Revolução
de 1924 é tema de exposição na internet
Apesar dos estragos que causou na capital paulista, este episódio da história de
SP ainda é pouco conhecido pela população.
Para os estudantes, o 2º semestre é marcado pela intensificação dos estudos para
os sempre concorridos vestibulares e o ENEM. Em História, o “Movimento
Tenentista” é um assunto freqüentemente lembrado nas provas. Porém um episódio
ainda pouco conhecido pela população pode ajudar os estudantes a entender um
pouco mais esse conturbado momento da história brasileira: A Revolução de 1924.
Para isso, o Arquivo Público do Estado de São Paulo desenvolveu uma exposição
virtual que revela um pouco mais sobre este evento marcante na história
brasileira. O Arquivo Público possui conjuntos documentais de processos
criminais instaurados após a Revolução de 1924 e cartas dos líderes deste
movimento, além de jornais e revistas da época, que serviram de base para essa
exposição. A Revolução de 1924 é contada em 9 “salas” rica em textos e
ilustrações
(http://www.arquivoestado.sp.gov.br/exposicao_revolucao )
O Brasil do início do século XX é marcado por um período de crise econômica,
motivada pela queda das exportações causadas pela Primeira Guerra Mundial, e uma
crise política gerada pela insatisfação de alguns grupos com a chamada política
café com leite. Esse cenário faz eclodir uma série de levantes contra o regime
no Rio de Janeiro, em 1922; em São Paulo, em 1924 e seguem até o final dos anos
1920 com a Coluna Prestes no interior do Brasil.
Os “revolucionários” de 1924 eram em sua maioria tenentes e capitães do setor
intermediário das Forças Armadas. O conflito propriamente dito aconteceu entre
os dias 5 e 28 de julho e é considerado o mais violento já ocorrido na cidade de
São Paulo. Essa data foi escolhida para fazer referência a outro movimento
tenentista: Revolta do Forte de Copacabana, conflito armado entre o Governo
Federal, representado pela figura do Presidente da República e parte das Forças
Armadas, no dia 5 de julho de 1922.
A cidade de São Paulo foi escolhida como marco inicial pelos militares para
começar uma Revolução que deveria tomar o Brasil. O plano dos “revolucionários”
era controlar a cidade, bloquear ferrovias, telefones e telégrafos, impedindo o
Governo Federal de reagir. Entre as trágicas conseqüências deste conflito estão
as mais de mil vítimas fatais e 4 mil feridos, além da destruição de bairros
como Brás, Mooca, Cambuci, Belenzinho e Ipiranga, os mais atingidos. No dia 28
de julho as tropas rebeldes saem de São Paulo e a cidade tenta se recuperar os
estragos.
Apesar de derrotados, os “revolucionários” não deixaram de influenciar outros
movimentos da época. Parte das tropas rebeldes se juntaria à Coluna Prestes,
vinda do Sul, para formar a Coluna Miguel Costa-Luis Carlos Prestes, que
denuncia problemas sociais e políticos do Brasil. A Revolução de 1924 não teve o
apoio dos conservadores, tampouco foi planejada pela elite paulista, como
ocorreria na Revolução de 1932, o que explica o esquecimento desse episódio da
história de São Paulo.
Revolução de 1924 na sala de aula
A exposição é um recurso pedagógico que também pode ser aproveitado pelo
professor, já que possibilita discutir com os seus alunos documentos produzidos
na época dos acontecimentos. Além destes documentos e textos explicativos,
professores e alunos ainda têm acesso a 11 atividades pedagógicas para trabalho
em sala de aula, preparadas de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)
para as séries do ensino fundamental.
O Núcleo de Ação Educativa foi o responsável por pesquisar fontes bibliográficas
e documentais para montar a exposição virtual, além de criar as atividades
pedagógicas. Foram aproximadamente 4 meses de preparação até a exposição ir ao
ar. Completam a exposição uma listagem com referência a outros documentos que
tratam o tema, indicações de leitura e links interessantes sobre o período.
Acesse:
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/exposicao_revolucao
Sobre o Arquivo Público do Estado de São Paulo
O Arquivo Público do Estado de São Paulo é um dos maiores arquivos públicos
brasileiros. Vinculado à Casa Civil do Estado de São Paulo, s ua função é
formular uma política estadual de arquivos e recolher, tratar e disponibilizar
ao público toda documentação de caráter histórico produzido pelo Poder Executivo
Paulista. A instituição mantém sob sua guarda aproximadamente 6 mil metros
lineares de documentação textual permanente, 17 mil metros de documentação
intermediária, 900m de material iconográfico, grande quantidade de jornais e
revistas e uma biblioteca de apoio à pesquisa com 45 mil volumes.
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