Todos os anos,
milhares de jovens enfrentam vários dias de prova na tentativa de ingressar em
uma faculdade. A possibilidade
de conseguir um bom desempenho em uma prova, seja ela qual for, não depende
muito do volume do que foi estudado em tempo recorde nem do quanto tempo se
esteve estudando por dia. Saber-se disputando o mesmo espaço com
outras pessoas, necessitando dar o melhor de si e obter a maior nota possível,
coloca o vestibulando em uma situação quase de batalha. Um deslize pode tirar
a possibilidade deste candidato continuar na 'guerra'. O quanto o estudante se sente capaz e preparado para
conseguir um bom resultado é o diferencial na hora da prova.
Há várias formas
de pressão nos momentos que antecedem os exames do vestibular. Uma delas é o
quanto uma pessoa se sente preparada para enfrentar a maratona das provas. No caso do vestibular, o aluno passa por muitos momentos de pressão,
ansiedade e incerteza. Ele se questiona sobre sua capacidade e suas escolhas.
Muitos
vestibulandos, em
nome de um melhor preparo, decidem se matricular em cursinhos, às vezes
conciliando-os com o período escolar havendo uma sobrecarga de estudo
pela falta de critério e bom senso na hora de estabelecer os horários de
estudo. Para essa maratona é necessário tanto preparo em termos de
estudos quanto emocional. Qualquer tipo de
prova desencadeia um processo de ansiedade, pela possibilidade de sucesso ou
fracasso que esta traz no seu resultado final. Quando este sucesso ou fracasso
é direcionado a uma prova de vestibular, isso traz consigo a possibilidade de
um futuro profissional definido como bem sucedido ou não pela aprovação, o
que aumenta a pressão em obter sucesso.
Alguns estudantes passam o dia inteiro dentro de uma sala de aula, mal
tendo tempo para fazer suas refeições, dormir ou estar junto dos amigos, o que
se torna um ponto contra na hora da prova. O volume do que
é estudado ou o tempo dedicado a esse estudo não vai determinar a aprovação
ou não no concurso; muito pelo contrário: o cansaço que esse tipo de jornada
causa prejudica o vestibulando no momento de responder as questões por diminuição
do nível de atenção na leitura e dificuldades de raciocínio por estafa
mental. Isso porque, como em qualquer prova, o aluno entra em
um estado de tensão, um tipo de preparação para algo que não sabe muito bem
como será.
Outra característica
que deve ser levada em consideração no caso da escolha por se fazer um
cursinho é a possibilidade do vestibulando sofrer pressão por parte dos pais.
Qual tipo de pressão? A econômica, devido ao dispêndio de dinheiro com esse
estudo adicional ou mesmo se auto-pressionar pelo mesmo motivo.
Mesmo no caso de
quem só está fazendo cursinho há a presença da necessidade de passar. Alguns
cursinhos pré-vestibulares causam a impressão no aluno que não se pode
fracassar pela metodologia de ensino que utilizam. Muitos macetes e dicas são
passados de forma muito rápida, às vezes dificultando a assimilação desses
pelo aluno, ou fazendo anular qualquer tipo de raciocínio em nome da “decoreba”.
O resultado: confusão na hora da prova, fazendo com que se crie uma sensação
de incapacidade e dificultando que se coloque o que foi assimilado em prática.
Também quem
resolve por algum motivo estudar por conta própria pode se sentir pressionado
pela dedicação de seus concorrentes em cursinhos, como tendo eles tivessem
mais chances de passar no concurso. A sensação de despreparo pode influenciar
no desempenho deste tipo de candidato no momento ao responder às questões
propostas na prova. Tal estudante pode vir a sentir-se derrotado de antemão, não
conseguindo aplicar seus conhecimentos por causa desse tipo de pensamento.