Já no domingo,
dia 7, os acadêmicos fizeram uma viagem didático-pedagógica até a Serra do
Japi, em Itupeva, onde realizaram atividades diversas, como caracterização de
paisagem florística, levantamento de informações sobre qualidade ambiental da
região e identificação das relações de sustentabilidade das comunidades
autóctones com a Reserva Privada de Proteção Natural. “Pudemos mostrar alguns
conceitos que sem o recurso da prática seriam mais difíceis de assimilar.
Desta forma, o aluno consegue fixar mais o conteúdo e perceber o contexto em
que o conceito está inserido”, explica o coordenador do curso, Hélio Rubens
Pereira Júnior.
Para o professor,
que é mestre e doutor em Ciências Biológicas e
membro da Sociedade Brasileira de Genética, o custo
social da industrialização que foi absorvido nas décadas passadas tem hoje a
outra face da moeda para ser usada para o pagamento do custo ambiental de uma
sociedade consumista. “O desenvolvimento clássico das atividades empresariais
e industriais tem submetido o planeta a um desgaste preocupante. Teremos no
próximo século o dobro da população atual e estamos fazendo uso de nossos
recursos naturais não dando tempo de se renovarem”, alerta.
Além disso, como destaca
Hélio Rubens, os ecossistemas estão perdendo sua biodiversidade de forma
praticamente irreversível e o uso excessivo ou inadequado dos recursos
naturais tem levado à poluição da água, do ar e dos solos. “No entanto,
tendências e ações nos têm trazido a perspectiva de mudança na direção de uma
maior consciência ambiental no sentido do desenvolvimento em bases
sustentáveis, pois já se entende que somente mudando nosso modo de ser e com a
utilização harmônica dos recursos naturais pelas comunidades atuais é que os
manteremos suficientes e impediremos impactos ambientais e culturais,
permitindo também atender nossas necessidades e as de gerações futuras”,
afirma.
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