Pergunta: Por
favor, gostaria de saber se foi provada alguma atitude de má-fé ,no
governo de 1990-1992, pelo próprio presidente Collor. E quais foram? O
que houve realmente de ruim durante esse governo? Como corrupção,
narcotráfico, etc... E porque ocorrera o Impeachment do mesmo?
Resposta: Fernando
Collor de Melo (1990-1992) - Foi com um discurso anti-corrupção e
modernizador. Implantou o Plano Collor, que revoltou a população ao
impedir saques de contas particulares e poupanças nos bancos acima de uma
determinada quantia. Abriu o mercado para a entrada de produtos
estrangeiros. Mesmo buscando manter uma imagem de herói junto à população,
em agosto de 1992, a Congresso autorizou a abertura do processo de
Impeachment. Com isso, Collor foi obrigado a deixar o cargo e aguardar a
decisão. Em 29 de dezembro, o Presidente Collor de Mello encaminhou sua
renúncia, diante da ameaça de condenação.
Corrupção - em 1991, as
dificuldades encontradas pelo plano de estabilização, que não acabou
com a inflação e aumentou a recessão, começaram a minar o governo.
Circulam suspeitas de envolvimento de ministros e altos funcionários em
uma grande rede de corrupção. Até a primeira-dama, Rosane Collor,
dirirgente da LBA, foi acusada de malversação do dinheiro público e de
favorecimento ilícito a seus familiares.
As suspeitas transformaram-se em denúncias graças a uma intensa campanha
da imprensa. Em 25 de abril de 1992, Pedro Collor, irmão do Presidente,
deu uma explosiva entrevista à revista "Veja". Nela, falou
sobre o "esquema PC" de tráfico de influência e de
irregularidades financeiras organizadas pelo empresário Paulo César
Farias, amigo de Collor e caixa de sua campanha eleitoral. A reportagem
teve enorme repercussão e a partir daí surgiram novas revelações sobre
irregularidades no governo. Em 26 de maio, o Congresso nacional instalou
uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de
irregularidades. Logo depois, a revista "ISTOÉ" publicou uma
entrevista de Eriberto França, motorista da secretária de Collor, Ana
Acioli. Ele confirmou que as empresas de PC faziam depósitos com
regularidade nas contas fantasmas movimentadas pela secretária. Essas
informações atingiram diretamente o Presidente.
Impeachment - Surgiram manifestações populares em todo o país. Os
estudantes organizaram diversas passeatas pedindo o Impeachment do
Presidente. Depois de um penoso processo de apuração e confirmação das
acusações e da mobilização de amplos setores da sociedade por todo o
país, o Congresso Nacional, pressionado pela população, votou o
impeachment (impedimento) presidencial. Primeiramente, o processo foi
apreciado na Câmara dos deputados, em 29 de setembro de 1992, e, depois,
no Senado Federal, em 29 de dezembro de 1992. O Parlamento decidiu afastar
Collor do cargo de Presidente da República e seus direitos políticos são
cassados por oito anos. Foi também denunciado pela Procuradoria-Geral da
República pelos crimes de formação de quadrilha e de corrupção.
Pergunta: Gostaria
de saber se as culturas pré-colombianas como Maia, Asteca e Incas
trabalhavam com o ferro ou aço. Se a resposta for não queria saber quais
metais elas já manejavam. Também queria saber o nome daquela antiga arma
Asteca, na qual um bastão contém várias obsidianas afiadas para atacar
os inimigos.
Resposta: No
período pré-colombiano, ou no período anterior à chegada dos
europeus, a arte de produzir objetos com metais preciosos. Mesmo
considerando que a arte de trabalhar metais seja muito antiga — e tenha
surgido, em todo o mundo, com técnicas semelhantes pela própria natureza
dos materiais —, na América os primeiros indícios desta arte
situam-se, em torno de 1200 a.C, na Colômbia e Equador (Andes
setentrionais). Também no Peru e norte do Chile foram encontradas evidências
de que, em torno de 1000 a.C., já existia a fundição de metais. Na
América Central, a técnica de trabalhar metais remonta a 900 a.C.
Os metais escolhidos são ouro, prata e platina, geralmente utilizados em
liga de ouro, prata, cobre e estanho. As ligas mais freqüentes são o
bronze e um composto de ouro e menor quantidade de cobre ou, às vezes,
prata. Devido ao baixo ponto de fundição, a prata acarretou uma melhoria
no acabamento dos objetos.
Destacamos a
ourivesaria dos Incas — e, em geral, o trabalho em metais —, também
alcançou alto grau de desenvolvimento. O Museu do Ouro, em Lima, no Peru,
guarda objetos de extraordinária beleza. Embora a maior parte das peças
tenha sido destruída pelos espanhóis durante a ocupação do território,
ainda sobraram mantos sacerdotais bordados a ouro, luvas de ouro
(manoplas) também para uso dos sacerdotes, capacetes ornados, copos, taças,
pratos, brincos e placas peitorais. O museu também expõe instrumentos
cirúrgicos de ouro e um crânio que passou por uma cirurgia para que, uma
parte do osso, fosse substituída por uma placa de ouro. No intuito de
educar os futuros imperadores, criados em total reclusão, os incas
produziram, em ouro, pequenas esculturas que reproduziam atos sexuais. A
prata era usada cotidianamente e, dos objetos feitos neste material,
restaram poucos exemplares: canecas, jarras, pratos, talheres e enfeites
domésticos.
Quanto ao nome daquela
antiga arma Asteca, na qual um bastão contém várias obsidianas afiadas
para atacar os inimigos também não me lembro. Mas sei que no México, na
época da conquista espanhola, os astecas e outros indígenas vestiam
casacos acolchoados. Armaduras similares, acolchoadas e reforçadas com
trançados de palha, vestiam os guerreiros incas do Peru.
Pergunta: Por
qual motivo os livros de História não dão muito valor a história da Àsia,
Oceania e das Américas antes da chegada dos Europeus. Creio que na Ásia
houve grandes império como o Imp. Mongol foi o maior império que o
mundo conheceu, os japoneses que tinham grande poder apesar do
isolamento.
Resposta: Você
tem razão. Aqui no ocidente os historiadores pouco escrevem sobre a história
da Ásia. Muitos acontecimentos com um dado de grande valor histórico
que nós não registramos com a devida atenção.
Atualmente há no mundo milhões de historiadores. Os
livros ou relatos únicos e valiosos atraem os interessados não só
pelo seu conteúdo, mas também e principalmente, seu valor econômico,
como também pelo seu valor histórico, geográfico, político ou artístico,
ou como testemunho de muitos outros aspectos da civilização.
A perspectiva histórica utilizada para classificar uma
civilização, mais que um país, como uma unidade é de origem
relativamente recente. A partir da Idade Média, a maior parte dos
historiadores adotou um ponto de vista religioso ou nacional. O ponto de
vista religioso prevaleceu até o século XVIII entre os historiadores
europeus, que consideravam a revelação cristã como o marco histórico
mais importante, tomando-o como referência para sua classificação. Os
primeiros historiadores europeus só estudaram outras culturas como
curiosidades ou como possíveis áreas para a atividade missionária. O
ponto de vista nacional, diferentemente do religioso, ganhou consistência
no princípio do século XVI a partir da filosofia política do estadista
e historiador italiano Nicolau Maquiavel, para quem o objeto adequado do
estudo histórico era o Estado. O espanhol Francisco de Vitoria, fundador
do direito internacional, abordou o tema dos direitos da Coroa espanhola
na conquista da América. No entanto, os numerosos historiadores que mais
tarde realizaram a crônica dos estados nacionais da Europa e da América
só estudaram as sociedades à margem da cultura européia para descrever
sua submissão às potências européias, no seu entender mais avançadas.
Uma exceção a essa regra é a dos missionários e teólogos espanhóis
que se aprofundaram no conhecimento e análise das civilizações recém-descobertas,
às vezes de difícil caracterização.
Durante o Século das
Luzes (XVII e XIX), os historiadores começaram a se interessar por outras
culturas. No século XVIII, o desenvolvimento de um ponto de vista secular
e de alguns princípios de crítica racional permitiram que o escritor e
filósofo francês Voltaire e o seu compatriota, o jurista e filósofo
Montesquieu, trascendessem o provincianismo do pensamento histórico até
então vigente. Mas na aplicação destas teorias à história universal
ficaram patentes tanto a própria parcialidade como a da sua cultura.
Tentavam minimizar ou ignorar costumes irracionais e partiam do princípio
de que todas as pessoas são inerentemente racionais e, portanto, muito
semelhantes, de modo que suas condições deviam ser válidas para todos
os seres humanos, iniciando assim a perspectiva eurocentrista da civilização.
No princípio do século
XIX, os filósofos e historiadores românticos rejeitaram essa idéia. Os
filósofos alemães Johann von Herder e Georg Wilhelm Friedrich Hegel
destacaram as profundas diferenças humanas existentes quanto à inteligência
e obras segundo sua cultura, trazendo consigo o princípio do estudo
comparativo das civilizações.
Segundo os historiadores
modernos (do século XX) , é impossível escrever a história de qualquer
país sem levar em consideração o tipo de cultura a que ele pertence.
Afirmam que grande parte da vida de um país está condicionada por sua
participação em uma entidade social de maior escala, composta por uma série
de nações ou estados que compartilham muitas características com uma
mesma origem. É esta entidade social maior, mais cultural que política,
a que consideram como verdadeiro objeto de estudo histórico. Atualmente,
as civilizações estão interrelacionadas a um ponto tal que nenhuma
delas persegue um destino independente, participando todas elas de uma
civilização mundial comum.
No começo do século,
alguns historiadores viram importantes características comuns na história
das diferentes civilizações. O filósofo alemão Oswald Spengler, em sua
obra A decadência do Ocidente (1918-1922), descreveu as civilizações
a partir de uma perspectiva evolucionista e orgânica, ou seja, como
organismos vivos que passam através das mesmas fases em diferentes
momentos. O historiador britânico Arnold Joseph Toynbee, partindo de um
determinismo menos estrito que Spengler, em sua obra Estudo da história
(12 volumes, 1934-1961), estabeleceu também um padrão uniforme para a
história das diferentes civilizações. Segundo Toynbee, uma civilização
poderá prolongar sua vida de forma indefinida se souber ir dando uma
resposta correta aos diferentes desafios internos e externos que forem
surgindo. No entanto, muitos historiadores são extremamente céticos com
relação às filosofias da história derivadas de um suposto padrão do
passado e evitam basear as previsões sobre o futuro nessas teorias cíclicas
e repetitivas da história.
Os historiadores
encontraram dificuldades para delimitar uma determinada sociedade e
classificá-la como civilização. Utilizam o termo civilização para
referir-se a uma série de sociedades passadas e presentes que manifestam
modelos históricos, culturais e técnicos característicos. Entre essas
civilizações, estão a do Extremo Oriente, que surgiu na China em cerca
de 2200 a.C. e se estendeu até o Japão em torno de 600 d.C.; a que
surgiu na Índia em torno de 1500 a.C.; a egípcia, que se desenvolveu por
volta de 3000 a.C.; a suméria, mais ou menos em 4000 a.C., seguida da
babilônica, em torno de 1700 a.C.; a minóica, em torno de 2000 a.C.; a
semita, em cerca de 1500 a.C.; a olmeca, aproximadamente em 1500 a.C.; a
greco-romana, por volta de 1100 a.C.; a bizantina, que surgiu no século
IV d.C.; a islâmica, do século VIII d.C.; as civilizações incaica e
asteca, que surgiram por volta do século XIV d.C., e a ocidental, que se
consolidou na Europa Ocidental no início da Idade Média e que engloba as
sociedades que se desenvolveram no continente americano a partir do século
XVI.
Pergunta: Gostaria de saber
como o império Maia ruiu. Creio que essa foi uma pergunta difícil, pois
lembro de ter visto um documentário no Discovery Channel que, algumas
pesquisas sugeriram que uma grande seca assolou a peninsula de Yucatán e
A.Central mais ou menos em torno de 900 D.c
Resposta:
Bem, quanto a sua dúvida,
como vc mesmo diz existem algumas versões não confirmadas, a que
sitou, a grande seca, é uma das causas mais prováveis e que são plausíveis
seus argumentos vistos pelo angulo da comprovação. Os outros são como
lendas sem base científica. Acredito que a mais importante contribuição
desse povo foi a arte e a arquitetura que até hoje são admiradas.
A civilização maia
estendeu-se por toda a península mexicana de Iucatã e zonas do que hoje
é a Guatemala, Honduras, El Salvador e Belize. Em todas estas regiões
descobriram-se ruínas de cidades maias, que são uma mostra da habilidade
e capacidade artística de seus arquitetos. A civilização maia
desapareceu no ano de 900 d.C. por causas ainda desconhecidas.
As origens da civilização maia são objeto de discussões
acadêmicas em virtude das interpretações contraditórias nos achados
arqueológicos. O período de formação começou em torno de 1500 a.C.
Durante o período clássico, aproximadamente entre 300 e 900 d.C.,
propagou-se por todo o território maia uma civilização mais ou menos
uniforme. Foram construídos, então, os grandes centros cerimoniais como
Palenque, Tikal e Copã. Os centros maias foram abandonados de forma
misteriosa aproximadamente no ano 900, quando algumas tribos migraram para
Yucatán.
No período pós-clássico, de 900 até a chegada dos
espanhóis no século XVI, a civilização maia teve seu centro em Yucatán.
Uma migração ou invasão tolteca, procedente do vale do México, alterou
fortemente seus estilos artísticos. Chichén Itzá e Maiapã foram
cidades esplendorosas. A Liga de Maiapã preservou a paz durante algum
tempo, mas após um período de guerra civil e de revolução, as cidades
foram abandonadas. Os espanhóis venceram com facilidade os grupos maias
mais importantes. Mas o povo era resistente. Até 1901, o governo mexicano
não conseguiu subjugar as últimas comunidades independentes. Hoje, os
maias formam a maioria da população camponesa nos seus países de
origem.
Maias, Arte e arquitetura, forma de expressão
social, política e ideológica de um dos povos pré-colombianos mais
desenvolvidos. Durante mais de 2 mil anos, os maias utilizaram, em suas
construções, variados materiais e técnicas. Como conseqüência, a
escultura destes povos acompanhou o desenvolvimento arquitetônico e alcançou
um grau de sofisticação não encontrado entre os demais povos da América.
A arquitetura maia tem caráter cerimonial, o que proporcionou o
surgimento de estruturas suntuosas. As grandes plataformas eram feitas de
pedras. As paredes, de terra batida e, depois, revestidas por pedra
talhada ou argamassa. Os tetos tinham forma de falsa abóbada. Os
exteriores de palácios e pirâmides apresentavam esculturas em suas
decorações.
No que restou das cidades maias, os arqueólogos encontraram
vestígios de observatórios astronômicos — entre os quais o mais
importante é o El caracol, na cidade de Chichén Itzá —, praças
de recreação, espaços para jogos de bola e uma bem elaborada
infra-estrutura urbana. Nas esculturas, em estilo naturalista, chama atenção
a profusão de elementos que se harmonizam com surpreendente senso de
proporção. A serpente é a representação mais encontrada em ruínas de
palácios, estádios e pirâmides.
Conheceram seu apogeu no período clássico (300-900 d.C).
Depois sobreveio o período que a História chama de "colapso maia
das terras baixas de Petén(Petén Itzá) que redundou no abandono das
cidades mais importantes. Mais tarde, esta civilização ressurgiu ao
norte, na península de Yucatán, durante o período pós-clássico
(900-1500 d.C). A arte maia tem suas raízes na cultura olmeca
(1200-400 a.C.) e, posteriormente, recebeu influências da arte de
Teotihuacán e Tula.
Os maias ainda constituem a maior parte da população
rural. Os espanhóis mantiveram a sua hegemonia do início do século XVI até
o começo do século XIX, quando o México conseguiu a sua independência.
Yucatan, república independente em 1841, reincorporou-se ao México em
1848.
Atualmente, as contribuições
dessa civilização podem ser contempladas em amplas zonas do sul do México
e em pontos de Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador. No México,
milhares de turistas visitam as numerosas ruínas maias encontradas no país,
como as da cidade de Chichén Itzá, do período pós-clássico.
Pergunta: Queria
saber qual era o verdadeiro nome da capital Asteca na atual Cidade do México,
se era Tenochtitlán ou Teotihuacan. Eu queria saber qual foi o povo que
contruiu as piramides na cidade de'' Tenochtitlan ou Teótihuacan'' pois
ja ouvi falar que não foram os astecas que as construiram e sim um povo
anterior a eles, mas não tenho certeza se isso é verdade.
Resposta:
Tenochtitlán, capital dos
astecas, situada numa ilha do lago Texcoco, atual cidade do México.
Fundada em 1325, foi construída em torno de um núcleo cerimonial
formado por pirâmides, templos e palácios, entre os quais destaca-se o
Templo Maior. Foi quase totalmente destruída em 1521, durante a invasão
dos espanhóis, chefiados por Hernán Cortés.
Os astecas foram capazes de consolidar um
império estabelecendo organizações civis e militares superiores. Em
1325, fundaram a cidade de Tenochtitlán. Os astecas-mexicas formaram
alianças militares com outros grupos e construíram um império que se
estendia do México central à atual fronteira com a Guatemala. No início
do século XV, Tenochtitlán era governada em conjunto com as
cidades-estado de Texcoco e Tacuba (a Tríplice Aliança); após um século,
conquistou o poder sobre a aliança.
Teotihuacán,
centro urbano e sítio arqueológico que contêm as ruínas da cidade mais
antiga do continente americano, situada a 45 km da Cidade do México.
Fundada entre os séculos II e VIII d.C., ocupava uma área de 21 km2
e chegou a ter uma população de 125.000 habitantes. Merecem destaque as
Pirâmides do Sol e da Lua
Teotihuacán constitui o
principal centro arqueológico das culturas pré-hispânicas da Mesoamérica
e um lugar sagrado para os povos indígenas que habitavam a região
("Lugar onde os homens se tornam deuses", em língua náuatle).
Do ponto de vista arquitetônico, sua obra mais fabulosa é a grande pirâmide
do Sol (levantada no século II a.C.), um edifício de 72 m de altura e
240 m de extensão, cujo conjunto é completado pela pirâmide da Lua e
uma área em terraços conhecida como A Cidadela.
Teotihuacán, supostamente
a primeira grande civilização do México Central (200 a.C.-700 d.C.).
Sua capital, Teotihuacán, localizada a 45 km da cidade do México,
tornou-se a cidade mais importante da América Central. As melhorias nas técnicas
agrícolas, baseadas fundamentalmente na canalização das águas,
possibilitaram uma grande concentração da população, que serviria de
sustentação econômica para a cidade e de mão-de-obra para as grandes
obras públicas. A arte teotihuacana expressou pela primeira vez de forma
grandiosa a concepção estatal centro-americana, que encontraria eco em
lugares tão distantes quanto o Monte Albán, El Tajín, Kaminaljuyú e
Tikal. A maior contribuição de Teotihuacán foi estabelecer as características
definitivas da cidade sagrada. Toda ela constitui um grande teatro
propagandístico, onde a cenografia era espetacular e comovedora. A grande
Avenida dos Mortos (Micaotli), com as pirâmides do Sol e da Lua, constituíam
um eixo grandioso em torno do qual foram erguidos palácios e templos,
enquanto as áreas residenciais localizavam-se nos bairros periféricos (Atetelco,
Tetitla, Tepantitla). Sua grandiosidade é tal que, quando vários séculos
depois os astecas tiveram que eleger um lugar para situar a criação do
mundo, escolheram Teotihuacán. Um crescente comércio levou sua influência
para os lugares mais distantes da América Central pelo norte até os
desertos de Sonora e Sinaloa e, pelo sul, até Uaxactún e Tikal nas
terras baixas dos maias. O resultado foi um enorme crescimento do
artesanato e um aperfeiçoamento técnico de todas as artes como nunca
antes se havia conhecido.
Pirâmides do Sol
e da Lua, templos pré-colombianos pertencentes
às ruínas da cidade dedicada ao culto de Teotihuacán (lugar dos
deuses), a 45 km da cidade do México.
A pirâmide do Sol de
Teotihuacán, no México, foi erguida entre os anos 50 e 200 da era cristã.
Foi construída com adobes recobertos de pedra e tem uma altura de 61
metros. É composta de cinco partes construídas com o sistema de talude e
entablamento que circundam uma escada cerimonial conduzindo a seu topo,
onde existia um templo. Está virada para o leste, de modo que o sol se põe
exatamente à sua frente no solstício de verão.
Pergunta: Olá
estou com uma duvida em uma questão de uma prova do concurso publico o
qual eu fiz ,é a seguinte : Qual a única alternativa que não se
refere a movimento de emancipação do Brasil?
a. CONJURAÇÃO DO RIO
DE JANEIRO .
b.INCONFIDÊNCIA
BAIANA..
c.REVOLUÇÃO
PERNAMBUCANA DE 1817.
d.GUERRA DOS EMBOABAS.
e.INCONFIDÊNCIA
MINEIRA.
Resposta: A
resposta é a alternativa d .
A Guerra dos Emboabas foi um conflito regional entre Paulistas e Emboabas.
Os paulistas estavam estabelecidos em Minas Gerais e viram o seu monopólio
de mineração ameaçado pelos emboabas, que era gente nova que chegava ao
lugar, lutaram entre si até o ano de 1709, quando a Coroa
Portuguesa assumiu o controle da região.
As outras alternativas certamente referem-se
à emancipação do Brasil.
Pergunta: Acredito
que haja um erro em uma de suas questões ou no algoritmo do site, pois
tenho motivos para crê que ha um erro em uma das questões, sendo este na
prova de História. Questão
Assinale a opção
que se refere à principal contribuição de Charles Darwin à teoria da
evolução.
a)A seleção
natural atua como a principal força criadora das mudanças evolutivas.
b)Existe em
todos os organismos um impulso interior para a perfeição.
c)A
vida é gerada contínua e espontaneamente de forma muito simples.
d)Todos os
organismos têm capacidade de adaptar-se ao ambiente.
e)Os
caracteres adquiridos transformam-se em hereditários.
A alternativa que se
encontra marcada e a que o algoritmo do site informa que esta correta, mas
isso, acredito, seria o mesmo que acreditar em algumas teorias
criacionista desenvolvidas na época, e antes, de, não me lembro o nome,
..., que desenvolveu a teoria que dizia que as características adquiridas
serão passadas de geração geração.
Resposta:
Primeiramente devemos
agradecer a sua atenção e consideração em estar confiando em nosso
portal e depois por não concordar com tudo, questionar e caso encontre
erros nos informar. Somos muito gratos a alunos como vc que nos indica
possíveis erros que eventualmente possam ocorrer. Muito obrigado!
A questão pede para
que o aluno indique qual alternativa seria a principal contribuição de
Charles Darwin à Teoria da Evolução. Vemos que as outras respostas também
são corretas. Porém, a principal seria a alternativa C, que diz que a
vida é gerada contínua e espontaneamente de forma simples. Porque?
Vejamos:
Os conceitos fundamentais na classificação dos
organismos vivos, em termos simples, uma espécie é um grupo de
organismos que se caracterizam por ter forma, tamanho, comportamento e hábitat
similares, sendo que estes traços comuns permanecem constantes ao longo
do tempo. Uma espécie biológica é um grupo de populações naturais
cujos indivíduos são capazes de se acasalar e produzir uma descendência
viável.
Em essência, a teoria
sustenta que os membros jovens das diferentes espécies competem
intensamente pela sobrevivência. Os que sobrevivem, e darão origem à
geração seguinte, tendem a incorporar modificações naturais favoráveis,
que se transmitem por meio da hereditariedade. Em conseqüência, cada
geração será melhor, em termos adaptativos, em relação às
anteriores. Este processo gradual e contínuo é a causa da evolução das
espécies.
No decorrer da história, respeitou-se a crença de que
a grande diversidade de vida só poderia ser obra da criação divina. Na
primeira metade do século XIX, a antiga idéia grega de que algumas espécies
se transformam em outras se tornou habitual nos círculos intelectuais.
Lamarck estabeleceu uma teoria evolucionista que enunciava que as melhoras
adquiridas durante a vida de um organismo, como o crescimento dos órgãos
com o uso e sua atrofia com o desuso, eram hereditárias. Foi Charles
Darwin quem, incitado pela publicação da descoberta de Alfred Russel
Wallace de seu princípio da seleção natural, estabeleceu em 1859, a
teoria da evolução, na obra A origem das espécies.
Os estudos de Gregor Mendel, retomados no final do século
XIX, demostraram o que Darwin insinuou vagamente: que a hereditariedade é
particular, não combinada. Sejam ou não os descendentes formas intermediárias
entre seus pais, eles herdam e transmitem partículas hereditárias
separadas, que hoje em dia denominamos genes. Os genes únicos e separados
se distribuem de forma independente através das gerações, como nas
cartas de um baralho.
Se a herança é particular, a seleção natural pode
atuar. Como estabeleceram pela primeira vez o matemático britânico G. H.
Hardy e o cientista alemão W. Weinberg, não existe uma tendência própria
de desaparecimento dos genes do "conjunto" de genes. Se isso
acontecer, será por causa de processos fortuitos, ou da seleção
natural. A versão moderna do darwinismo, chamada de neodarwinismo, está
baseada nesta idéia, elaborada entre os anos 1920 e 1930 pelos
geneticistas R. A. Fisher, J. B. S. Haldane e Sewall Wright.
A teoria genética moderna da seleção natural pode
ser assim resumida: os genes de uma população de animais ou plantas que
se entrecruzam sexualmente constituem um "conjunto" de genes. Os
genes competem neste "conjunto" da mesma maneira que as moléculas
primitivas que se reproduziam faziam-no no "caldo" primitivo. Na
prática, a vida dos genes do "conjunto" de genes transcorre de
duas formas: ou assentando-se em corpos individuais que ajudam a
construir, ou transmitindo-se de um corpo ao outro, através do espermatozóide
ou do óvulo, no processo de reprodução sexual. Qualquer gene que se
origina no "conjunto" genético é resultado de uma mutação ou
erro aleatório, no processo de cópia dos genes. Uma vez que se produziu
uma mutação nova, esta pode se estender através do "conjunto"
genético, por meio da mistura sexual. A mutação é a última origem da
variação genética.
Existem várias razões que explicam a causa da freqüência de variação
dos genes: imigração, emigração, deslocamentos aleatórios e seleção
natural. A imigração, emigração e desvios aleatórios não têm
demasiado interesse do ponto de vista da adaptação, embora na prática
possam ser muito importantes. No entanto, a seleção natural é
fundamental para explicar a melhora da adaptação, a complexa organização
funcional da vida e os atributos de progresso que, discutivelmente,
podem-se classificar como evolução. Alguns têm mais qualidades para
sobreviver e reproduzir-se do que outros. Os organismos cujas características
para sobreviver e reproduzir-se são melhores, tenderão a contribuir com
mais genes para os "conjuntos" genéticos do futuro do que
aqueles cujas características sejam más para esta finalidade: os genes
que tendem a formar organismos bons serão predominantes nos
"conjuntos" genéticos. A seleção natural traduz-se nos
diferentes níveis de sucesso que alcançam os organismos na sobrevivência
e reprodução: isto é importante por causa dos requisitos necessários
para a sobrevivência dos genes no "conjunto" genético.
Não seria o mesmo que acreditar em algumas teorias criacionista, pois,
o criacionismo é um movimento baseado em uma "teoria estética
geral" de alguns dos princípios criacionistas. Nada fortuito
nem descritivo. Onde o organismo deverá nascer de uma única
virtude criadora. No sentido familiar, as adaptações são aqueles
aspectos evidentes do mundo dos seres vivos, que, como Darwin ressaltou
corretamente, "por alguma razão provocam nossa admiração".
Um exemplo curioso de adaptação são os alertas de
perigo de alguns macacos, que são diferentes conforme a natureza do
predador (se é uma cobra, uma águia ou um leopardo), obtendo respostas
diferentes por parte dos outros animais do grupo. Estes olham para baixo,
para cima, ou correm na direção das árvores. Outra adaptação seriam
as sutis manchas de um inseto camuflado, ou as cores vivas de espécies
estreitamente relacionadas, que mimetizam o colorido de um grupo de
animais nocivos.
COMO ACONTECE A ADAPTAÇÃO: SELEÇÃO NATURAL
Darwin considerou de forma correta que a adaptação é o problema central
que qualquer teoria da evolução deveria resolver. E sua teoria da seleção
natural conseguia solucioná-lo. Para esta teoria, a adaptação acontece
através da seleção natural, gradualmente, de forma cumulativa, ajustada
por forças seletivas em ambientes que mudaram durante milhões de anos.
A seleção natural atua sobre os genes e sobre as
propriedades às quais eles dão origem e que recebem o nome de fenótipos
ou efeito fenotípico dos genes. As diferenças com relação aos genes
originam diferenças nos efeitos fenotípicos. A seleção natural atua
sobre os genes através dos fenótipos: os genes perpetuam-se à medida
que dão lugar a fenótipos que apresentam vantagens seletivas sobre
outros fenótipos competidores. Estes genes irão se manter nas sucessivas
gerações em proporção ao valor seletivo de seus efeitos fenotípicos,
ou seja, segundo a qualidade das características (ou adaptações) que
proporcionam.
Deste modo, pode-se considerar as adaptações como fenótipos
que favorecem a replicação dos genes que lhes dão origem, isto é, como
mecanismos que resolvem problemas específicos, razão pela qual aumenta a
replicação dos genes responsáveis por estes mecanismos.
Compreender a adaptação, um conceito indispensável,
é fundamental para a biologia. Apenas depois de entendê-la é possível
deixar-se envolver pela teoria da seleção natural de Darwin, a única
explicação racional sobre como foram produzidas as adaptações.
Caso considere a alternativa errada, temos ainda que
lhe informar que as questões e gabaritos disponibilizados em nosso
portal, são obtidos como fonte nos exames vestibulares. Existem questões
como esta que embora nos pareçam incorretas, temos de alguma forma que
chegar à mesma conclusão que o examinador.
Pergunta: Qual
seria a DIFERENÇA ENTRE MATERIALISMO HISTÓRICO E DIALÉTICO?
Resposta:
No materialismo destacam-se duas vertentes:
o materialismo anti-religioso, representado por Denis Diderot, Paul Henri
Holbach e Julien Offroy de la Mettrie e o materialismo histórico,
formulado por Karl Marx, Friedrich Engels e Vladímir Ilitch Lenin.
Em 1847 Mark escreveu com Engels o Manifesto
Comunista, cujas teses constituem a base do materialismo histórico.
Nesse texto explica-se que o sistema econômico dominante em cada época
histórica determina a estrutura social e a superestrutura política e
intelectual de cada período. Desse modo, a história da sociedade é a
história das lutas entre os exploradores e os explorados. A conclusão é
que a classe capitalista será derrotada e suprimida por uma revolução
mundial da classe operária que conduzirá ao estabelecimento de uma
sociedade sem classes.
O materialismo histórico não
constituem ciências do ponto de vista empírico, pois elas não podem ser
submetidas à falsificabilidade. A partir do fim da década de 1920,
o materialismo histórico adquiriu popularidade entre alguns filósofos não
comunistas.
Com a elaboração da filosofia do
materialismo dialético, Marx e Engels, se baseando nas idéias de Hegel,
introduziram um conceito do tempo onde o filosófico se une ao sociológico
e ao histórico. A preocupação não é estritamente definir o tempo, mas
chegar a uma compreensão rigorosa das leis que governam as mudanças
sociais e, portanto, conhecendo essas leis, procurar os meios para
transformar o mundo. A filosofia recupera, assim, sua conexão com a ciência
e com a poesia.
O materialismo dialético como
instrumento de investigação do texto, priorizou o estudo de autores
engajados na reforma social e procurou ver a literatura como uma projeção
dos movimentos sociais.
Os trotskistas afirmam serem os herdeiros do autêntico
marxismo-leninismo e rechaçam o stalinismo, que consideram uma traição
à filosofia do materialismo dialético. A questão teórica fundamental
do trotskismo é a doutrina da "revolução permanente", que
sustenta que o imperialismo, ao introduzir relações capitalistas em países
atrasados, impede o surgimento de uma burguesia suficientemente forte para
eliminar os restos do feudalismo e desenvolver o capitalismo.
Pergunta: QUAL
AS PRINCIPAIS CRÍTICAS FEITAS À CONCEPÇÃO DO VALOR-TRABALHO?
Resposta: Mais
Valia. Portanto Marx afirmava que a força de trabalho era transformada em
mercadoria, o valor de força de trabalho corresponde ao Socialmente
necessário. Tudo estaria bem, contudo o valor deste Socialmente Necessário
é um problema.Na realidade o que o trabalhador recebe é o salário de
Subsistência, que é o mínimo que assegura a manutenção e reprodução
do trabalho.
Mas apesar de receber um salário, o trabalhador acaba por criar um valor
acrescentado durante o processo de produção, ou seja, fornece mais do
que aquilo que custo, é esta diferença que Marx chama de Mais Valia.
A Mais Valia não pode ser considerado um roubo pois é apenas fruto da
propriedade privada dos meios de produção. Mas, os Capitalistas e os
proprietários, procuram aumentar os seus rendimentos diminuindo o
rendimento dos trabalhadores, é pois esta situação de exploração da
Força de Trabalho pelo Capital que Marx mais critica.
Marx critica a essência do Capitalismo, que reside precisamente na
exploração da força de trabalho pelo Produtor Capitalista, e que
segundo Marx, um dia haverá de levar à revolução social.
Pergunta: COMO
EU POSSO DISCUTIR O CONCEITO DE ALIENAÇÃO E COMO É POSSÍVEL A SUPERAÇÃO
DO MODO-DE-PRODUÇÃO CAPITALISTA?
Resposta:
O capitalismo tornou o trabalhador
alienado, isto é, separou-o de seus meios de produção (suas terras,
ferramentas, máquinas, etc). Estes passaram a pertencer à classe
dominante, a burguesia. Desse modo, para poder sobreviver, o trabalhador
é obrigado a alugar sua força de trabalho à classe burguesa,
recebendo um salário por esse aluguel. Como há mais pessoas que
empregos, ocasionando excesso de procura, o proletário tem de aceitar,
pela sua força de trabalho, um valor estabelecido pelo seu patrão.
Caso negue, achando que é pouco, uma exploração, o patrão estala os
dedos e milhares de outros aparecem em busca do emprego. Portanto é
aceitar ou morrer de fome. Com a alienação nega-se ao trabalhador o
poder de discutir as políticas trabalhistas, além de serem excluídos
das decisões gerenciais.
O modo de produção capitalista, assim
como o definiu Karl Marx - modo de reprodução material humana onde o
produto do trabalho humano e sua força de trabalho tomam a forma de
mercado-ria - promove, de tempos em tempos, um reordenamento de agentes
e fatores econômicos, sociais e políticos. Esse reordenamento perpetua
o conteúdo mais essencial deste modo de produção: a valorização,
acumulação e concentração de capital. Este movimento foi melhor
analisado pelo célebre economista Schumpeter que definiu a inovação
como categoria básica para a dinâmica do modo de produção
capitalista.
A busca pela inovação tecnológico-produtiva ou organizacional
fundamenta-se na necessidade, por parte dos agentes que compõe a oferta
de mercadorias, de se criarem vantagens competitivas que se perpetuem no
longo prazo. O entendimento da concorrência capitalista, como locus de
luta intercapitalista para assegurar a acumulação intertemporal de
capital implica em abandonar as hipóteses tradicionais, elaboradas
pelos economistas neoclássicos, de que os agentes da oferta pretendem
apenas maximizar as taxas de lucro de curto prazo, ajustando a oferta a
uma demanda imutável. A escolha da oferta ótima, tendo em vista as várias
bases tecnológicas igualmente disponíveis para os concorrentes de um
dado mercado estaria, neste caso, delimitada pelas condições da
demanda que, por sua vez, se apresentam igualmente distribuídas entre
os concorrentes, tornando-os price-takers e não price-makers. No
exemplo citado pelo professor Aldo sobre o mercado de geladeiras, o
ajuste é invariavelmente neoclássico, onde, dada a demanda de curto
prazo, a oferta se acomoda: “se ocorre um aumento de demanda pelo
produto, a oferta tenderá a se ajustar a esta demanda oferecendo um
volume maior do produto. Inversamente, se a demanda por geladeiras
diminuir, a oferta irá se ajustar com uma menor produção.”
No entanto, não necessariamente esta é a lógica do ajuste. O que
seria do capitalismo se não houvesse a possibilidade de longo prazo, de
criar demanda por geladeiras rosas, amarelas, depois com freezer,
auto-limpantes e assim por diante? Ao dinamizar a demanda, o capitalismo
cria novos espaços de valorização do capital. Disso se constitui a
concorrência capitalista. Quem não lança geladeiras rosas dura pouco
tempo neste mercado. As condições de concorrência num dado mercado
estão sempre em mutação.
As teorias que concebem a concorrência capitalista como busca por
assimetrias intertemporais nas condições da oferta para dinamizar e
reconfigurar a demanda, apontam para uma dupla determinação entre
demanda e oferta. Por um lado, os agentes que compõe a oferta e suas
representações políticas, em vários níveis, estão numa constante
luta para criar e se apoderar de novos espaços de valorização do
capital. Por outro, os agentes da demanda e suas determinações múltiplas,
no limite, validam ou não as inovações propostas pela oferta.
Quando se incorpora, à teoria econômica, o conceito de incerteza não
redutível a risco(não passível de atribuição probabilística), a
racionalidade econômica deixa de ser aquela descrita acima:
maximizadora de curto prazo, onde a demanda é conhecida e a reação
dos concorrentes também. Os teóricos elaboram o conceito de
racionalidade limitada, rotineira ou operacional. Os agentes estão sob
um regime de incerteza radical e se protegem adotando condutas que se
mostraram satisfatórias no passado, condutas de praxe, cristalizadas em
rotinas como levantar de manhã cedo e, intuitivamente escovar os
dentes. Mas, além disso, estas rotinas incorporam a própria
necessidade de mudarem-se as rotinas, adequando-se à demanda por
geladeiras rosas, ou mesmo para produzir um novo produto ou adotar um
novo processo de produção. No caso de uma empresa, o departamento de
P&D é o exemplo típico de uma rotina de alto nível, ou seja, de
uma rotina que visa criar e adequar as rotinas operacionais a mudanças
nas condições de concorrência. Nesse sentido, o homem econômico é,
não só um homem estratégico, mas também dinâmico. Estratégico no
sentido de estar buscando fontes de assimetria e dinâmico porque busca
a manutenção destas intertemporalmente. Acredito que o homem
informacional também é estratégico e dinâmico.
Na história do capitalismo se sobreporão
maneiras de criar e de se apropriar privadamente, dos lucros obtidos com
as assimetrias. Em muitos setores de uma economia, por exemplo, ainda
vige, como estratégia dominante para se diferenciar, as economias de
escala ou os ativos complementares como marca, canais de distribuição,
assistência técnica, relações com fornecedores ou usuários etc. No
entanto, as estratégias diferenciadoras com maior apropriabilidade hoje,
são aquelas baseadas no aprendizado.
Os processos de aprendizado enquanto fatores do conhecimento são tácitos,
dificilmente transferíveis ou dificilmente codificáveis além de se
conceberem coletivamente. Além disso, o aprendizado é cumulativo, ou
seja, o aprendizado passado aumenta a probabilidade do aprendizado
presente. Nesse sentido, o aprendizado adquirido através das atividades
inovativas quando se adota um novo produto ou processo, interagindo com
usuários, com fornecedores etc. tem alta apropriabilidade. É difícil
imitar um produto ou processo de produção se estes são fruto de um
aprendizado interno à firma.
Portanto, o aprendizado adquirido e o conhecimento produzido não são
totalmente transferíveis. Este é o grande problema quando se coloca a
questão da eficiência, por exemplo, dos contratos de transferência de
tecnologia. Nesse sentido, concordo com a colocação do professor Aldo no
texto “A questão da informação”, publicado na revista São Paulo em
Perspectiva (v. 8 n. 4: 3-4, 1994). A codificação, redução e
armazenamento das informações necessárias para o desenvolvimento de uma
dada tecnologia de produção “representa uma diminuição semiótica do
conteúdo e da competência das estruturas de informação em gerar
conhecimento” e responde “a uma decisão política e econômica dos
produtores de informação”.
Na minha opinião, o debate em torno da questão da informação só se
justifica porque ela é uma categoria relevante para o desenvolvimento do
modo de produção capitalista e, como tal, a informação representa possíveis
fontes de assimetria quando transformada em conhecimento tácito e
cumulativo. É esta a lógica empregada no funcionamento da oferta e
demanda por informação.
Uma das características do mercado de informação para a qual o
professor Aldo chama atenção, é a incontestável cumulatividade dos
estoques de informação. Vista de maneira estratégica, esta
cumulatividade proporciona uma fonte de assimetria ao controlador dos
estoques. Isto porque o fato de ter acumulado e atualizado os estoques de
informação no presente, permite um menor custo de atualização no
futuro se comparados aos custos daqueles que não se atualizaram no
presente ou daqueles que pretendem entrar no mercado. Este dinamismo
permite o reordenamento das posições competitivas entre os controladores
dos estoques. Nesse sentido, mesmo que a demanda total por informações
altamente atualizadas não cresça, a demanda de uma firma isolada
certamente pode crescer na medida em que ela ultrapasse seus concorrentes
neste quisito. No entanto, esta vantagem competitiva não se perpetua
automaticamente, é preciso estar sempre a frente. Isto ocorre porque esta
estratégia não é específica a uma unidade de informação. A vantagem
de deter as informações mais atuais não é específica, não é uma
vantagem criada pela empresa, intransferível. Para que a inovação seja
passível de apropriação a unidade de informação deve promover
particularidades específicas a ela, construídas a partir do aprendizado.
Uma outra alternativa seria apelar para regimes institucionais como
contratos de exclusividade com fornecedores ou usuários, patentes, etc.
Rotinas de aprendizado podem resultar em estratégias de grande sucesso. O
aprendizado advindo da comunicação com os usuários sobre a adequação
do produto pode ser incorporado às rotinas de design dos produtos,
identificando vários segmentos de mercado e possibilidades de diversificação
do produto mais geral. É claro que o produto pode ser imitado, mas a
capacidade para avaliar as diferentes preferências, sempre em mudança, e
incorporar este aprendizado no processo de produção e organização de
um pacote informacional é específico. Também, investimentos em
desenvolvimento de novos produtos ou processos de redução, codificação
e armazenamento de informações são vantagens específicas porque geram
aprendizado, abrindo o leque de oportunidades para inovações futuras.
Acredito que o homem que administra uma unidade produtora de mercadorias,
sejam elas informacionais ou tradicionais, é um homem capitalista por
excelência. Portanto suas estratégias visam o crescimento da massa de
lucro no longo prazo através da dinamização da demanda, transformando-a
e, ao mesmo tempo, sendo transformado pela mesma. O mercado de informação
tem especificidades quanto às estratégias adotadas pelos controladores
de estoques dadas pelas especificidades da própria mercadoria e dos
agentes envolvidos neste mercado. No entanto, a informação, enquanto
mercadoria, tem uma lógica de produção, distribuição e consumo
predominantemente permeada pela ética capitalista. Em determinados
momentos históricos, como o nosso, esta ética aparece com as máximas de
democratização das maravilhas produzidas por este modo de produção.
Esperamos ter conseguido concluir o nosso mote inicial. Existem, na teoria
econômica, diferentes contribuições sobre o comportamento do homem econômico
capitalista e diferentes idéias sobre a direção da determinação entre
demanda e oferta. A busca pelas especificidades do mercado de informação
é imprescindível para entender a coerência nas decisões dos agentes
ofertantes, mas, esta coerência também responde a uma lógica mais geral
que têm afinidades com a lógica que comanda os mercados tradicionais.
Pergunta: Me diga
em poucas palavras algo sobre Marx e Engels para poder fazer uma prova
amanhã.
Resposta: Segundo
Marx, o homem e suas atividades são reflexos das condições materiais
que o cercam. Estas são determinadas pela História, que é resultado do
confronto de classes sociais antagônicas que lutam pela hegemonia. A luta
de classes é o motor da história e só desaparece com a instalação de
uma sociedade comunista, sem divisão de classes ou exploração do
trabalho, e baseada na solidariedade. O Estado é o instrumento pelo qual
a classe dominante exerce essa hegemonia sobre as demais.
Karl Heinrich Marx (1818-1883), filósofo, economista e militante
revolucionário alemão de origem judaica. Estuda filosofia nas
universidades de Berlim e Iena. Em 1842 assume em Colônia a chefia da
redação do Rheinische Zeitung. Seus artigos pró-democracia irritam as
autoridades e o levam a exilar-se em Paris dois anos depois. Ali conhece
Friedrich Engels, com quem manteria colaboração até o fim da vida. Em
1848 o início de revoluções na França e na Alemanha coincide com a
publicação do Manifesto comunista, em que Marx e Engels afirmam que a
solidariedade internacional dos trabalhadores em busca de sua emancipação
supera o poder dos Estados nacionais. Junto com Engels prega uma revolução
internacional que derrube a burguesia e implante o comunismo, nova
sociedade sem classes. Publica em 1867 o primeiro volume de sua obra mais
importante, O capital. Os volumes seguintes dessa obra, para a qual reuniu
vasta documentação, seriam publicados somente depois de sua morte. Para
Marx, o capitalismo é a última forma de organização social baseada na
exploração do homem pelo homem. Marx é sustentado por Engels durante a
maior parte de sua vida e morre no exílio em Londres.
Friedrich Engels (1820-1895), filho de um rico industrial de Barmen
(Alemanha), é o principal colaborador de Karl Marx na elaboração das
teorias do materialismo histórico. Na juventude, fica impressionado com a
miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família.
Quando estudante, adere a idéias de esquerda, o que o leva a aproximar-se
de Marx. Assume por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai em
Manchester e suas observações nesse período formam a base de uma de
suas obras principais, A situação das classes trabalhadoras na
Inglaterra, publicada em 1845. Muitos de seus trabalhos posteriores são
produzidos em colaboração com Marx, o que lhe valeria a fama injusta de
ser apenas um ajudante. Escreve sozinho, porém, algumas das obras mais
importantes para o desenvolvimento do que viria a ser chamado de marxismo,
como Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia alemã, A evolução do
socialismo de utopia a ciência e A origem da família, da propriedade
privada e do Estado.
Pergunta: Gostaria
de saber o que Marx quis dizer ao citar a infra-estrutura e a
super-estrutura e quais suas principais idéias?
Resposta: Ele
apenas fez uma comparação... como se a sociedade fosse um edifício. Que
era dividido em duas estruturas...
infra-estrutura: são as fundações do edifício... no caso da
sociedade... as forças econômicas.
super-estrutura: No caso... o próprio formato grandioso... o prédio
inteiro, que no caso da sociedade, representa as idéias, costumes e
instituições.
Na percepção de Marx, a
primeira condição de toda a história é a existência de seres humanos
vivos, isto é, o primeiro ato histórico desses indivíduos, por meio do
qual eles se diferenciam dos animais. Não é o fato de eles pensarem, mas
o de começarem a produzir seus meios de existência.
Segundo Marx, o que os indivíduos são, depende, portanto, das condições
materiais da sua produção. A partir daí, os homens procuram trabalho
para garantir as suas necessidades básicas de sobrevivência. Por
conseguinte, os homens, ao produzirem seus meios de existência através
do trabalho, produzem indiretamente a própria vida material e imaterial
(idéias, crenças etc.). A produção desses meios de sobrevivência
depende da natureza dos meios de existência já encontrados e que eles
precisam reproduzir.
É a partir da criação da necessidade, da satisfação da necessidades e
da recriação de necessidades que o homem diferencia-se do animal e
produz e dá movimento à história. A partir da divisão do trabalho o
homem evolui para o aperfeiçoamento da tecnologia e para o
individualismo. Os homens vão se distanciando uns dos outros e, com isso,
efetiva-se o processo de alienação do trabalhador. A partir disso,
configura-se a exploração do seu trabalho, particularmente no sistema
capitalista. Sem prestar atenção ao fator humano, sem preocupar-se com
os desejos e necessidades humanas, a classe dominante no capitalismo joga
a classe dominada à margem da ruína, efetivando por assim dizer, a
alienação da mesma. Para Marx, a sociedade divide-se em infra-estrutura
( é a estrutura econômica, formada das relações de produção e forças
produtivas ) e super- estrutura ( dividido em estrutura jurídico- política
e estrutura ideológica ). Estas formam um conjunto de idéias que
determina a classe social que, através de sua ideologia, defende seus
interesses.
Principais idéias Marxistas:
Forças Produtivas - Expressam a posição do homem com relação às
coisas e às forças da natureza utilizadas para a criação dos bens
materiais. A situação das forças produtivas indica com que instrumentos
de trabalho os homens estão produzindo os bens materiais e expressa o
comportamento da sociedade para com as forças da natureza. O
desenvolvimento das forças produtivas e dos instrumentos de trabalho
constitui a base da evolução do modo de produção dos bens materiais
Relações de Produção - Indicam a quem pertencem os meios de produção
e expressam as relações que os homens travam entre si no processo de
trabalho. Todo o sistema da vida social, assim como a infra-estrutura da
sociedade são determinados pelo caráter das relações sociais de produção,
que influenciam o desenvolvimento das forças produtivas. Das relações
de produção dependem as leis econômicas de cada modo de produção, as
condições de vida e de trabalho dos trabalhadores e outros fatores que
influem sobre o desenvolvimento das forças produtivas.
O Modo de Produção constitui a base do regime social e determina o seu
caráter, inclusive a forma de organização da sociedade. A história do
desenvolvimento da sociedade é a história do desenvolvimento da produção,
que se diferencia em várias etapas históricas.
As forças produtivas constituem as condições materiais de toda a produção.
Qualquer processo de trabalho implica: determinados objetos, isto é, matérias-primas
identificadas e extraídas da natureza; e determinados instrumentos, isto
é, conjunto de forças naturais já adaptadas e transformadas pelo homem,
como ferramentas ou máquinas, utilizadas segundo uma orientação técnica
específica.
As relações de produção são a forma pelas quais os homens se
organizam para executar a atividade produtiva. Elas se referem às
diversas maneiras pelas quais são apropriados e distribuídos os
elementos envolvidos no processo de trabalho: as matérias-primas, os
instrumentos, os próprios trabalhadores e o produto final. Assim, as relações
de produção poder ser: escravistas (como na Antigüidade), servis (como
na Europa feudal), capitalistas (como na indústria moderna). Forças
produtivas e relações de produção são condições naturais e históricas
de toda atividade produtiva que ocorre em sociedade. A forma pela qual
ambas existem e são reproduzidas numa determinada sociedade constitui o
que Marx denominou de modo de produção. Para Marx, o estudo do modo de
produção é fundamental para se compreender como se organiza e funciona
uma sociedade. As relações de produção, nesse sentido, são
consideradas as mais importantes relações sociais. Das relações de
produção dependem as leis econômicas de cada modo de produção, as
condições de vida e de trabalho dos trabalhadores e outros fatores que
influem sobre o desenvolvimento das forças produtivas.
As formas de família, as leis, a religião, as idéias políticas, os
valores sociais são aspectos cuja explicação depende, em princípio, do
estudo do modo de produção. A história do homem é, portanto, a história
do desenvolvimento e do colapso de diferentes modos de produção que são
modos de se conseguir os meios de vida materiais, necessários para a
sobrevivência dos homens e o desenvolvimento da sociedade.
Historicamente, cada modo de produção representa a unidade das forças
produtivas e das relações sociais de produção, o que pode ser visto
numa dada Formação Histórica
Analisando a história, Marx identificou alguns modos de produção específicos:
sistema comunal primitivo, modo de produção asiático, modo de produção
antigo, modo de produção germânico, modo de produção feudal, e modo
de produção capitalista. As relações sociais são inteiramente
interligadas às forças produtivas. Adquirindo novas forças produtivas,
os homens modificam o seu modo de produção, a maneira de ganhar a vida,
modificam todas as relações sociais.
Cada qual representa passos sucessivos no desenvolvimento da propriedade
privada e do advento da exploração do homem pelo homem. Em cada modo de
produção, a desigualdade de propriedade, como fundamento das relações
de produção, cria contradições básicas com o desenvolvimento das forças
produtivas. Essas contradições se acirram até provocar um processo
revolucionário, com a derrota do modo de produção vigente e a ascensão
de outro.