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O
estudante fará, em qualquer Estado, exame do Novo Enem com
validade no território nacional e escolheria curso e instituição
segundo a nota obtida por ele.
O atual formato do Enem é considerado pouco abrangente quando
comparado à seleção feita pelas federais, assim o Novo Enem
seria uma primeira etapa dos vestibulares. Uma segunda fase mais
abrangente seria de responsabilidade da própria instituição.
As instituições de ensino superior particulares também poderiam
aderir ao Novo Enem em substituição ao atual vestibular. A
adesão ao vestibular nacional dependerá de cada universidade,
que tem autonomia para decidir de que forma poderá incorporar a
prova em seu processo seletivo.
Hoje cada universidade realiza seu processo seletivo com provas
e datas diferentes. A prova valeria para todo o País. O
estudante poderia fazer o teste em qualquer Estado e se
candidatar às diferentes universidades federais do Brasil.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é responsável pela
elaboração do Enem, ressaltou que a prova será dividida em
quatro eixos: linguagens e códigos, matemática, ciências
naturais e ciências humanas, e que o ministério tem capacidade
técnica e logística para elaborar e aplicar o exame em todo
país.
O aluno fará a prova geral e, com o resultado, poderá decidir o
curso que prefere. Ele não precisaria optar por um curso ao se
inscrever, ou seja, tem a opção de escolha posterior pela
pontuação obtida na prova.
As questões seriam de múltipla escolha e a prova contaria também
com uma redação. Alguns cursos poderiam ter uma segunda fase,
com uma avaliação de habilidades específicas da profissão
escolhida pelo candidato. A segunda etapa seria mais voltada
para áreas específicas, com perguntas que julguem a capacidade
analítica dos estudantes.
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