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Saiba mais sobre as mudanças na FUVEST
  


Confira !

O vestibular mais tradicional do país está mudando. Saiba porque e como isto está acontecendo. Veja as reportagens abaixo:

 

PRIMEIRA FASE DA FUVEST NÃO TERÁ DIVISÃO POR DISCIPLINAS

Candidatos têm cinco horas para responder às 90 questões de múltipla escolha, nove delas interdisciplinares

 
A primeira fase do vestibular da Fuvest não terá mais a tradicional divisão por disciplinas. A partir de agora, a prova terá 90 questões de múltipla escolha – nove delas interdisciplinares – e as demais matérias serão distribuídas aleatoriamente no caderno de perguntas. Segundo o professor José Coelho Sobrinho, um dos assessores da coordenação do vestibular, a mudança foi baseada em critérios pedagógicos e não deve causar confusão nos vestibulandos.

Isso implica uma mudança radical na organização da prova. O candidato que estava acostumado a responder às questões de acordo com o seu conhecimento (começando pela matéria com mais afinidade, por exemplo) não terá mais essa possibilidade. As perguntas não serão formatadas em um único bloco e estarão espalhadas. “O ideal é que o candidato dê uma lida rápida nas questões antes de começar a respondê-las para ter uma noção geral da prova”, disse Coelho Sobrinho.

Questionado se a leitura da prova inteira não atrapalharia o rendimento desse candidato, Coelho Sobrinho disse que não. “Foi por isso que a Fuvest diminuiu o número de questões (reduziu de 100 para 90) e aumentou o número de horas para a realização do exame (passou de quatro horas para cinco horas)”.

Coelho Sobrinho disse que a Fuvest vai manter um equilíbrio na organização das questões, levando em consideração as disciplinas obrigatórias do ensino médio. A recomendação da pró-reitoria de graduação da USP e da Fuvest aos candidatos, para que sejam bem sucedidos, é a de que
''estudem, estudem, estudem... muito todas as disciplinas."

Este ano, 141.977 candidatos se inscreveram para o vestibular da Fuvest. A fundação oferece 10.202 vagas para a Universidade de São Paulo (USP), cem para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e outras 180 para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Os locais de exame da primeira fase serão anunciados no dia 17 de novembro. A prova está marcada para o dia 26 do mesmo mês.

PROVA DA FUVEST TERÁ QUATRO MUDANÇAS ESTE ANO

Menos questões e bônus extra para alunos que estudaram o ensino médio em escolas públicas são algumas das novidades

O processo seletivo da Fuvest terá quatro mudanças significativas a partir deste ano: a prova terá 90 questões de múltipla escolha e não mais 100 questões como acontecia anteriormente, haverá um bloco com nove perguntas interdisciplinares, três candidatos serão convocados para a segunda fase independente do curso escolhido e os vestibulandos que estudaram o ensino médio inteiro em escolas públicas terão um acréscimo de 3% na nota da prova (na primeira e na segunda fase).

O professor Roberto Costa, assessor da direção para concursos da Fuvest, disse que as mudanças foram estudadas por uma comissão e foram avaliadas detalhadamente. “A primeira mudança significativa é a redução do número de questões. Alguns candidatos reclamavam que nem sempre dava tempo de responder às 100 perguntas em cinco horas de prova. Analisamos o gráfico de notas dos candidatos e entendemos que o rendimento deles seria melhor se diminuíssemos o número de questões”, afirmou o professor.

Costa acrescentou, no entanto, que não é a primeira vez que a Fuvest promove mudanças no número de perguntas da prova. Segundo ele, o exame já chegou a ter 72 questões, 86 questões e até 160 questões – quando o vestibular era realizado em dois domingos. “É uma questão de adaptação da prova”, disse.

Outra mudança na elaboração das questões é a criação de um bloco específico de perguntas interdisciplinares (que englobam mais de uma disciplina, como é feito no Exame Nacional do Ensino Médio). O professor Costa afirmou que a Fuvest sempre teve questões interdisciplinares embutidas na prova, mas, neste ano, fará um grupo de questões separadas. “Oficializamos a separação das questões interdisciplinares seguindo uma recomendação do Ministério da Educação. Mas esse é um conceito antigo, que sempre existiu nas provas da Fuvest”.

Segunda fase
Outra novidade no vestibular é a ampliação do número de candidatos que serão convocados para fazer a segunda fase da prova da Fuvest. Segundo o professor Roberto Costa, anteriormente apenas as carreiras mais fortes (como medicina, direito e engenharia) tinham três candidatos por vaga concorrendo na segunda fase. Para as outras profissões, a Fuvest chamava cerca de dois candidatos por vaga.

“Com isso vamos ter mais estudantes participando da segunda fase da prova. É uma maneira que encontramos de dar mais chances para os vestibulandos, especialmente os de escolas públicas, que normalmente têm desempenho menor na prova da primeira fase”, disse.
Segundo o professor, até o ano passado a Fuvest convocava cerca de 31 mil candidatos para a segunda fase. Esse ano a idéia é chamar 37 mil vestibulandos.

Bônus extra
Por fim, a mudança “mais sensível” e “mais polêmica” do processo seletivo da Fuvest é a pontuação extra para os candidatos de escolas públicas. Esses alunos terão 3% a mais na nota da prova na primeira e na segunda fase. Com a medida, a USP calcula ter 600 alunos a mais de escolas públicas aprovados no vestibular. Atualmente, dos 10.000 alunos da USP cerca de 2.200 estudaram o ensino médio em escolas públicas.

Mas, mesmo com os pontos extras, o professor Costa admite que o benefício terá um reflexo maior para os candidatos que escolherem as carreiras menos concorridas. “De um modo geral, o maior número de beneficiados deve ficar entre as carreiras com menos prestígio. Mas haverá reflexo também nos cursos mais concorridos. O problema é que não temos como calcular isso antes da prova”, disse.

A prova no geral
Na primeira fase, a prova da Fuvest terá 90 questões de múltipla escolha, incluindo as questões interdisciplinares. Na área de humanidades (português, inglês, historia e geografia), as questões priorizam a interpretação de texto. Na área de exatas, prevalece a capacidade de resolver um problema. Nessa fase o exame vale 160 pontos. A segunda fase é composta por perguntas dissertativas e uma redação e a partir desse ano também passará a valer 160 pontos. O objetivo é valorizar a prova escrita.

As questões são elaboradas por uma banca de professores entre o final do primeiro semestre e o início do segundo semestre. “Demora meses para elaborar uma prova, não é uma coisa que a gente faz de um dia para o outro”, disse Costa.

Após a elaboração da prova, as questões são revisadas por outros professores e a prova passa por uma revisão específica de língua portuguesa. “O exame é elaborado com muito cuidado. Se houver algum erro, ele será muito sutil.” Nos últimos oito anos, a Fuvest só anulou uma questão de matemática por causa de uma palavra usada inadequadamente na formulação da questão.

Fonte: do G1, por Fernanda Bassette

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