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Dúvida de Carreiras e Profissões

 

Sou vestibulanda e cadastrada no Vestibular1 e  gostaria de saber quais são as tendências para a carreira  ou curso de Relações Internacionais..... Estarei esperando uma resposta... 

 
 
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 Resposta de sua dúvida:

O mercado de trabalho para relações-internacionais não é saturado, e tende a expandir-se. Havia 3 mil profissionais de relações-internacionais registrados no país em 1997, e 50% deles trabalhavam no eixo Rio – São Paulo. A globalização gera um aumento da demanda por dois lados: a entrada de empresas estrangeiras no mercado, criando a necessidade de alguém que estabeleça um elo com o mercado novo; e a presença de empresas brasileiras no exterior, demandando profissionais mais qualificados.

Vasta cultura, leituras constantes sobre os acontecimentos mundiais, capacidade de compreender os processos políticos, econômicos e sociais e de obter informações diretas junto a contatos internacionais são características que colocam o especialista em relações internacionais no comando de empresas e de governos: suas opiniões e análises contribuem para a tomada de decisão na economia, cada vez mais globalizada.

Para ser especialista em relações internacionais é necessário o diploma no curso de graduação em relações internacionais. Durante o curso o aluno deve obter total domínio da língua inglesa e, se possível, de um segundo idioma. Ser poliglota é muito importante e absolutamente indispensável para trabalhar em agências internacionais. Títulos acadêmicos são fundamentais: mestrado e doutorado, de preferência no exterior, são requisitos para o crescimento profissional. As relações pessoais que se estabelecem na vida acadêmica transformam-se em contatos valiosos para os analistas internacionais. Como há um único doutorado no Brasil, em história das relações internacionais na Universidade de Brasília, é possível obter bolsa para realizá-lo no exterior. É preciso determinar as áreas principais de interesse e atuação, e nelas aprofundar-se constantemente. Saber utilizar as estatísticas e ter bons conhecimentos de cálculo também são habilidades básicas. Um bom nível cultural é um requisito muito importante.

O mercado está em ampla expansão, como resultado do processo de abertura econômica do Brasil, iniciado há cerca de dez anos. A internacionalização dos fluxos financeiros e a globalização da economia mundial acentuaram este processo. A partir do primeiro curso de graduação em relações internacionais em Brasília, na década de 1970, deu-se uma multiplicação de universidades que o oferecem, refletindo o grande interesse na profissão. O próprio mundo acadêmico representa um mercado em expansão para mestres e doutores em relações internacionais. Grande parte dos profissionais que hoje atuam nas grandes empresas privadas, nas instituições financeiras e nas empresas de consultoria em economia e política internacionais tem formação acadêmica em economia ou ciência política e cursos de extensão no exterior. Todos os ministérios em Brasília têm sua assessoria internacional. O mesmo ocorre com a Câmara dos Deputados, o Senado, governos de estado, municípios e organizações não-governamentais, que buscam investimentos e linhas de cooperação do exterior. Um campo em expansão é o setor internacional das firmas de consultoria e análise, que atendem instituições financeiras e empresas privadas de grande porte. É muito atraente o trabalho em grandes organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Cruz Vermelha Internacional, mas o ingresso é bem difícil, pois as indicações pessoais contam muito e a concorrência é internacional. O Mercosul é uma boa fonte de empregos.

No Rio de Janeiro e em São Paulo, recém-formados recebem entre R$ 1.200 e R$ 1.800. Em cargos de chefia, o salário médio é de R$ 5.000. Algumas empresas costumam pagar seus profissionais por hora. Como analistas seniores de relações internacionais nas indústrias ganham entre R$7.000 e R$10.000 por mês. Um analista sênior numa instituição bancária ganha de R$12.000 a R$15.000. Com base em seu parecer são tomadas decisões envolvendo grandes somas de dinheiro. Consultores de renome cobram R$5.000 por uma palestra; um assessor parlamentar da Câmara ou do Senado recebe em torno de R$7.000; nas organizações não-governamentais, o salário médio é de R$1.500.

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