DO PROUNI
PROUNI - Anos de história
O BRASIL de Paula
O BRASIL de Daniel
O BRASIL de Adejane
O BRASIL de Danilo
ETAPA FINAL - Valeu a pena
MERCADO DE TRABALHO GARANTIDO
Bolsa
do ProUni
Dicas
para o Prouni
Funcionamento
do ProUni
Como
fazer as inscrições
Pré–seleção
e aprovação
Dúvidas
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Dúvidas
mais Frequentes 4
Bolsa
PermanênciA