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"O Santo e a
Porca", de Ariano Suassuna
Esta comédia em três atos, escrita em 1957, traz todas as características
do movimento Armorial, criado por Suassuna. Aproximando-se da literatura de
cordel e dos folguedos populares do nordeste, narra a história de Euricão Árabe,
um velho avarento devoto de Santo Antônio que esconde em sua casa uma porca
cheia de dinheiro. Em O Santo e a Porca, Suassuna promove a mistura do religioso
e do profano, em que os personagens (todos muito cômicos) estão inseridos no
universo nordestino.
"Meus Poemas Preferidos", de Manuel Bandeira
Este é o livro em que Manuel Bandeira reuniu, ainda em vida, seus poemas de
maior encanto, entre tantos outros de indiscutível valor. Sua obra é permeada
por uma angustiante busca pelo significado das coisas, pela reflexão da poesia
em si e pela total falta de limites para o lirismo. Há uma maturidade no
tratamento dos grandes temas da poesia universal, em sua faceta mais cotidiana.
Um dos mais importantes poetas brasileiros, Bandeira se aproximou de vários
modelos estéticos da literatura, sem nunca aderir efetivamente a nenhum deles.
"Dom Casmurro", de Machado de Assis
Escrito em 1900, é tido como a obra-prima de Machado de Assis (1839-1908),
o maior escritor brasileiro. O romancista inventou um mito, o de Capitu - bela
mulher, sedutora, mas cigana oblíqua e dissimulada. Além disso, atraiu o
leitor com a suspeita do adultério. Mas é possível ler a obra prestando atenção
também em Bento Santiago, o Bentinho. Truque do escritor genial: ao condenar
Capitu, a moça ambiciosa de família pobre, o advogado condena a si próprio,
homem que desconfia dos que são socialmente diferentes.
Contendo emoção e melancolia, as memórias do Dom Casmurro são belas porque
fazem lembrar do primeiro beijo e dos medos do amor, mas principalmente porque
estão envenenadas pelo ciúme mortal. O solitário Bentinho, ao relembrar sua
vida e seu amor pela intrigante Capitu - um dos maiores personagens da
literatura brasileira - partilha com o leitor o ciúme e a desconfiança que
encheram de amargor sua vida.
"Leão-de-Chácara", de João Antônio
Segundo livro de João Antônio (1937-1996), que o situa como autor de
contos de uma linguagem ricamente inventiva, calcada nos diálogos da
malandragem urbana. Aqui ele reúne quatro histórias sobre "trancos"
e embates ocorridos em camadas populares das cidades de São Paulo e Rio de
Janeiro nas décadas de 60 e 70.
Nos contos de Leão de chácara, João Antônio vai buscar seus personagens no
meio do povo humilde das grandes capitais, entre a arraia miúda que aprende a
viver nos embates, trancos e barrancos da rua, postos à margem da ordem social,
que suportam ou enfrentam de acordo com as circunstâncias. Segundo o autor, as
narrativas são "sumarentas de vida e porejantes de verdade humana".
Não aparecem protagonistas marcados por traços pitorescos que os transformem
em coloridas figuras do folclore urbano. Pelo contrário, são o retrato veraz
das camadas sociais a que pertencem. Foram recortados com total fidelidade e na
plenitude de suas grandezas e misérias.
O
resumo de livro serve para você relembrar, rever o que foi
lido para a hora da prova. Nada substitui a leitura da
íntegra do livro!
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