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Entrar na universidade é a realização de um sonho cultivado com
carinho por milhares de jovens, além de coroar anos de estudo e dedicação.
Entretanto, uma vez no curso, o calouro depara-se com as expectativas e
a falta de informações sobre o mercado de trabalho que terá que
enfrentar após a formatura.
Sergio dos Santos, 28 anos, publicitário, lembra suas dificuldades
dos tempos de calouro universitário: "Existe um vazio muito grande
entre as expectativas que temos sobre o curso e carreira e a
realidade que encontramos na faculdade e no mercado de trabalho". Destaca a necessidade das
empresas participarem do processo de formação dos profissionais desde
o início. "Além dos estágios, algumas empresas oferecem outras
oportunidades de aproximação com os estudantes, como workshops,
concursos ou visitas às agências, mas sempre para estudantes já no
final do curso" afirma. Aos calouros, diz, restam as festas e os
trotes, na maioria das vezes, de péssimo gosto.
Trote do bem
Em tempos onde trotes violentos ainda persistem -
por exemplo os casos recentes, primeiro do calouro de Medicina da USP,
morto na piscina do grêmio e segundo, o
do calouro de Medicina da Ufba agredido por veteranos.
Setenta e seis
estudantes do primeiro semestre do curso de publicidade e propaganda da
Ucsal, Unifacs, Fib e Polifucs viveram um trote especial no último dia
10 de abril. Participando do projeto Calourada, da Agência Publivendas,
ele foram apresentados ao universo da propaganda e ao dia-a-dia de uma
agência de publicidade de forma lúdica e bem humorada.
Os alunos foram selecionados pelos colegiados de seus cursos, através
da distribuição de uma ficha de inscrição. Eles eram informados que
haviam sido convidados para participar de uma pesquisa qualitativa para
medir o grau de aceitação de um produto de tecnologia de ponta a ser
lançado experimentalmente na Bahia.
O convite supostamente partia de uma empresa líder mundial em
tecnologia de telecomunicações e integração de voz e dados, que
estava chegando ao estado e acabara de inaugurar uma unidade em Ilhéus.
Na data marcada, às 15h, os calouros foram encaminhados à Mansão
Windberger, na Vitória. Ao chegarem ao portão, os estudantes eram
marcados com etiquetas de cores diferentes, que indicaria a qual dos
cinco grupos que estavam sendo formados o aluno pertenceria. Os grupos,
compostos por estudantes de universidades diferentes, mas antes tinham
que atravessar uma "rede" de sisal, um dos muitos desafios que
enfrentariam na Mansão, desafios que a carreira que escolheram lhes
reserva na vida profissional.
Estresse
O estresse, fator constante na vida de um publicitário, era lembrado
ainda nos jardins, através da avaliação de um cientista que fazia
repetidos testes com um "estressômetro" nos participantes.
Depois, cada grupo de calouros era conduzido ao interior da Mansão
Windberger. Começava aí a "Viagem na Agência" proposta, em
segredo, pela Publivendas.
A partir daí, cada grupo percorria a mansão realizando uma
verdadeira jornada pelo processo de produção publicitária, repleto de
desafios e superações, e onde a pressa não pode ser inimiga da perfeição.
Começando pelo Atendimento, onde foram apresentados ao suposto
cliente e ao produto fictício, o Neurotronix, aparelho de aprendizagem
automático via conexão cérebro-máquina, os calouros passavam depois
pela Criação, onde definiram as peças publicitárias adequadas ao
produto e ao público alvo, seguiram para a Mídia, onde tiveram que
definir a programação dos anúncios, até chegar à Produção, onde
participaram da simulação de um VT para televisão.
Ao final da "viagem", e enquanto aguardavam os outros
grupos, os estudantes participaram de um programa de auditório comandando
por apresentadores, quando profissionais do mercado publicitário e dos veículos
de comunicação tiraram as dúvidas dos calouros. Fechando o programa,
um coffe break e o reggae da banda Scambo.
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