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Pergunta: Queria
saber se os Astecas, Maias e Incas já usavam a roda. E quem construiu as
pirâmides do Sol e da Lua em Tenochtitlán.
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Resposta: Bem
quanto a primeira parte de sua pergunta, vou indicar a nossa página de
Revisão de História. Me parece que você ainda não visitou a página
onde falamos sobre os incas, maias e astecas. Dê uma olhadinha e verá a
resposta, além de outras informações curiosas sobre estes povos.
A construção se
deu pelos teotihuacán, supostamente a
primeira grande civilização do México Central (200 a.C.-700 d.C.).
Sua capital, Teotihuacán, localizada a 45 km da cidade do México,
tornou-se a cidade mais importante da América Central. As melhorias nas técnicas
agrícolas, baseadas fundamentalmente na canalização das águas,
possibilitaram uma grande concentração da população, que serviria de
sustentação econômica para a cidade e de mão-de-obra para as grandes
obras públicas. A arte teotihuacana expressou pela primeira vez de forma
grandiosa a concepção estatal centro-americana, que encontraria eco em
lugares tão distantes quanto o Monte Albán, El Tajín, Kaminaljuyú e
Tikal. A maior contribuição de Teotihuacán foi estabelecer as características
definitivas da cidade sagrada. Toda ela constitui um grande teatro
propagandístico, onde a cenografia era espetacular e comovedora. A grande
Avenida dos Mortos (Micaotli), com as pirâmides do Sol e da Lua, constituíam
um eixo grandioso em torno do qual foram erguidos palácios e templos,
enquanto as áreas residenciais localizavam-se nos bairros periféricos (Atetelco,
Tetitla, Tepantitla). Sua grandiosidade é tal que, quando vários séculos
depois os astecas tiveram que eleger um lugar para situar a criação do
mundo, escolheram Teotihuacán. Um crescente comércio levou sua influência
para os lugares mais distantes da América Central pelo norte até os
desertos de Sonora e Sinaloa e, pelo sul, até Uaxactún e Tikal nas
terras baixas dos maias. O resultado foi um enorme crescimento do
artesanato e um aperfeiçoamento técnico de todas as artes como nunca
antes se havia conhecido.
A pirâmide do Sol de
Teotihuacán, no México, foi erguida entre os anos 50 e 200 da Era Cristã,
com 61 m de altura e adobes recobertos de pedra. É composta de cinco
partes, construídas com o sistema de talude e entablamento, que circundam
uma escada cerimonial, conduzindo a seu topo, onde existia um templo. Está
virada para o leste, de modo que o Sol se põe exatamente a sua frente no
solstício de verão.

A Avenida dos Mortos ou
Miccaotli, nome dado pelos aztecas, é um dos dois eixos principais da
rede urbana da antiga cidade de Teotihuacán, atravessando-a de norte a
sul. Apresenta diversas edificações ao longo de seus 2.000 m de
comprimento. Em um de seus extremos encontra-se a Pirâmide da Lua que,
juntamente com a do Sol, é um dos mais representativos monumentos deste
centro, localizado a poucos quilômetros da Cidade do México. |
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Pergunta: Existiu
mesmo o dilúvio Universal? |
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Resposta: Arqueólogos
descobriram, no monte Ararat, sinais de que teria realmente havido o
Grande Dilúvio, opinião secundada por cientistas de outras áreas. Não
por acaso, várias mitologias mencionam este acontecimento, como a
mitologia suméria e a grega.
Quase todas as culturas
humanas têm em sua mitologia alguma história sobre um dilúvio na origem
dos tempos, no qual quase toda a humanidade perece, e uns poucos se
salvam. Na Biblia, é Noé, sua arca e os casais de animais que salvou por
ordem de Deus. É uma história extremamente parecida com o épico de
Gilgamesh, dos antigos babilônios, e no qual provavelmente se baseou,
segundo os historiadores. Nesta narrativa, Noé é Utnapishtim, que foi
avisado por Enki, rei das águas e construiu um barco, salvando família,
amigos, animais, artesãos e metais preciosos. Os gregos e romanos antigos
também tinham a lenda de Deucalião e Pirra, que salvaram seus filhos e
animais a bordo de um navio na forma de uma caixa. Muitas tribos de índios
das Américas também tem lendas semelhantes em suas histórias, todas
impressionantemente parecidas umas com as outras.
O que significa isso? Os etnólogos e antropólogos acham que essas lendas
e mitos similares podem refletir duas coisas, ambas sem provas definitivas
que são verdadeiras: a primeira é que elas seriam "invenções"
independentes, que simbolizam o renascimento da vida depois da chuva. A
segunda é que provavelmente elas se originaram a partir de acontecimentos
verdadeiros, ocorridos em passado muito distante, e que se propagaram
através da história oral pelos vários povos que migraram para todos os
cantos da Terra.
Uma das primeiras teorias nesse sentido se motivaram no fato de que a
maioria das civilizações urbanas se originaram na Mesopotâmia, terra
situada entre dois rios, o Tigre e o Eufrates, e que portanto é sujeita a
inundações freqüentes. Há cerca de 6.000 anos atrás, uma gigantesca e
destrutiva inundação teria superado todas as demais, e ficado marcada no
consciente histórico. Existem algumas evidências arqueológicas de que
essa inundação realmente ocorreu: alguns sítios arqueológicos da
antiga Suméria apresentam uma camada extremamente espessa de argila de
aluvião, semelhante à que é depositada por inundações muito longas.
Como a escrita foi desenvolvida cerca de mil anos depois, pelos próprios
sumérios, a história acabou sendo registrada em épicos como o de
Gilgamesh. Os semitas, descendentes desses povos, preservaram-na no Antigo
Testamento.
Dois geólogos da Universidade Columbia (EUA), William Ryan e Walter
Pitman, propuserem em 1995 uma outra teoria. Eles acharam evidências de
que houve uma gigantesca inundação de água do mar, formando o que hoje
é o Mar Negro, há cerca de 7.100 anos atrás. Essas evidências mostram
que havia uma barreira de terra entre o Mediterrâneo e o Mar Negro, que não
se comunicavam. O Mar Negro era um lago relativamenteo pequeno de água
doce. Com o início do degelo e o fim da Era Glacial, cerca de 12.000 anos
AC, o Mediterrâneo começou a subir de nível, até romper
catastroficamente barreira com o Mar Negro, no que hoje é o Estreito de Bósforo,
e invadir uma área imensa, equivalente ao estado da Flórida. O volume de
água por minuto seria equivalente a 200 cataratas do Niágara, elevando o
nível do Mar Negro em 15 cm por dia. Centenas ou milhares de povoados
foram submersos, e bilhões de formas de vida pereceram. Uma inundação
deste tamanho certamente poderia ser interpretada como o Dilúvio
Universal, pois em alguns pontos a água subiu em até 150 metros.
Até recentemente, não haviam evidências arquelógicas sobre o que
aconteceu com os habitantes da área inundada, mesmo porque a exploração
submarina do Mar Negro é muito difícil (como diz o nome, as águas são
escuras, devido a sedimentos trazidos por grandes rios). Entra em cena,
então, o famoso geólogo e explorador Robert Ballard. Foi ele o primeiro
a utilizar intensamente submarinos-robôs para investigar o mar a grandes
profundidades. Assim, descobriu os restos de navios afundados famosos,
como o Titanic e o Britannia, o encouraçado alemão Bismarck e as naves
de guerra da Batalha de Midway. Ballard, financiado pela poderosa e rica
National Geographic Society, explorou em 1999 a região do Mar Negro, em
busca de indícios de habitação humana. O primeiro achado foi muito
interessante e corroborou a teoria de Ryan e Pitman: fósseis de mariscos
de água doce no fundo do Mar Negro, datados de 7.000 anos atrás, foram
substituidos bruscamente por mariscos de água salgada, exatamente na época
em que o evento geológico teria ocorrido no Bósforo. O segundo achado
foi mais impressionante: restos de construções humanas de madeira, à
profundidade de 100 metros, e de uma costa arenosa, à profundidade de 30
metros, vários quilômetros de distância da atual costa do Mar Negro.
Paradoxalmente, quem não gostou muito da descoberta foram os
fundamentalistas biblicos. Eles não concordam com a sugestão de Ballard
que esta inundação tenha sido a que a Bíblia conta! Primeiro, porque a
Bíblia diz que ela ocorreu em todo o mundo, e não apenas em uma região
localizada. Segundo, porque o Monte Ararat, onde supostamente a Arca
pousou ao terminar o Dílúvio, fica muito longe do Mar Negro. Terceiro,
porque segundo a cronologia da Bíblia, este evento teria ocorrido 2.000
anos depois da inundação do Mar Negro (não me pergunte como eles
calcularam isso…). Os teólogos não fundamentalistas, por sua vez, também
não gostaram da sugestão de Ballard, pois, para eles, o Dilúvio é
apenas uma lenda simbólica e não deve ter ocorrido de verdade. Por outro
lado, Ballard até agora foi incapaz de descobrir novas evidências
arqueológicas de peso.
Quem será que tem razão? |
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Pergunta: OI
... gostaria que vocês comentassem essa resposta dessa questão: (UNIFOR/94.2)
Comparando a evolução histórica dos povos da Antiguidade pode-se
afirmar que, com exceções, a : item correto: d) propriedade privada, a
escravidão e a divisão da sociedade em classes surgiram com a desagregação
da comunidade primitiva. |
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Resposta: A
Periodização, divisão em períodos da história, em sentido estrito, ou
de qualquer manifestação da atividade humana (literatura, artes, ciências).
Esses períodos tentam abranger, sob um nome específico, traços comuns e
constantes, sejam estes os de um tipo de governo determinado, uma estética,
descobertas científicas ou importantes mudanças econômicas.
Normalmente, o princípio e o final de um período — seus marcos —
coincidem com fatos que possuem qualidade de ruptura com o tempo anterior
e de influência sobre o seguinte.
Hora, sabemos que nos
povos da antiguidade não havia a propriedade privada, a
escravidão e a divisão da sociedade em classes que surgiram com a
desagregação da comunidade primitiva. A economia vista no angulo da
periodização dominante (quatro idades, como no mito) tem ainda o limite
da visão eurocêntrica. Por essa razão, algumas tendências historiográficas
questionam como aplicar o conceito de Idade Média, por exemplo, à evolução
dos povos africanos, a algumas sociedades asiáticas e, inclusive, às
culturas pré-colombianas.
A teoria marxista dos modos
de produção (asiático, antigo, feudal, burguês moderno ou capitalista,
socialista como forma prévia à construção do comunismo) foi a primeira
tentativa de definir períodos que, mais além do sentido restrito do histórico,
incorporavam fenômenos econômicos para explicar a transformação das
sociedades. Marx também contempla a existência, prévia aos modos de
produção enumerados, da comunidade primitiva — o tempo da sociedade
tribal —, em que a terra pertencia a todos e o clã era a unidade básica.
Apesar do avanço que esta teoria representa — por considerar fatores
materiais e não só ideais na evolução da humanidade — ainda
permanece a visão de um tempo onde tudo era de todos e de um futuro
harmonioso, sem luta de classes.
Você não nos enviou as
outras alternativas que certamente estariam erradas, mas não seria difícil
chegar a conclusão desta alternativa que está correta. |
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