Conseguir uma vaga nas melhores instituições de ensino superior não é uma
tarefa fácil. A concorrência cresce barbaramente a cada ano e a oferta de
vagas avança em ritmo menor. Para se ter uma idéia, em 2000, 1.986.827 milhão
de estudantes disputaram 894.390 mil vagas em todo o País - 192 de instituições
públicas e 905 de particulares.
Para conseguir uma vaga, muitos investem pesado nos estudos.
Mesmo estando o vestibulando em colégios campeões em aprovação no vestibular. Mas,
por "garantia", alguns matriculam-se em um cursinho. "Anoto tudo o que
os professores falam durante as aulas, assim gravo melhor as informações",
afirmam.
Outros fazem cursinho para conseguir uma vaga em
Medicina, por exemplo. Passa para a segunda fase das provas, mas é reprovado porque errou
todas as questões da prova de matemática. Dizem "Este ano eu não vou zerar
porque tenho estudado muito mais. Estou mais confiante. Desta vez eu
passo". É mais um(a) estudante que abdicou das horas de lazer para
ficar mais tempo com os livros.
Os vestibulandos têm que assimilar muita informação em um curto
período de tempo. E o problema é que muitos dados acabam se perdendo pelo meio
do caminho.
Quando estamos lendo, as informações visuais são transmitidas ao córtex
occipital e percorrem um longo caminho até chegar ao lobo temporal. No processo, há uma alteração na taxa de disparos químicos
entre os neurônios, as células que fazem a comunicação de dados no cérebro.
Essa é a memória de curto prazo, que você usa rapidamente e esquece em
seguida.
Isto significa que para lembrar um dado duas semanas depois de tê-lo captado
na mente, é preciso convertê-lo em memória de longo prazo. Esse trabalho fica
a cargo do hipocampo. Depois que os dados são
integrados aos circuitos do cérebro, o hipocampo descansa e quem trabalha é
lobo frontal, estrutura responsável pelo processo de recordação. É ele que
traz à tona todas as informações que foram devidamente estocadas.
Em termos práticos, para conseguir armazenar uma avalanche de informações,
é necessário ter motivação e interesse na hora do estudo. Períodos de muita ansiedade, estresse e depressão são as principais
causas da amnésia.
Mas existe uma fórmula para ajudar o cérebro a armazenar tantas informações?
Alguns neurologistas dizem que não. O
importante é que o jovem conheça o seu limite e adapte seu organismo para o
horário que ele terá mais rendimento. Estar descansado é fundamental no
aprendizado. Assim se evita qualquer situação adversa que comprometa a atenção.