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A
importância do estágio.
Está
no estágio a oportunidade de assimilar a teoria e a
prática, aprender as peculiaridades e “macetes”
da profissão, conhecer a realidade do dia-a-dia,
daquilo que o acadêmico escolheu para exercer.
À medida que o acadêmico tem contato com as tarefas
que o estágio proporciona, começa a assimilar tudo
aquilo que tem aprendido e até mesmo aquilo que ainda
vai aprender. Sabemos que pedagogicamente o
aprendizado é muito mais eficaz quando é adquirido
com a experiência. Temos muito mais retenção ao que
do que ao que lemos. E o que fazemos diariamente ou
repetidamente é absorvido com muito mais eficiência.
É comum o estagiário lembrar do que realizou durante
o estágio enquanto assiste às aulas e do que
aprendeu em sala enquanto está exercendo atividades
no estágio.
Aos que já estagiaram são indiscutíveis os benefícios
e vantagens desta experiência. As aulas em sala de
aula ensinam conceitos e teorias que são necessárias
aos futuros profissionais e a vivência do trabalho
permite assimilar esses conceitos e teorias. È possível
distinguir aquilo que precisamos aprender e aquilo que
realmente não aprendemos. Será possível aferir a
qualidade do ensino que temos conforme as dificuldades
que enfrentamos.
Algumas precauções são necessárias ao estudante
que procura estágio.
Em virtude da ânsia de muitos acadêmicos que já
entenderam a necessidade do estágio, da
obrigatoriedade de determinadas horas de estágio de
alguns cursos, bem como da isenção de impostos do
regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho),
algumas empresas oferecem vagas intituladas de estágio,
mas na verdade não o são. Há na verdade, interesse
em contratar mão-de-obra barata, sem vínculo
empregatício e garantir menor custo.
Algumas empresas chegam a contratar estudantes como
estagiários e colocá-los a exercerem função de
telemarketing, vendendo produtos ou serviços. Em
simples análise é possível identificar que esta prática
nada tem a ver com a proposta do estágio que é
proporcionar ensino e capacitação profissional
direcionada.
Uma outra prática que aparentemente não é
prejudicial, mas que desvia o propósito contratual
entre acadêmico e empresa é a de profissionais que
compõem o quadro da empresa e não tem consciência,
ou não querem ter sobre a importância deste momento
para o estudante e confundem o estudante como
“quebra galho” e agente de favores pessoais, ou
seja, transformam o estudante em Office-boy de luxo e
chegam a pedir para que o estagiário compre lanches
ou pague contas pessoais em banco.
Outra dificuldade que o estagiário enfrenta é o
valor da bolsa auxílio comparado ao valor da
mensalidade do curso.
Quando o estudante decide procurar um estágio tem que
ter em mente que não deve procurar um salário, pois
este não é o objetivo principal. Em contra-partida
terá mais facilidade em pagar as altas mensalidades e
ainda ter algumas comodidades financeiras quanto maior
for a bolsa-auxílio. A realidade não é igual a
todos, pois variam as condições econômicas e
familiares de cada caso, ou até mesmo se o estudante
possui bolsa na faculdade isentado-o de custas.
Uma vez conseguido um estágio, vencidas as
dificuldades e tendo-se condições de estagiar,
deve-se abraçar a oportunidade, como oportunidade única,
pois não faria sentido freqüentar um estágio se não
houvesse compromisso com as atividades.
Também seria desperdício de tempo e energia sofrer o
desgaste do estágio somado ao desgaste do curso se não
houvesse interesse firme em aprender e preparar-se
para a profissão.
Enfim, um bom estagiário deve ter um bom estágio e
ambos dever ser produtivos e capazes de formar um
profissional pronto a enfrentar os desafios da profissão
e gerar boas expectativas de sucesso.
Adriano
Pinheiro
Estagiário em Direito.
Participante de fóruns, comunidades e autor de textos e
artigos publicados em diversos sites.
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