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Festejado e temido ao mesmo tempo, o primeiro vestibular é um marco na
evolução do jovem. A partir desse momento, eles começam a conquistar a
vida adulta. O Vestibular é sempre uma experiência única e original para cada
jovem.
Essa estréia no vestibular é um acontecimento cercado de expectativa e
apreensão. Os preparativos contagiam a família e, na Hora H, os pais
também sentem um nó na garganta. O jovem esforça-se para conter a ansiedade,
o nervosismo e outros sentimentos que no momento afloram. As transformações
acarretadas pelo vestibular podem deixar o jovem inquieto e apreensivo. Mas
quase todos os seus temores são fáceis de superar. Muitos mantém a
calma, mas é difícil resistir ao " friozinho na barriga". Do
lado de fora, os pais vê seu filho sumir num corredor em direção à sala de
exame. Sente ao mesmo tempo alegria e medo; sabe que vai iniciar um processo
importante na vida do filho: ele ensaia seu primeiro vôo, dá o primeiro passo
para a emancipação profissional.
A impressão que o jovem tem ao chegar à sala de provas no primeiro dia é a
de uma sala enorme, estranha, cheia de gente que não lhe dá muita atenção.
Mas ele acaba por perceber que todos ali ainda não se adaptaram-se ao novo
ambiente, onde será travada uma luta silenciosa contra os conhecimentos
adquiridos que estarão lhe cobrando pelo aprendizado. Para sentir-se seguro,
ele precisa contar com o apoio da memória.
Muitas vezes, o jovem, mesmo antes já treinou simulados, já delineou
uma imagem da prova. Isso é motivado pelas várias referências ouvidas de
outras pessoas, dos professores, nas escolas, nos cursinhos. Na imaginação do
jovem que é marinheiro de primeira viagem, a misteriosa figura da prova vai, a
partir dessas informações, tomando corpo.
O jovem percebe ao longo do exame, que uma pergunta, que não sabe nem por
onde começar a responder, causa certa perturbação, o que não ocorre e não
atinge um grau de ansiedade igual quando se está fazendo um treino ou um
simulado. Porém se está habituado a lidar com questões desse tipo, o
vestibulando desenvolve um padrão de comportamento, buscando responder
primeiro o que sabe "melhor", o que lembra primeiro, desenvolvendo
assim a impressão de que está indo bem na prova, levando vantagens sobre seus
colegas sem esses antecedentes. A familiaridade com o exame, irá favorecer o
jovem, pois se sentirá adaptado a um padrão de comportamento.
Mas disso tudo não se deve concluir que os que não treinam, estão
prejudicados no resultados. Porém sabendo lidar com a hora H; o
vestibulando sente-se muito mais estimulado, sente-se confiante e equiparado a
seus competidores. Acredita-se que isso também suaviza o choque com o ambiente
estranho.
Apoiado pelos que o cercam e conscientes das barreiras a transpor, o
vestibulando terá um exame tranqüilo
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