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Sofia é aluna brilhante e capaz de resolver complicados problemas
matemáticos. Daniel não se destaca em matérias teóricas, mas soluciona com
incrível facilidade problemas práticos. Quem é mais inteligente? Essa
questão difícil de ser respondida com isenção de opinião também não pode
ser resolvida com tranqüilidade pelos resultados dos exames vestibulares.
Para dar conta dela, os examinadores criam uma série de exercícios a fim de
avaliar as diferentes manifestações da inteligência e do conhecimento, como,
por exemplo, o conhecimento que o jovem tem do vocabulário, sua fluência
verbal, sua capacidade de lidar com números ou com conceitos espaciais ( no
sentido geométrico ). Testando todos esses níveis, o jovem que revela melhor
desempenho nas provas será considerado mais inteligente e preparado para a
universidade do que os que não se saíram tão bem.
É difícil dizer se é justo. Para que esses exames tivessem validade
incontestável, seria preciso que as pessoas a eles submetidas dispusessem das
mesmas condições para respondê-las, o que não ocorre na prática. O ambiente
cultural dos pais, do grupo social, da família, a escola, o cursinho, enfim, o
condicionamento desde a infância no desenvolvimento de certas aptidões ou na
inibição do desenvolvimento de outras, influenciam e dificulta a avaliação
correta dos vestibulandos.
Aplicados por colégios e cursinhos, como também em nosso portal, os
simulados permitem uma previsão aproximada do desempenho que os vestibulandos
apresentarão nos exames.
Apesar de conterem falhas e muitas limitações, os exames vestibulares são
um dos melhores métodos de que dispomos para avaliar de modo objetivo a
inteligência e o conhecimento do aluno. Eles não permitem conclusões
definitivas, é verdade, tanto que muitos são realizados em duas fases, mas
podem ser úteis para indicar-nos novos caminhos e revelar um pouquinho mais
sobre nós próprios.
Os exames revelam, ainda que indiretamente, a importância do papel do jovem
na sociedade para o desenvolvimento intelectual do indivíduo, e sugerem uma
metodologia para tratar os complexos problemas humanos, que envolvem as
emoções, a inteligência, a cultura e as relações sócio-econômicas. A
polemica sobre o assunto é grande. Então
tire suas próprias conclusões!
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