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Dúvidas respondidas de História

 

 
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 Resposta de sua dúvida:

 

Pergunta: Por favor, gostaria de saber se foi provada alguma atitude de má-fé ,no governo de 1990-1992, pelo próprio presidente Collor. E quais foram? O que houve realmente de ruim durante esse governo? Como corrupção, narcotráfico, etc... E porque ocorrera o Impeachment do mesmo?

Resposta: Fernando Collor de Melo (1990-1992) - Foi com um discurso anti-corrupção e modernizador. Implantou o Plano Collor, que revoltou a população ao impedir saques de contas particulares e poupanças nos bancos acima de uma determinada quantia. Abriu o mercado para a entrada de produtos estrangeiros. Mesmo buscando manter uma imagem de herói junto à população, em agosto de 1992, a Congresso autorizou a abertura do processo de Impeachment. Com isso, Collor foi obrigado a deixar o cargo e aguardar a decisão. Em 29 de dezembro, o Presidente Collor de Mello encaminhou sua renúncia, diante da ameaça de condenação.

Corrupção - em 1991, as dificuldades encontradas pelo plano de estabilização, que não acabou com a inflação e aumentou a recessão, começaram a minar o governo. Circulam suspeitas de envolvimento de ministros e altos funcionários em uma grande rede de corrupção. Até a primeira-dama, Rosane Collor, dirirgente da LBA, foi acusada de malversação do dinheiro público e de favorecimento ilícito a seus familiares.

As suspeitas transformaram-se em denúncias graças a uma intensa campanha da imprensa. Em 25 de abril de 1992, Pedro Collor, irmão do Presidente, deu uma explosiva entrevista à revista "Veja". Nela, falou sobre o "esquema PC" de tráfico de influência e de irregularidades financeiras organizadas pelo empresário Paulo César Farias, amigo de Collor e caixa de sua campanha eleitoral. A reportagem teve enorme repercussão e a partir daí surgiram novas revelações sobre irregularidades no governo. Em 26 de maio, o Congresso nacional instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de irregularidades. Logo depois, a revista "ISTOÉ" publicou uma entrevista de Eriberto França, motorista da secretária de Collor, Ana Acioli. Ele confirmou que as empresas de PC faziam depósitos com regularidade nas contas fantasmas movimentadas pela secretária. Essas informações atingiram diretamente o Presidente.

Impeachment - Surgiram manifestações populares em todo o país. Os estudantes organizaram diversas passeatas pedindo o Impeachment do Presidente. Depois de um penoso processo de apuração e confirmação das acusações e da mobilização de amplos setores da sociedade por todo o país, o Congresso Nacional, pressionado pela população, votou o impeachment (impedimento) presidencial. Primeiramente, o processo foi apreciado na Câmara dos deputados, em 29 de setembro de 1992, e, depois, no Senado Federal, em 29 de dezembro de 1992. O Parlamento decidiu afastar Collor do cargo de Presidente da República e seus direitos políticos são cassados por oito anos. Foi também denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de formação de quadrilha e de corrupção.

 

Pergunta: Gostaria de saber se as culturas pré-colombianas como Maia, Asteca e Incas trabalhavam com o ferro ou aço. Se a resposta for não queria saber quais metais elas já manejavam. Também queria saber o nome daquela antiga arma Asteca, na qual um bastão contém várias obsidianas afiadas para atacar os inimigos.

Resposta: No período pré-colombiano, ou no período anterior à chegada dos europeus, a arte de produzir objetos com metais preciosos. Mesmo considerando que a arte de trabalhar metais seja muito antiga — e tenha surgido, em todo o mundo, com técnicas semelhantes pela própria natureza dos materiais —, na América os primeiros indícios desta arte situam-se, em torno de 1200 a.C, na Colômbia e Equador (Andes setentrionais). Também no Peru e norte do Chile foram encontradas evidências de que, em torno de 1000 a.C., já existia a fundição de metais. Na América Central, a técnica de trabalhar metais remonta a 900 a.C. Os metais escolhidos são ouro, prata e platina, geralmente utilizados em liga de ouro, prata, cobre e estanho. As ligas mais freqüentes são o bronze e um composto de ouro e menor quantidade de cobre ou, às vezes, prata. Devido ao baixo ponto de fundição, a prata acarretou uma melhoria no acabamento dos objetos.

Destacamos a ourivesaria dos Incas — e, em geral, o trabalho em metais —, também alcançou alto grau de desenvolvimento. O Museu do Ouro, em Lima, no Peru, guarda objetos de extraordinária beleza. Embora a maior parte das peças tenha sido destruída pelos espanhóis durante a ocupação do território, ainda sobraram mantos sacerdotais bordados a ouro, luvas de ouro (manoplas) também para uso dos sacerdotes, capacetes ornados, copos, taças, pratos, brincos e placas peitorais. O museu também expõe instrumentos cirúrgicos de ouro e um crânio que passou por uma cirurgia para que, uma parte do osso, fosse substituída por uma placa de ouro. No intuito de educar os futuros imperadores, criados em total reclusão, os incas produziram, em ouro, pequenas esculturas que reproduziam atos sexuais. A prata era usada cotidianamente e, dos objetos feitos neste material, restaram poucos exemplares: canecas, jarras, pratos, talheres e enfeites domésticos.

Quanto ao nome daquela antiga arma Asteca, na qual um bastão contém várias obsidianas afiadas para atacar os inimigos também não me lembro. Mas sei que no México, na época da conquista espanhola, os astecas e outros indígenas vestiam casacos acolchoados. Armaduras similares, acolchoadas e reforçadas com trançados de palha, vestiam os guerreiros incas do Peru.

 

Pergunta: Por qual motivo os livros de História não dão muito valor a história da Àsia, Oceania e das Américas antes da chegada dos Europeus. Creio que na Ásia houve grandes império como o Imp. Mongol foi o maior império que  o mundo conheceu,  os japoneses que tinham grande poder apesar do isolamento.

Resposta: Você tem razão. Aqui no ocidente os historiadores pouco escrevem sobre a história da Ásia. Muitos acontecimentos com um dado de grande valor histórico que nós não registramos com a devida atenção.

Atualmente há no mundo milhões de historiadores. Os livros ou relatos únicos e valiosos atraem os interessados não só pelo seu conteúdo, mas também e principalmente, seu valor econômico, como também pelo seu valor histórico, geográfico, político ou artístico, ou como testemunho de muitos outros aspectos da civilização.

A perspectiva histórica utilizada para classificar uma civilização, mais que um país, como uma unidade é de origem relativamente recente. A partir da Idade Média, a maior parte dos historiadores adotou um ponto de vista religioso ou nacional. O ponto de vista religioso prevaleceu até o século XVIII entre os historiadores europeus, que consideravam a revelação cristã como o marco histórico mais importante, tomando-o como referência para sua classificação. Os primeiros historiadores europeus só estudaram outras culturas como curiosidades ou como possíveis áreas para a atividade missionária. O ponto de vista nacional, diferentemente do religioso, ganhou consistência no princípio do século XVI a partir da filosofia política do estadista e historiador italiano Nicolau Maquiavel, para quem o objeto adequado do estudo histórico era o Estado. O espanhol Francisco de Vitoria, fundador do direito internacional, abordou o tema dos direitos da Coroa espanhola na conquista da América. No entanto, os numerosos historiadores que mais tarde realizaram a crônica dos estados nacionais da Europa e da América só estudaram as sociedades à margem da cultura européia para descrever sua submissão às potências européias, no seu entender mais avançadas. Uma exceção a essa regra é a dos missionários e teólogos espanhóis que se aprofundaram no conhecimento e análise das civilizações recém-descobertas, às vezes de difícil caracterização.

Durante o Século das Luzes (XVII e XIX), os historiadores começaram a se interessar por outras culturas. No século XVIII, o desenvolvimento de um ponto de vista secular e de alguns princípios de crítica racional permitiram que o escritor e filósofo francês Voltaire e o seu compatriota, o jurista e filósofo Montesquieu, trascendessem o provincianismo do pensamento histórico até então vigente. Mas na aplicação destas teorias à história universal ficaram patentes tanto a própria parcialidade como a da sua cultura. Tentavam minimizar ou ignorar costumes irracionais e partiam do princípio de que todas as pessoas são inerentemente racionais e, portanto, muito semelhantes, de modo que suas condições deviam ser válidas para todos os seres humanos, iniciando assim a perspectiva eurocentrista da civilização.

No princípio do século XIX, os filósofos e historiadores românticos rejeitaram essa idéia. Os filósofos alemães Johann von Herder e Georg Wilhelm Friedrich Hegel destacaram as profundas diferenças humanas existentes quanto à inteligência e obras segundo sua cultura, trazendo consigo o princípio do estudo comparativo das civilizações.

Segundo os historiadores modernos (do século XX) , é impossível escrever a história de qualquer país sem levar em consideração o tipo de cultura a que ele pertence. Afirmam que grande parte da vida de um país está condicionada por sua participação em uma entidade social de maior escala, composta por uma série de nações ou estados que compartilham muitas características com uma mesma origem. É esta entidade social maior, mais cultural que política, a que consideram como verdadeiro objeto de estudo histórico. Atualmente, as civilizações estão interrelacionadas a um ponto tal que nenhuma delas persegue um destino independente, participando todas elas de uma civilização mundial comum.

No começo do século, alguns historiadores viram importantes características comuns na história das diferentes civilizações. O filósofo alemão Oswald Spengler, em sua obra A decadência do Ocidente (1918-1922), descreveu as civilizações a partir de uma perspectiva evolucionista e orgânica, ou seja, como organismos vivos que passam através das mesmas fases em diferentes momentos. O historiador britânico Arnold Joseph Toynbee, partindo de um determinismo menos estrito que Spengler, em sua obra Estudo da história (12 volumes, 1934-1961), estabeleceu também um padrão uniforme para a história das diferentes civilizações. Segundo Toynbee, uma civilização poderá prolongar sua vida de forma indefinida se souber ir dando uma resposta correta aos diferentes desafios internos e externos que forem surgindo. No entanto, muitos historiadores são extremamente céticos com relação às filosofias da história derivadas de um suposto padrão do passado e evitam basear as previsões sobre o futuro nessas teorias cíclicas e repetitivas da história.

Os historiadores encontraram dificuldades para delimitar uma determinada sociedade e classificá-la como civilização. Utilizam o termo civilização para referir-se a uma série de sociedades passadas e presentes que manifestam modelos históricos, culturais e técnicos característicos. Entre essas civilizações, estão a do Extremo Oriente, que surgiu na China em cerca de 2200 a.C. e se estendeu até o Japão em torno de 600 d.C.; a que surgiu na Índia em torno de 1500 a.C.; a egípcia, que se desenvolveu por volta de 3000 a.C.; a suméria, mais ou menos em 4000 a.C., seguida da babilônica, em torno de 1700 a.C.; a minóica, em torno de 2000 a.C.; a semita, em cerca de 1500 a.C.; a olmeca, aproximadamente em 1500 a.C.; a greco-romana, por volta de 1100 a.C.; a bizantina, que surgiu no século IV d.C.; a islâmica, do século VIII d.C.; as civilizações incaica e asteca, que surgiram por volta do século XIV d.C., e a ocidental, que se consolidou na Europa Ocidental no início da Idade Média e que engloba as sociedades que se desenvolveram no continente americano a partir do século XVI.

 

Pergunta: Gostaria de saber como o império Maia ruiu. Creio que essa foi uma pergunta difícil, pois lembro de ter visto um documentário no Discovery Channel que, algumas pesquisas sugeriram que uma grande seca assolou a peninsula de Yucatán e A.Central mais ou menos em torno de 900 D.c

Resposta:

Bem, quanto a sua dúvida, como vc mesmo diz existem algumas versões não confirmadas, a que sitou, a grande seca, é uma das causas mais prováveis e que são plausíveis seus argumentos vistos pelo angulo da comprovação. Os outros são como lendas sem base científica. Acredito que a mais importante contribuição desse povo foi a arte e a arquitetura que até hoje são admiradas.

A civilização maia estendeu-se por toda a península mexicana de Iucatã e zonas do que hoje é a Guatemala, Honduras, El Salvador e Belize. Em todas estas regiões descobriram-se ruínas de cidades maias, que são uma mostra da habilidade e capacidade artística de seus arquitetos. A civilização maia desapareceu no ano de 900 d.C. por causas ainda desconhecidas.

As origens da civilização maia são objeto de discussões acadêmicas em virtude das interpretações contraditórias nos achados arqueológicos. O período de formação começou em torno de 1500 a.C. Durante o período clássico, aproximadamente entre 300 e 900 d.C., propagou-se por todo o território maia uma civilização mais ou menos uniforme. Foram construídos, então, os grandes centros cerimoniais como Palenque, Tikal e Copã. Os centros maias foram abandonados de forma misteriosa aproximadamente no ano 900, quando algumas tribos migraram para Yucatán.

No período pós-clássico, de 900 até a chegada dos espanhóis no século XVI, a civilização maia teve seu centro em Yucatán. Uma migração ou invasão tolteca, procedente do vale do México, alterou fortemente seus estilos artísticos. Chichén Itzá e Maiapã foram cidades esplendorosas. A Liga de Maiapã preservou a paz durante algum tempo, mas após um período de guerra civil e de revolução, as cidades foram abandonadas. Os espanhóis venceram com facilidade os grupos maias mais importantes. Mas o povo era resistente. Até 1901, o governo mexicano não conseguiu subjugar as últimas comunidades independentes. Hoje, os maias formam a maioria da população camponesa nos seus países de origem.

Maias, Arte e arquitetura, forma de expressão social, política e ideológica de um dos povos pré-colombianos mais desenvolvidos. Durante mais de 2 mil anos, os maias utilizaram, em suas construções, variados materiais e técnicas. Como conseqüência, a escultura destes povos acompanhou o desenvolvimento arquitetônico e alcançou um grau de sofisticação não encontrado entre os demais povos da América. A arquitetura maia tem caráter cerimonial, o que proporcionou o surgimento de estruturas suntuosas. As grandes plataformas eram feitas de pedras. As paredes, de terra batida e, depois, revestidas por pedra talhada ou argamassa. Os tetos tinham forma de falsa abóbada. Os exteriores de palácios e pirâmides apresentavam esculturas em suas decorações.

No que restou das cidades maias, os arqueólogos encontraram vestígios de observatórios astronômicos — entre os quais o mais importante é o El caracol, na cidade de Chichén Itzá —, praças de recreação, espaços para jogos de bola e uma bem elaborada infra-estrutura urbana. Nas esculturas, em estilo naturalista, chama atenção a profusão de elementos que se harmonizam com surpreendente senso de proporção. A serpente é a representação mais encontrada em ruínas de palácios, estádios e pirâmides.

Conheceram seu apogeu no período clássico (300-900 d.C). Depois sobreveio o período que a História chama de "colapso maia das terras baixas de Petén(Petén Itzá) que redundou no abandono das cidades mais importantes. Mais tarde, esta civilização ressurgiu ao norte, na península de Yucatán, durante o período pós-clássico (900-1500 d.C). A arte maia tem suas raízes na cultura olmeca (1200-400 a.C.) e, posteriormente, recebeu influências da arte de Teotihuacán e Tula.

Os maias ainda constituem a maior parte da população rural. Os espanhóis mantiveram a sua hegemonia do início do século XVI até o começo do século XIX, quando o México conseguiu a sua independência. Yucatan, república independente em 1841, reincorporou-se ao México em 1848.

Atualmente, as contribuições dessa civilização podem ser contempladas em amplas zonas do sul do México e em pontos de Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador. No México, milhares de turistas visitam as numerosas ruínas maias encontradas no país, como as da cidade de Chichén Itzá, do período pós-clássico.

 

Pergunta: Queria saber qual era o verdadeiro nome da capital Asteca na atual Cidade do México, se era Tenochtitlán ou Teotihuacan. Eu queria saber qual foi o povo que contruiu as piramides na cidade de'' Tenochtitlan ou Teótihuacan'' pois ja ouvi falar que não foram os astecas que as construiram e sim um povo anterior a eles, mas não tenho certeza se isso é verdade.

Resposta:

Tenochtitlán, capital dos astecas, situada numa ilha do lago Texcoco, atual cidade do México. Fundada em 1325, foi construída em torno de um núcleo cerimonial formado por pirâmides, templos e palácios, entre os quais destaca-se o Templo Maior. Foi quase totalmente destruída em 1521, durante a invasão dos espanhóis, chefiados por Hernán Cortés.
 
Os astecas foram capazes de consolidar um império estabelecendo organizações civis e militares superiores. Em 1325, fundaram a cidade de Tenochtitlán. Os astecas-mexicas formaram alianças militares com outros grupos e construíram um império que se estendia do México central à atual fronteira com a Guatemala. No início do século XV, Tenochtitlán era governada em conjunto com as cidades-estado de Texcoco e Tacuba (a Tríplice Aliança); após um século, conquistou o poder sobre a aliança.
 

Teotihuacán, centro urbano e sítio arqueológico que contêm as ruínas da cidade mais antiga do continente americano, situada a 45 km da Cidade do México. Fundada entre os séculos II e VIII d.C., ocupava uma área de 21 km2 e chegou a ter uma população de 125.000 habitantes. Merecem destaque as Pirâmides do Sol e da Lua

Teotihuacán constitui o principal centro arqueológico das culturas pré-hispânicas da Mesoamérica e um lugar sagrado para os povos indígenas que habitavam a região ("Lugar onde os homens se tornam deuses", em língua náuatle). Do ponto de vista arquitetônico, sua obra mais fabulosa é a grande pirâmide do Sol (levantada no século II a.C.), um edifício de 72 m de altura e 240 m de extensão, cujo conjunto é completado pela pirâmide da Lua e uma área em terraços conhecida como A Cidadela.

Teotihuacán, supostamente a primeira grande civilização do México Central (200 a.C.-700 d.C.). Sua capital, Teotihuacán, localizada a 45 km da cidade do México, tornou-se a cidade mais importante da América Central. As melhorias nas técnicas agrícolas, baseadas fundamentalmente na canalização das águas, possibilitaram uma grande concentração da população, que serviria de sustentação econômica para a cidade e de mão-de-obra para as grandes obras públicas. A arte teotihuacana expressou pela primeira vez de forma grandiosa a concepção estatal centro-americana, que encontraria eco em lugares tão distantes quanto o Monte Albán, El Tajín, Kaminaljuyú e Tikal. A maior contribuição de Teotihuacán foi estabelecer as características definitivas da cidade sagrada. Toda ela constitui um grande teatro propagandístico, onde a cenografia era espetacular e comovedora. A grande Avenida dos Mortos (Micaotli), com as pirâmides do Sol e da Lua, constituíam um eixo grandioso em torno do qual foram erguidos palácios e templos, enquanto as áreas residenciais localizavam-se nos bairros periféricos (Atetelco, Tetitla, Tepantitla). Sua grandiosidade é tal que, quando vários séculos depois os astecas tiveram que eleger um lugar para situar a criação do mundo, escolheram Teotihuacán. Um crescente comércio levou sua influência para os lugares mais distantes da América Central pelo norte até os desertos de Sonora e Sinaloa e, pelo sul, até Uaxactún e Tikal nas terras baixas dos maias. O resultado foi um enorme crescimento do artesanato e um aperfeiçoamento técnico de todas as artes como nunca antes se havia conhecido.

Pirâmides do Sol e da Lua, templos pré-colombianos pertencentes às ruínas da cidade dedicada ao culto de Teotihuacán (lugar dos deuses), a 45 km da cidade do México.

A pirâmide do Sol de Teotihuacán, no México, foi erguida entre os anos 50 e 200 da era cristã. Foi construída com adobes recobertos de pedra e tem uma altura de 61 metros. É composta de cinco partes construídas com o sistema de talude e entablamento que circundam uma escada cerimonial conduzindo a seu topo, onde existia um templo. Está virada para o leste, de modo que o sol se põe exatamente à sua frente no solstício de verão.

 

Pergunta: Olá estou com uma duvida em uma questão de uma prova do concurso publico o qual eu fiz ,é a seguinte : Qual a única alternativa que não se refere a movimento de emancipação do Brasil?
a. CONJURAÇÃO DO RIO DE JANEIRO .
b.INCONFIDÊNCIA BAIANA..
c.REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817.
d.GUERRA DOS EMBOABAS.
e.INCONFIDÊNCIA MINEIRA.

Resposta: A resposta é a alternativa d .
A Guerra dos Emboabas foi um conflito regional entre Paulistas e Emboabas. Os paulistas estavam estabelecidos em Minas Gerais e viram o seu
monopólio de mineração ameaçado pelos emboabas, que era gente nova que chegava ao lugar, lutaram entre si até o ano de 1709, quando a Coroa Portuguesa assumiu o controle da região. 
As outras alternativas certamente referem-se à emancipação do Brasil.

 

Pergunta: Acredito que haja um erro em uma de suas questões ou no algoritmo do site, pois tenho motivos para crê que ha um erro em uma das questões, sendo este na prova de História. Questão
Assinale a opção que se refere à principal contribuição de Charles Darwin à teoria da evolução.
a)A seleção natural atua como a principal força criadora das mudanças evolutivas.
b)Existe em todos os organismos um impulso interior para a perfeição.
c)A vida é gerada contínua e espontaneamente de forma muito simples.
d)Todos os organismos têm capacidade de adaptar-se ao ambiente.
e)Os caracteres adquiridos transformam-se em hereditários.
A alternativa que se encontra marcada e a que o algoritmo do site informa que esta correta, mas isso, acredito, seria o mesmo que acreditar em algumas teorias criacionista desenvolvidas na época, e antes, de, não me lembro o nome, ..., que desenvolveu a teoria que dizia que as características adquiridas serão passadas de geração geração.

Resposta: 

Primeiramente devemos agradecer a sua atenção e consideração em estar confiando em nosso portal e depois por não concordar com tudo, questionar e caso encontre erros nos informar. Somos muito gratos a alunos como vc que nos indica possíveis erros que eventualmente possam ocorrer. Muito obrigado!

A questão pede para que o aluno indique qual alternativa seria a principal contribuição de Charles Darwin à Teoria da Evolução. Vemos que as outras respostas também são corretas. Porém, a principal seria a alternativa C, que diz que a vida é gerada contínua e espontaneamente de forma simples. Porque? Vejamos:  

Os conceitos fundamentais na classificação dos organismos vivos, em termos simples, uma espécie é um grupo de organismos que se caracterizam por ter forma, tamanho, comportamento e hábitat similares, sendo que estes traços comuns permanecem constantes ao longo do tempo. Uma espécie biológica é um grupo de populações naturais cujos indivíduos são capazes de se acasalar e produzir uma descendência viável.

Em essência, a teoria sustenta que os membros jovens das diferentes espécies competem intensamente pela sobrevivência. Os que sobrevivem, e darão origem à geração seguinte, tendem a incorporar modificações naturais favoráveis, que se transmitem por meio da hereditariedade. Em conseqüência, cada geração será melhor, em termos adaptativos, em relação às anteriores. Este processo gradual e contínuo é a causa da evolução das espécies.

No decorrer da história, respeitou-se a crença de que a grande diversidade de vida só poderia ser obra da criação divina. Na primeira metade do século XIX, a antiga idéia grega de que algumas espécies se transformam em outras se tornou habitual nos círculos intelectuais. Lamarck estabeleceu uma teoria evolucionista que enunciava que as melhoras adquiridas durante a vida de um organismo, como o crescimento dos órgãos com o uso e sua atrofia com o desuso, eram hereditárias. Foi Charles Darwin quem, incitado pela publicação da descoberta de Alfred Russel Wallace de seu princípio da seleção natural, estabeleceu em 1859, a teoria da evolução, na obra A origem das espécies.

Os estudos de Gregor Mendel, retomados no final do século XIX, demostraram o que Darwin insinuou vagamente: que a hereditariedade é particular, não combinada. Sejam ou não os descendentes formas intermediárias entre seus pais, eles herdam e transmitem partículas hereditárias separadas, que hoje em dia denominamos genes. Os genes únicos e separados se distribuem de forma independente através das gerações, como nas cartas de um baralho.

Se a herança é particular, a seleção natural pode atuar. Como estabeleceram pela primeira vez o matemático britânico G. H. Hardy e o cientista alemão W. Weinberg, não existe uma tendência própria de desaparecimento dos genes do "conjunto" de genes. Se isso acontecer, será por causa de processos fortuitos, ou da seleção natural. A versão moderna do darwinismo, chamada de neodarwinismo, está baseada nesta idéia, elaborada entre os anos 1920 e 1930 pelos geneticistas R. A. Fisher, J. B. S. Haldane e Sewall Wright.

A teoria genética moderna da seleção natural pode ser assim resumida: os genes de uma população de animais ou plantas que se entrecruzam sexualmente constituem um "conjunto" de genes. Os genes competem neste "conjunto" da mesma maneira que as moléculas primitivas que se reproduziam faziam-no no "caldo" primitivo. Na prática, a vida dos genes do "conjunto" de genes transcorre de duas formas: ou assentando-se em corpos individuais que ajudam a construir, ou transmitindo-se de um corpo ao outro, através do espermatozóide ou do óvulo, no processo de reprodução sexual. Qualquer gene que se origina no "conjunto" genético é resultado de uma mutação ou erro aleatório, no processo de cópia dos genes. Uma vez que se produziu uma mutação nova, esta pode se estender através do "conjunto" genético, por meio da mistura sexual. A mutação é a última origem da variação genética.

Existem várias razões que explicam a causa da freqüência de variação dos genes: imigração, emigração, deslocamentos aleatórios e seleção natural. A imigração, emigração e desvios aleatórios não têm demasiado interesse do ponto de vista da adaptação, embora na prática possam ser muito importantes. No entanto, a seleção natural é fundamental para explicar a melhora da adaptação, a complexa organização funcional da vida e os atributos de progresso que, discutivelmente, podem-se classificar como evolução. Alguns têm mais qualidades para sobreviver e reproduzir-se do que outros. Os organismos cujas características para sobreviver e reproduzir-se são melhores, tenderão a contribuir com mais genes para os "conjuntos" genéticos do futuro do que aqueles cujas características sejam más para esta finalidade: os genes que tendem a formar organismos bons serão predominantes nos "conjuntos" genéticos. A seleção natural traduz-se nos diferentes níveis de sucesso que alcançam os organismos na sobrevivência e reprodução: isto é importante por causa dos requisitos necessários para a sobrevivência dos genes no "conjunto" genético.

Não seria o mesmo que acreditar em algumas teorias criacionista, pois, o criacionismo é um movimento baseado em uma "teoria estética geral" de alguns dos princípios criacionistas. Nada  fortuito nem descritivo. Onde o organismo deverá nascer de uma única virtude criadora. No sentido familiar, as adaptações são aqueles aspectos evidentes do mundo dos seres vivos, que, como Darwin ressaltou corretamente, "por alguma razão provocam nossa admiração".

Um exemplo curioso de adaptação são os alertas de perigo de alguns macacos, que são diferentes conforme a natureza do predador (se é uma cobra, uma águia ou um leopardo), obtendo respostas diferentes por parte dos outros animais do grupo. Estes olham para baixo, para cima, ou correm na direção das árvores. Outra adaptação seriam as sutis manchas de um inseto camuflado, ou as cores vivas de espécies estreitamente relacionadas, que mimetizam o colorido de um grupo de animais nocivos.

COMO ACONTECE A ADAPTAÇÃO: SELEÇÃO NATURAL  
Darwin considerou de forma correta que a adaptação é o problema central que qualquer teoria da evolução deveria resolver. E sua teoria da seleção natural conseguia solucioná-lo. Para esta teoria, a adaptação acontece através da seleção natural, gradualmente, de forma cumulativa, ajustada por forças seletivas em ambientes que mudaram durante milhões de anos.

A seleção natural atua sobre os genes e sobre as propriedades às quais eles dão origem e que recebem o nome de fenótipos ou efeito fenotípico dos genes. As diferenças com relação aos genes originam diferenças nos efeitos fenotípicos. A seleção natural atua sobre os genes através dos fenótipos: os genes perpetuam-se à medida que dão lugar a fenótipos que apresentam vantagens seletivas sobre outros fenótipos competidores. Estes genes irão se manter nas sucessivas gerações em proporção ao valor seletivo de seus efeitos fenotípicos, ou seja, segundo a qualidade das características (ou adaptações) que proporcionam.

Deste modo, pode-se considerar as adaptações como fenótipos que favorecem a replicação dos genes que lhes dão origem, isto é, como mecanismos que resolvem problemas específicos, razão pela qual aumenta a replicação dos genes responsáveis por estes mecanismos.

Compreender a adaptação, um conceito indispensável, é fundamental para a biologia. Apenas depois de entendê-la é possível deixar-se envolver pela teoria da seleção natural de Darwin, a única explicação racional sobre como foram produzidas as adaptações.

Caso considere a alternativa errada, temos ainda que lhe informar que as questões e gabaritos disponibilizados em nosso portal, são obtidos como fonte nos exames vestibulares. Existem questões como esta que embora nos pareçam incorretas, temos de alguma forma que chegar à mesma conclusão que o examinador.

 

Pergunta: Qual seria a DIFERENÇA ENTRE MATERIALISMO HISTÓRICO E DIALÉTICO?

Resposta: 

No materialismo destacam-se duas vertentes: o materialismo anti-religioso, representado por Denis Diderot, Paul Henri Holbach e Julien Offroy de la Mettrie e o materialismo histórico, formulado por Karl Marx, Friedrich Engels e Vladímir Ilitch Lenin.

Em 1847 Mark escreveu com Engels o Manifesto Comunista, cujas teses constituem a base do materialismo histórico. Nesse texto explica-se que o sistema econômico dominante em cada época histórica determina a estrutura social e a superestrutura política e intelectual de cada período. Desse modo, a história da sociedade é a história das lutas entre os exploradores e os explorados. A conclusão é que a classe capitalista será derrotada e suprimida por uma revolução mundial da classe operária que conduzirá ao estabelecimento de uma sociedade sem classes.

O materialismo histórico não constituem ciências do ponto de vista empírico, pois elas não podem ser submetidas à falsificabilidade. A partir do fim da década de 1920, o materialismo histórico adquiriu popularidade entre alguns filósofos não comunistas.

Com a elaboração da filosofia do materialismo dialético, Marx e Engels, se baseando nas idéias de Hegel, introduziram um conceito do tempo onde o filosófico se une ao sociológico e ao histórico. A preocupação não é estritamente definir o tempo, mas chegar a uma compreensão rigorosa das leis que governam as mudanças sociais e, portanto, conhecendo essas leis, procurar os meios para transformar o mundo. A filosofia recupera, assim, sua conexão com a ciência e com a poesia.

O materialismo dialético como instrumento de investigação do texto, priorizou o estudo de autores engajados na reforma social e procurou ver a literatura como uma projeção dos movimentos sociais.

Os trotskistas afirmam serem os herdeiros do autêntico marxismo-leninismo e rechaçam o stalinismo, que consideram uma traição à filosofia do materialismo dialético. A questão teórica fundamental do trotskismo é a doutrina da "revolução permanente", que sustenta que o imperialismo, ao introduzir relações capitalistas em países atrasados, impede o surgimento de uma burguesia suficientemente forte para eliminar os restos do feudalismo e desenvolver o capitalismo.

 

Pergunta: QUAL AS PRINCIPAIS CRÍTICAS FEITAS À CONCEPÇÃO DO VALOR-TRABALHO?

Resposta: Mais Valia. Portanto Marx afirmava que a força de trabalho era transformada em mercadoria, o valor de força de trabalho corresponde ao Socialmente necessário. Tudo estaria bem, contudo o valor deste Socialmente Necessário é um problema.Na realidade o que o trabalhador recebe é o salário de Subsistência, que é o mínimo que assegura a manutenção e reprodução do trabalho.

Mas apesar de receber um salário, o trabalhador acaba por criar um valor acrescentado durante o processo de produção, ou seja, fornece mais do que aquilo que custo, é esta diferença que Marx chama de Mais Valia.

A Mais Valia não pode ser considerado um roubo pois é apenas fruto da propriedade privada dos meios de produção. Mas, os Capitalistas e os proprietários, procuram aumentar os seus rendimentos diminuindo o rendimento dos trabalhadores, é pois esta situação de exploração da Força de Trabalho pelo Capital que Marx mais critica.

Marx critica a essência do Capitalismo, que reside precisamente na exploração da força de trabalho pelo Produtor Capitalista, e que segundo Marx, um dia haverá de levar à revolução social.

 

Pergunta: COMO EU POSSO DISCUTIR O CONCEITO DE ALIENAÇÃO E COMO É POSSÍVEL A SUPERAÇÃO DO MODO-DE-PRODUÇÃO CAPITALISTA?

Resposta: 

O capitalismo tornou o trabalhador alienado, isto é, separou-o de seus meios de produção (suas terras, ferramentas, máquinas, etc). Estes passaram a pertencer à classe dominante, a burguesia. Desse modo, para poder sobreviver, o trabalhador é obrigado a alugar sua força de trabalho à classe burguesa, recebendo um salário por esse aluguel. Como há mais pessoas que empregos, ocasionando excesso de procura, o proletário tem de aceitar, pela sua força de trabalho, um valor estabelecido pelo seu patrão. Caso negue, achando que é pouco, uma exploração, o patrão estala os dedos e milhares de outros aparecem em busca do emprego. Portanto é aceitar ou morrer de fome. Com a alienação nega-se ao trabalhador o poder de discutir as políticas trabalhistas, além de serem excluídos das decisões gerenciais.
O modo de produção capitalista, assim como o definiu Karl Marx - modo de reprodução material humana onde o produto do trabalho humano e sua força de trabalho tomam a forma de mercado-ria - promove, de tempos em tempos, um reordenamento de agentes e fatores econômicos, sociais e políticos. Esse reordenamento perpetua o conteúdo mais essencial deste modo de produção: a valorização, acumulação e concentração de capital. Este movimento foi melhor analisado pelo célebre economista Schumpeter que definiu a inovação como categoria básica para a dinâmica do modo de produção capitalista.

A busca pela inovação tecnológico-produtiva ou organizacional fundamenta-se na necessidade, por parte dos agentes que compõe a oferta de mercadorias, de se criarem vantagens competitivas que se perpetuem no longo prazo. O entendimento da concorrência capitalista, como locus de luta intercapitalista para assegurar a acumulação intertemporal de capital implica em abandonar as hipóteses tradicionais, elaboradas pelos economistas neoclássicos, de que os agentes da oferta pretendem apenas maximizar as taxas de lucro de curto prazo, ajustando a oferta a uma demanda imutável. A escolha da oferta ótima, tendo em vista as várias bases tecnológicas igualmente disponíveis para os concorrentes de um dado mercado estaria, neste caso, delimitada pelas condições da demanda que, por sua vez, se apresentam igualmente distribuídas entre os concorrentes, tornando-os price-takers e não price-makers. No exemplo citado pelo professor Aldo sobre o mercado de geladeiras, o ajuste é invariavelmente neoclássico, onde, dada a demanda de curto prazo, a oferta se acomoda: “se ocorre um aumento de demanda pelo produto, a oferta tenderá a se ajustar a esta demanda oferecendo um volume maior do produto. Inversamente, se a demanda por geladeiras diminuir, a oferta irá se ajustar com uma menor produção.”

No entanto, não necessariamente esta é a lógica do ajuste. O que seria do capitalismo se não houvesse a possibilidade de longo prazo, de criar demanda por geladeiras rosas, amarelas, depois com freezer, auto-limpantes e assim por diante? Ao dinamizar a demanda, o capitalismo cria novos espaços de valorização do capital. Disso se constitui a concorrência capitalista. Quem não lança geladeiras rosas dura pouco tempo neste mercado. As condições de concorrência num dado mercado estão sempre em mutação.

As teorias que concebem a concorrência capitalista como busca por assimetrias intertemporais nas condições da oferta para dinamizar e reconfigurar a demanda, apontam para uma dupla determinação entre demanda e oferta. Por um lado, os agentes que compõe a oferta e suas representações políticas, em vários níveis, estão numa constante luta para criar e se apoderar de novos espaços de valorização do capital. Por outro, os agentes da demanda e suas determinações múltiplas, no limite, validam ou não as inovações propostas pela oferta.

Quando se incorpora, à teoria econômica, o conceito de incerteza não redutível a risco(não passível de atribuição probabilística), a racionalidade econômica deixa de ser aquela descrita acima: maximizadora de curto prazo, onde a demanda é conhecida e a reação dos concorrentes também. Os teóricos elaboram o conceito de racionalidade limitada, rotineira ou operacional. Os agentes estão sob um regime de incerteza radical e se protegem adotando condutas que se mostraram satisfatórias no passado, condutas de praxe, cristalizadas em rotinas como levantar de manhã cedo e, intuitivamente escovar os dentes. Mas, além disso, estas rotinas incorporam a própria necessidade de mudarem-se as rotinas, adequando-se à demanda por geladeiras rosas, ou mesmo para produzir um novo produto ou adotar um novo processo de produção. No caso de uma empresa, o departamento de P&D é o exemplo típico de uma rotina de alto nível, ou seja, de uma rotina que visa criar e adequar as rotinas operacionais a mudanças nas condições de concorrência. Nesse sentido, o homem econômico é, não só um homem estratégico, mas também dinâmico. Estratégico no sentido de estar buscando fontes de assimetria e dinâmico porque busca a manutenção destas intertemporalmente. Acredito que o homem informacional também é estratégico e dinâmico.

Na história do capitalismo se
sobreporão maneiras de criar e de se apropriar privadamente, dos lucros obtidos com as assimetrias. Em muitos setores de uma economia, por exemplo, ainda vige, como estratégia dominante para se diferenciar, as economias de escala ou os ativos complementares como marca, canais de distribuição, assistência técnica, relações com fornecedores ou usuários etc. No entanto, as estratégias diferenciadoras com maior apropriabilidade hoje, são aquelas baseadas no aprendizado.

Os processos de aprendizado enquanto fatores do conhecimento são tácitos, dificilmente transferíveis ou dificilmente codificáveis além de se conceberem coletivamente. Além disso, o aprendizado é cumulativo, ou seja, o aprendizado passado aumenta a probabilidade do aprendizado presente. Nesse sentido, o aprendizado adquirido através das atividades inovativas quando se adota um novo produto ou processo, interagindo com usuários, com fornecedores etc. tem alta apropriabilidade. É difícil imitar um produto ou processo de produção se estes são fruto de um aprendizado interno à firma.

Portanto, o aprendizado adquirido e o conhecimento produzido não são totalmente transferíveis. Este é o grande problema quando se coloca a questão da eficiência, por exemplo, dos contratos de transferência de tecnologia. Nesse sentido, concordo com a colocação do professor Aldo no texto “A questão da informação”, publicado na revista São Paulo em Perspectiva (v. 8 n. 4: 3-4, 1994). A codificação, redução e armazenamento das informações necessárias para o desenvolvimento de uma dada tecnologia de produção “representa uma diminuição semiótica do conteúdo e da competência das estruturas de informação em gerar conhecimento” e responde “a uma decisão política e econômica dos produtores de informação”.

Na minha opinião, o debate em torno da questão da informação só se justifica porque ela é uma categoria relevante para o desenvolvimento do modo de produção capitalista e, como tal, a informação representa possíveis fontes de assimetria quando transformada em conhecimento tácito e cumulativo. É esta a lógica empregada no funcionamento da oferta e demanda por informação.

Uma das características do mercado de informação para a qual o professor Aldo chama atenção, é a incontestável cumulatividade dos estoques de informação. Vista de maneira estratégica, esta cumulatividade proporciona uma fonte de assimetria ao controlador dos estoques. Isto porque o fato de ter acumulado e atualizado os estoques de informação no presente, permite um menor custo de atualização no futuro se comparados aos custos daqueles que não se atualizaram no presente ou daqueles que pretendem entrar no mercado. Este dinamismo permite o reordenamento das posições competitivas entre os controladores dos estoques. Nesse sentido, mesmo que a demanda total por informações altamente atualizadas não cresça, a demanda de uma firma isolada certamente pode crescer na medida em que ela ultrapasse seus concorrentes neste quisito. No entanto, esta vantagem competitiva não se perpetua automaticamente, é preciso estar sempre a frente. Isto ocorre porque esta estratégia não é específica a uma unidade de informação. A vantagem de deter as informações mais atuais não é específica, não é uma vantagem criada pela empresa, intransferível. Para que a inovação seja passível de apropriação a unidade de informação deve promover particularidades específicas a ela, construídas a partir do aprendizado. Uma outra alternativa seria apelar para regimes institucionais como contratos de exclusividade com fornecedores ou usuários, patentes, etc.

Rotinas de aprendizado podem resultar em estratégias de grande sucesso. O aprendizado advindo da comunicação com os usuários sobre a adequação do produto pode ser incorporado às rotinas de design dos produtos, identificando vários segmentos de mercado e possibilidades de diversificação do produto mais geral. É claro que o produto pode ser imitado, mas a capacidade para avaliar as diferentes preferências, sempre em mudança, e incorporar este aprendizado no processo de produção e organização de um pacote informacional é específico. Também, investimentos em desenvolvimento de novos produtos ou processos de redução, codificação e armazenamento de informações são vantagens específicas porque geram aprendizado, abrindo o leque de oportunidades para inovações futuras.

Acredito que o homem que administra uma unidade produtora de mercadorias, sejam elas informacionais ou tradicionais, é um homem capitalista por excelência. Portanto suas estratégias visam o crescimento da massa de lucro no longo prazo através da dinamização da demanda, transformando-a e, ao mesmo tempo, sendo transformado pela mesma. O mercado de informação tem especificidades quanto às estratégias adotadas pelos controladores de estoques dadas pelas especificidades da própria mercadoria e dos agentes envolvidos neste mercado. No entanto, a informação, enquanto mercadoria, tem uma lógica de produção, distribuição e consumo predominantemente permeada pela ética capitalista. Em determinados momentos históricos, como o nosso, esta ética aparece com as máximas de democratização das maravilhas produzidas por este modo de produção.

Esperamos ter conseguido concluir o nosso mote inicial. Existem, na teoria econômica, diferentes contribuições sobre o comportamento do homem econômico capitalista e diferentes idéias sobre a direção da determinação entre demanda e oferta. A busca pelas especificidades do mercado de informação é imprescindível para entender a coerência nas decisões dos agentes ofertantes, mas, esta coerência também responde a uma lógica mais geral que têm afinidades com a lógica que comanda os mercados tradicionais.

 

Pergunta: Me diga em poucas palavras algo sobre Marx e Engels para poder fazer uma prova amanhã.

Resposta: Segundo Marx, o homem e suas atividades são reflexos das condições materiais que o cercam. Estas são determinadas pela História, que é resultado do confronto de classes sociais antagônicas que lutam pela hegemonia. A luta de classes é o motor da história e só desaparece com a instalação de uma sociedade comunista, sem divisão de classes ou exploração do trabalho, e baseada na solidariedade. O Estado é o instrumento pelo qual a classe dominante exerce essa hegemonia sobre as demais.

Karl Heinrich Marx (1818-1883), filósofo, economista e militante revolucionário alemão de origem judaica. Estuda filosofia nas universidades de Berlim e Iena. Em 1842 assume em Colônia a chefia da redação do Rheinische Zeitung. Seus artigos pró-democracia irritam as autoridades e o levam a exilar-se em Paris dois anos depois. Ali conhece Friedrich Engels, com quem manteria colaboração até o fim da vida. Em 1848 o início de revoluções na França e na Alemanha coincide com a publicação do Manifesto comunista, em que Marx e Engels afirmam que a solidariedade internacional dos trabalhadores em busca de sua emancipação supera o poder dos Estados nacionais. Junto com Engels prega uma revolução internacional que derrube a burguesia e implante o comunismo, nova sociedade sem classes. Publica em 1867 o primeiro volume de sua obra mais importante, O capital. Os volumes seguintes dessa obra, para a qual reuniu vasta documentação, seriam publicados somente depois de sua morte. Para Marx, o capitalismo é a última forma de organização social baseada na exploração do homem pelo homem. Marx é sustentado por Engels durante a maior parte de sua vida e morre no exílio em Londres.

Friedrich Engels (1820-1895), filho de um rico industrial de Barmen (Alemanha), é o principal colaborador de Karl Marx na elaboração das teorias do materialismo histórico. Na juventude, fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família. Quando estudante, adere a idéias de esquerda, o que o leva a aproximar-se de Marx. Assume por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai em Manchester e suas observações nesse período formam a base de uma de suas obras principais, A situação das classes trabalhadoras na Inglaterra, publicada em 1845. Muitos de seus trabalhos posteriores são produzidos em colaboração com Marx, o que lhe valeria a fama injusta de ser apenas um ajudante. Escreve sozinho, porém, algumas das obras mais importantes para o desenvolvimento do que viria a ser chamado de marxismo, como Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia alemã, A evolução do socialismo de utopia a ciência e A origem da família, da propriedade privada e do Estado.

 

Pergunta: Gostaria de saber o que Marx quis dizer ao citar a infra-estrutura e a super-estrutura e quais suas principais idéias?

Resposta: Ele apenas fez uma comparação... como se a sociedade fosse um edifício. Que era dividido em duas estruturas...
infra-estrutura: são as fundações do edifício... no caso da sociedade... as forças econômicas.

super-estrutura: No caso... o próprio formato grandioso... o prédio inteiro, que no caso da sociedade, representa as idéias, costumes e instituições.

Na percepção de Marx, a primeira condição de toda a história é a existência de seres humanos vivos, isto é, o primeiro ato histórico desses indivíduos, por meio do qual eles se diferenciam dos animais. Não é o fato de eles pensarem, mas o de começarem a produzir seus meios de existência.

Segundo Marx, o que os indivíduos são, depende, portanto, das condições materiais da sua produção. A partir daí, os homens procuram trabalho para garantir as suas necessidades básicas de sobrevivência. Por conseguinte, os homens, ao produzirem seus meios de existência através do trabalho, produzem indiretamente a própria vida material e imaterial (idéias, crenças etc.). A produção desses meios de sobrevivência depende da natureza dos meios de existência já encontrados e que eles precisam reproduzir.

É a partir da criação da necessidade, da satisfação da necessidades e da recriação de necessidades que o homem diferencia-se do animal e produz e dá movimento à história. A partir da divisão do trabalho o homem evolui para o aperfeiçoamento da tecnologia e para o individualismo. Os homens vão se distanciando uns dos outros e, com isso, efetiva-se o processo de alienação do trabalhador. A partir disso, configura-se a exploração do seu trabalho, particularmente no sistema capitalista. Sem prestar atenção ao fator humano, sem preocupar-se com os desejos e necessidades humanas, a classe dominante no capitalismo joga a classe dominada à margem da ruína, efetivando por assim dizer, a alienação da mesma. Para Marx, a sociedade divide-se em infra-estrutura ( é a estrutura econômica, formada das relações de produção e forças produtivas ) e super- estrutura ( dividido em estrutura jurídico- política e estrutura ideológica ). Estas formam um conjunto de idéias que determina a classe social que, através de sua ideologia, defende seus interesses.

Principais idéias Marxistas:

Forças Produtivas - Expressam a posição do homem com relação às coisas e às forças da natureza utilizadas para a criação dos bens materiais. A situação das forças produtivas indica com que instrumentos de trabalho os homens estão produzindo os bens materiais e expressa o comportamento da sociedade para com as forças da natureza. O desenvolvimento das forças produtivas e dos instrumentos de trabalho constitui a base da evolução do modo de produção dos bens materiais

Relações de Produção - Indicam a quem pertencem os meios de produção e expressam as relações que os homens travam entre si no processo de trabalho. Todo o sistema da vida social, assim como a infra-estrutura da sociedade são determinados pelo caráter das relações sociais de produção, que influenciam o desenvolvimento das forças produtivas. Das relações de produção dependem as leis econômicas de cada modo de produção, as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores e outros fatores que influem sobre o desenvolvimento das forças produtivas.

O Modo de Produção constitui a base do regime social e determina o seu caráter, inclusive a forma de organização da sociedade. A história do desenvolvimento da sociedade é a história do desenvolvimento da produção, que se diferencia em várias etapas históricas.

As forças produtivas constituem as condições materiais de toda a produção. Qualquer processo de trabalho implica: determinados objetos, isto é, matérias-primas identificadas e extraídas da natureza; e determinados instrumentos, isto é, conjunto de forças naturais já adaptadas e transformadas pelo homem, como ferramentas ou máquinas, utilizadas segundo uma orientação técnica específica.

As relações de produção são a forma pelas quais os homens se organizam para executar a atividade produtiva. Elas se referem às diversas maneiras pelas quais são apropriados e distribuídos os elementos envolvidos no processo de trabalho: as matérias-primas, os instrumentos, os próprios trabalhadores e o produto final. Assim, as relações de produção poder ser: escravistas (como na Antigüidade), servis (como na Europa feudal), capitalistas (como na indústria moderna). Forças produtivas e relações de produção são condições naturais e históricas de toda atividade produtiva que ocorre em sociedade. A forma pela qual ambas existem e são reproduzidas numa determinada sociedade constitui o que Marx denominou de modo de produção. Para Marx, o estudo do modo de produção é fundamental para se compreender como se organiza e funciona uma sociedade. As relações de produção, nesse sentido, são consideradas as mais importantes relações sociais. Das relações de produção dependem as leis econômicas de cada modo de produção, as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores e outros fatores que influem sobre o desenvolvimento das forças produtivas.

As formas de família, as leis, a religião, as idéias políticas, os valores sociais são aspectos cuja explicação depende, em princípio, do estudo do modo de produção. A história do homem é, portanto, a história do desenvolvimento e do colapso de diferentes modos de produção que são modos de se conseguir os meios de vida materiais, necessários para a sobrevivência dos homens e o desenvolvimento da sociedade. Historicamente, cada modo de produção representa a unidade das forças produtivas e das relações sociais de produção, o que pode ser visto numa dada Formação Histórica

Analisando a história, Marx identificou alguns modos de produção específicos: sistema comunal primitivo, modo de produção asiático, modo de produção antigo, modo de produção germânico, modo de produção feudal, e modo de produção capitalista. As relações sociais são inteiramente interligadas às forças produtivas. Adquirindo novas forças produtivas, os homens modificam o seu modo de produção, a maneira de ganhar a vida, modificam todas as relações sociais.

Cada qual representa passos sucessivos no desenvolvimento da propriedade privada e do advento da exploração do homem pelo homem. Em cada modo de produção, a desigualdade de propriedade, como fundamento das relações de produção, cria contradições básicas com o desenvolvimento das forças produtivas. Essas contradições se acirram até provocar um processo revolucionário, com a derrota do modo de produção vigente e a ascensão de outro.

 

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