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Como
você responderia aos seguintes argumentos?
1. Todos os homens honestos votarão a favor da medida
proposta.
2. Eu? Você está dizendo que sou consistente. Vindo de
quem vem não deixa de ser engraçado, pois você muda de idéia todo dia.
3. A polícia está perdendo tempo caçando pobres
motoristas como eu. Ela deveria estar cumprindo sua tarefa, que é combater o
crime.
4. Diálogo: A: "Algumas mulheres acham que o que a sociedade
espera delas está definido muito precariamente".
B: "Então diga-me: Você apoiaria um bando de
ruidosas matracas que querem se livrar dos homens? As mulheres são felizes
como estão".
A: "É possível que algumas sejam, mas a maioria
não é".
B: "Mas essas não são verdadeiras mulheres".
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Qual
foi sua classificação?
1. A sentença dá a questão como provada. Mostre isto a
seu interlocutor.
2. Um caso de desvio. Mostrar que o acusador apresenta a
mesma falha não serve de argumento para justificar a inconsistência da
acusação do outro.
3. Outro caso de desvio. O combate ao crime não desculpa
o acusado de sua infração às leis do trânsito. O motorista evade a
questão da função da polícia dando a entender que o combate ao crime é a
única função policial, e raciocinando de uma forma que o favorece.
4. Neste caso há várias falhas. A faz uma
afirmação moderada, que B falseia. B prossegue fugindo à
questão, emitindo um conceito segundo o qual há mulheres
"verdadeiras" (e, portanto, "falsas...")
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Experimente
descobrir as falhas da seguinte discussão:
A: "As pessoas que acreditam em uma religião, seja
ela qual for, vivem melhor do que a que não acreditam".
B: "Há pessoas que são religiosas e se comportam
pessimamente, assim como há pessoas que em nada crêem, mas que vivem
decentemente".
A: "Ah, mas as pessoas ruins não são realmente
crentes".
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Qual
foi sua classificação?
Ao passar adiante sob a forma velada, uma definição de
"crentes" como "pessoas que levam uma vida decente", o
contendor A procura fugir da questão. Para evitar que isso ocorra, é
necessário dar outra forma à argumentação, de modo a evidenciar suas
falhas. Se você encontrá-las em seus próprios argumentos, considere a
questão abertamente e descubra as razões verdadeiras.
A interpretação falha do que o outro afirma é muito
comum em disputas corriqueiras. As afirmações podem ser exageradas,
atribuindo-se à frase do contendor sentido que ela não tinha. Outras vezes,
destaca-se um ponto fraco do argumento, ignorando-se o resto. Um estratagema
geralmente adotado pelo perdedor numa discussão consiste em isolar um detalhe
errado na proposição do oponente, ainda que isso não altere
substancialmente a questão.
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O
que há de errado com as seguintes afirmações?
"Qualquer um que examine, sem preconceitos, a
situação da moral dos nossos dias, deve concordar em que ela se
deteriorou".
"Devemos ser orientados pelos mais velhos, porque a
velhice é mais sábia que a juventude".
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Qual
foi sua classificação?
Tente esquecer sua opinião acerca da moral ou da
sabedoria dos velhos e examine a estrutura lógica das proposições. Ambas
levantam uma questão e admitem, sem exame, que certos assuntos controvertidos
são verdadeiros.
No primeiro caso, a conclusão está implícita na
pergunta. Você poderá discordar, mas será rotulado como alguém que não
está examinando a questão sem preconceitos. O preconceito, porém, reside na
proposição mesma. Ainda que aparentemente a frase se apresente como
tentativa de examinar a questão não passa de uma recusa em considerar o
assunto. Os pontos de vista contrários são rejeitados pelo próprio
enunciado da sentença.
A segunda proposição é um círculo vicioso: a
conclusão é a premissa sem que haja qualquer argumento para justificá-la. O
argumento diz que devemos respeitar a sabedoria da velhice porque a velhice é
sábia.
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Interpretação do seu
teste |
Agora você está em
condições de analisar com mais profundidade as sentenças com as quais você
entra em contato diariamente. Não se engane nem se deixe enganar por uma
lógica viciada, esse monstro de mil olhos que está à espreita em toda parte.
Tenha cuidado com expressões
como "sem preconceitos", "honesto" ou "bem
pensante", quando aparecem para afirmar um ponto de vista. Igualmente,
palavras como "desonesto" ou "tendencioso" são usadas para
desacreditar os argumentos dos adversários.
E cuidado com argumentos de
comportamento que está intimamente ligado ao que se chama de "saída pela
tangente". Certas pessoas recorrem tanto a isso que acabam por esquecer o
centro da questão.
Ao lidar com interpretações
falsas ou desvios, afirme o seu ponto de vista e não deixe que mudem seu
argumento.
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