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O
próprio lema das modernas Olimpíadas - " O importante não é vencer, mas
competir" , que tenta preservar o ideal grego, toma como pressuposto
básico a competição, cujo objetivo, sem dúvida alguma, é a conquista da
vitória, em nosso caso, a sonhada vaga.
É necessário o vestibulando avaliar se determinado curso é algo que
ele
quer de verdade, ou apenas está satisfazendo a sociedade e a família. "Se
for, vale a pena insistir", declara alguns. "Vestibular é perseverança e não
passar não é o fim do mundo. É uma experiência a mais, mais um passo para o
crescimento interior. Não há porque se sentir derrotado".
Muitas vezes, o jovem tem vontade de descobrir outras possibilidades,
mas não há quem mostre. Diante disto,
acabam optando pelo tradicional: Medicina, Direito, Engenharia, sem levar em
consideração que outros cursos também podem realizar. Por que não Biologia
ou Química e Antropologia? Essas possibilidades não existem por pura falta de
informação.
O vestibular se tornou um ritual de passagem, mas não a única perspectiva de futuro para o jovem. "Não há mercado de trabalho,
não há expectativa para quem não passa?". O jovem está
abandonado. É necessário mostrar a ele que o vestibular não é o único
caminho para uma profissão de valor.
Nos exames, os vestibulandos se reconhecem iguais e são colocados no mesmo
ponto de partida, como se também na sociedade acontecesse o mesmo. E a analogia
é transferida á vida social: se fracassam é porque estavam despreparados ou
eram incapacitados ou incompetentes? Essa ilusão é mais intensa e eficaz
quanto maior for a emoção que envolve o vestibular.
Não se deve esquecer que essa competição nos exames vestibulares, além
disso, tem também servido de fator abafador de problemas e das políticas
educacionais do país. Levado por outros postulados, justifica-se o
comportamento de muitos alunos e pais, baseado no "salve-se quem
puder".
Esse problema relaciona-se com o fator motivação, que considera-se
extremamente importante para a determinação do espírito de competição para
a aferição da capacidade mental. O que importa é a vontade de
realizar. Assim a competição é válida, mesmo para os que não conseguirem a
sonhada vaga.
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