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Além
de criar novas regras, o ministro da Educação pretende criar um
vestibular unificado nacional, ou Novo Enem, com isso, os
estudantes poderiam se candidatar a todas as universidades que
aderirem à proposta.
Como ponto positivo do projeto, é o fato de que o aluno não
precisaria fazer vários vestibulares, mas apenas um que teria
validade nacional. Ou seja, o estudante fará, em qualquer
Estado, exame do Enem com validade nacional e escolheria curso e
instituição segundo a nota obtida.
Há 10 anos, no início da aplicação do Enem, quatro instituições
utilizavam a prova do Ministério da Educação (MEC) como critério
de seleção, hoje são mais de 500 instituições de ensino superior
que aderiram o Enem como alternativa ou complemento do
tradicional vestibular.
Segundo o ministro, os benefícios da nova avaliação, vão além da
eficiência do processo seletivo de ingresso nas universidades. A
prova vai permitir uma organização do currículo do ensino médio,
a desoneração do aluno de ter que fazer várias provas de
vestibular e a avaliação do desenvolvimento, tanto das
instituições de ensino médio quanto das de ensino superior, já
que a prova vai ser comparável ao longo do tempo.
O projeto do MEC prevê que o aluno faça a prova e escolha o
curso e a instituição onde deseja estudar, de acordo com a nota
obtida. A proposta é semelhante à forma de seleção do Programa
Universidade para Todos (ProUni), em que o aluno escolhe o curso
e a instituição, com base na nota do atual Enem, devendo obter o
mínimo de 45 pontos.
Atualmente, o Enem é utilizado como parte da seleção por algumas
universidades públicas e particulares. O Mec quer usar o
resultado do Enem na primeira etapa da seleção dos estudantes
para as universidades federais. Assim os estudantes que vão
disputar vagas em universidades federais do País podem ser
submetidos a um novo processo seletivo ou vestibular unificado a
partir do ano que vem. A segunda fase será voltada para áreas
específicas, com perguntas que julguem a capacidade analítica
dos estudantes.
A nota obtida na maior avaliação nacional do Ensino Médio já é
aceita por inúmeras universidades e centros universitários por
todo Brasil, como alternativa ao vestibular, que destina
porcentagens das vagas para estudantes que obtiveram as notas
mais altas no exame. Há também reserva vagas em determinados
cursos para estudantes que tiverem o melhor desempenho no Enem.
O Novo Enem deverá incluir, questões dissertativas e objetivas,
além de questões específicas para a área pretendida pelo
candidato na segunda etapa da seleção. Outra mudança será que a
prova terá validade em todo o território brasileiro, abordando
mais disciplinas e contendo um maior número de questões que o
atual Enem apresenta, (63 questões de múltipla escolha).
O ministro da Educação criticou a postura das universidades que
são contrarias ao Enem. “Acho que alguns reitores temem que o
Enem por si só esvazie alguns conteúdos (a prova tem apenas 60
questões objetivas e uma redação), mas podemos combinar as
tecnologias de outras avaliações feitas pelo MEC", afirmou
Fernando Haddad.
Ainda de acordo com o ministro, a mudança refletirá
positivamente na qualidade do ensino médio como um todo. “Se nós
não alterarmos isso, sinalizando para o ensino médio que
queremos outro tipo de formação, mais voltada para a solução de
problemas, vamos continuar reproduzindo conhecimento que não
ajuda o Brasil a se desenvolver”, concluiu.
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