Ser vestibulando, é como sair pulando: alterna-se momentos de
estabilidade com momentos de absoluta insegurança. Ser vestibulando é sentir
a segurança de quem está com os pés na terra-firme quando acerta um
exercício e da absoluta falta de controle sobre o destino quando pensa na
quantidade enorme de pessoas tentando a mesma vaga.
É como diz o poeta:
"Como será o amanhã, como vai ser o meu destino?" Ser vestibulando
é como ser atleta olímpico, ambos trabalham sobre a pressão da
concorrência e da agenda. Ambos, antes de vencer os concorrentes, devem
vencer suas próprias limitações num pequeno espaço de tempo.
E quem decide ser
vestibulando decidiu, mesmo que inconscientemente, a ajudar a construir uma
sociedade melhor, mais competitiva e feliz, ou seja, ser vestibulando é como
ser uma flor desenvolvendo um fruto.
E deixar de ser
vestibulando então, é como deixar de ser plebeu, com um título (nobre) as
palavras passam a ser mais importantes, pois partem de alguém
pressupostamente sábia, informada. E todo estudante determinado deixará, um
dia ou um ano, de ser vestibulando, mas nunca deixará de ser um ser humano.
Portanto, antes de tudo, não deve deixar de ser feliz.