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Treinando a memória

-De certa forma, pode-se dizer que a memória é como um músculo: se exercitada ela cresce. Há mesmo quem afirme que, com um pouco de esforço, até as memórias mais medíocres podem ser transformadas em eficientes "máquinas de recordar".

O xadrez é um dos esportes que mais exigem da memória. Os grandes mestres são capazes de recordar todos os lances de partidas que foram realizadas há décadas.

Para avaliar a memória, é preciso compreender que nossa capacidade de memorizar informações complexas é determinada por dois fatores. O primeiro deles é a capacidade física do cérebro de absorver e reter informações. O segundo consiste da capacidade de organizar informações complexas durante o processo de aprendizagem, o que tem, positivamente, ligação com a inteligência. 

Está demonstrado que a boa memória para alguns assuntos, como tramas de romances e informações científicas, depende do nível de inteligência geral, da habilidade verbal e do interesse no que se está aprendendo. Essas qualidades podem ser treinadas. Se formos treinados a organizar o que aprendemos de forma mais eficiente, nossa memória para temas lógicos ou não, pode ser desenvolvida.

Na realidade a memória é pura organização. Nela podem-se arquivar infinitas quantidades de informações; o problema consiste em relembrá-las a longo prazo, ou retirá-las do arquivo.

Os mecanismos mnemônicos, são a base do desempenho que ajudam a desenvolver a memória por meio de princípios artificiais de organização. Um deles é a rima que se usa para ensinar a criança: " um-dois, feijão com arroz..."

Outro sistema conhecido é o visual-simbólico onde você deve associar idéias ou palavras com objetos. Um processo mais simples é o da comparação sucessiva; quando duas idéias estão ligadas entre si em nossa memória, pois lembrando-se de uma delas significa automaticamente lembrar-se da outra.

O valor do sistema mnemônico que emprega imagens pode ser avaliado quando temos de decorar duas listas de palavras, A e B, a primeira sem o seu auxilio. Vejamos primeiramente a letra A: mesa, céu, pato, piano, livro, espingarda, gramado, vela, apagador, maça.

Essa lista deve ser aprendida por repetição contínua, até que você consiga dize-la na íntegra, sem errar, isto é, decorando. Marque quanto tempo você leva para fazer isso.

Veja agora a lista B, acompanhada de uma invenção mnemônica:  pneu (um é atum); avião (dois é arroz); chapéu (três é chinês); bigode (quatro é prato); porco (cinco é brinco); corda (seis é mês); ovo (sete é raquete); óculos (oito é biscoito); gato (nove é nave); janela (dez é pastéis).

Você deve ser capaz de aprender a rima mnemônica lendo-a de uma só vez. Depois associe o primeiro item da lista B (pneu á primeira linha rimada (um é atum), com uma imagem bem vivida, como por exemplo, um enorme atum enfiado na circunferência interna de um pneu. Faça o mesmo com cada palavra da lista e a rima correspondente, uma de cada vez. Marque o tempo que isso leva. 

Não pratique mais até o dia seguinte e, então, faça novamente o teste. Você deverá se lembrar de mais itens da lista B do que da lista A. Confira!

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