Direito
Descrição: A idéia
de criação de um curso jurídico no Brasil surgiu em 1822, logo após a
Independência. Através da Lei de 11 de Agosto de 1827, o Imperador D.Pedro I
criou os dois primeiros cursos de Ciências Jurídicas e Sociais, um na cidade
de São Paulo e outro na de Olinda, em Pernambuco. Os estudantes que desejavam
cursar uma escola de Direito, até então, tinham de ir a Coimbra, Portugal. A
Faculdade de Direito de São Paulo instalou-se inicialmente no Convento de São
Francisco que, com a concordância dos frades franciscanos e pelo Decreto
Imperial de 11 de Agosto de 1827, foi escolhido para abrigar os cursos jurídicos,
sendo inaugurada em 1o de março de 1828, pouco tempo antes de sua irmã de
Olinda. O prédio antigo foi demolido na década de 1930, para dar lugar ao prédio
atual, inaugurado em 1934. A incorporação da Faculdade de Direito à
Universidade de São Paulo antecipou-se um pouco ao Decreto que formalizou a
transferência, assinado por Getúlio Vargas somente em 10 de Agosto de 1934
(Decreto Federal n. 24102). Por esta Faculdade passaram estudantes que,
posteriormente, tornaram-se personalidades destacadas na vida brasileira,
sendo um dos mais notáveis Ruy Barbosa. A Faculdade teve um papel
preponderante na história das instituições políticas e sociais do Brasil,
pois por ela passaram nove presidentes da República de Prudente de Morais até
Jânio Quadros; Doze governadores de São Paulo, após a República, desde Américo
Brasileense, passando por Jânio Quadros, Abreu Sodré até Franco Montoro. A
Faculdade coube também a glória de haver abrigado, em seus bancos escolares,
poetas como Castro Alves, Álvares de Azevedo, romancistas, como José de
Alencar, Bernardo Guimarães, oradores como José Bonifácio, parlamentares
como Joaquim Nabuco, João Mendes (pai), jurisconsultos como Pimenta Bueno,
Barão de Ramalho e jornalistas como Pedro Taques de Almeida Alvin, Julio
Mesquita, Rangel Pestana.
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Em
busca da justiça, da moral e da cidadania. Este é o grande objetivo
dos profissionais do Direito, a profissão que sempre está em alta. Mas
você sabe porque esta profissão é tão indispensável à sociedade? E
se te perguntassem sobre a história do Direito, você saberia
responder? Pois o Jornal Teen vai mostrar que é mais do que um
"rostinho bonito" e vai desvendar algumas curiosidades da arte
da advocacia. E não precisa se preocupar, porque nós não vamos usar
palavras difíceis ou estranhas para explicar. O nosso direito está
baseado nas leis greco-romanas, e existe desde a era que antecede o
nascimento de Cristo. Em Maceió, três faculdades oferecem o curso de
Direito: UFAL, CESMAC e FAL. A duração do curso é de 5 anos. O
Direito está dividido em dois ramos: o Direito público e o privado. As
áreas que podem ser exercidas pelos advogados são das mais variadas: cível,
tributária, penal, trabalhista, ambiental, entre outras. Formando-se em
Direito, o profissional pode ser, além de advogado, um promotor, um
procurador e até um juiz. E para falar mais sobre o Direito, escolhemos
um profissional. Ele é advogado do Colégio
Batista. Seu nome, José Pinheiro. No Colégio, ele atua nas áreas
cível e trabalhista. Este advogado é formado há pouco tempo, mas já
tem responsabilidades e experiência de sobra. Pinheiro, como é mais
conhecido no CBA, é advogado não apenas do Colégio, mas também
advoga numa escola de enfermagem e em mais 4 concessionárias de veículos
do Estado. E é ele mesmo quem vai ajudar os alunos que acreditam ter o
dom para o Direito e que têm certeza da profissão que querem seguir.
Com vocês, a profissão de sempre, o Direito. E o personagem da vez,
José Pinheiro.
Entrevista:
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Na
sua opinião, por que o Direito é tão necessário para a
sociedade?
O
Direito está diretamente relacionado a tudo que nós vivemos.
É através das leis que o Direito regula as nossas condutas
dentro da sociedade. E o nosso Direito é muito dinâmico. O
Direito brasileiro é bem diferente do Direito americano, porque
o nosso é baseado em leis específicas, e o americano, em
costumes.
Quais
as características que um estudante precisa ter para se tornar
um bom advogado?
Tem
profissional que pode passar o dia sem falar com ninguém,
sozinho em seu escritório, emitindo pareceres. Tem também o
profissional que precisa estar à frente, como advogado. Este
tem que ser comunicativo, educado, tem que saber dar a seu
cliente o melhor tratamento. E isso depende muito da formação
de cada um, e não é formação acadêmica, e sim, pessoal. E
tem que gostar de ler e de escrever, além de possuir um senso
de Justiça, senso ético e sensibilidade.
Por
que você escolheu o Direito?
Principalmente
por influência de meu pai, que é advogado. Eu também tentei
outros cursos superiores mas não me identifiquei com nenhum. Eu
me enquadrei com aquilo que eu aspirava para exercer numa
profissão pelo resto da vida. E hoje eu posso
dizer que não me arrependi em momento nenhum de ter escolhido
como atuação profissional a parte jurídica.
Para
Pinheiro, as pessoas precisam conhecer melhor os direitos de
cada um.
Falta
muito para você dizer que está realizado na profissão?
Não
estou plenamente realizado por estar há pouco tempo trabalhando
como advogado, mas eu sei que se eu continuar neste ritmo eu vou
ser uma pessoa bem sucedida na minha área.
Qual
é a meta de um advogado?
O
sucesso depende muito da ambição e da capacidade de cada um. O
que um advogado quer é representar o seu cliente da melhor
maneira, tentando representá-lo com dignidade, dando a ele uma
defesa honesta e vitoriosa.
O
que, na sua opinião, não é positivo no exercício desta
profissão?
As
grandes dificuldades que nós temos é ver que os processos na
justiça não andam, que não existe informatização dos
processos, que faltam juízes para darem sentenças, que são
altos os custos para os clientes entrarem com ação na justiça
e que também algumas leis precisam ser reformuladas.
Você
acredita na frase: "A justiça tarda mas não falha"?
Eu
entendo que a Justiça tarda, e quando tarda, falha. A Justiça
falha à medida que os sonhos de muitas pessoas escoam pelo
tempo, e o tempo é implacável. Não existe Justiça tardia que
vá tirar a dor sofrida por alguém ou por uma família. Justiça
tardia para mim é injustiça. E falta muita Justiça no país.
Por
que dizem que o advogado fala tão bem mas ao mesmo tão difícil?
A
nossa linguagem é a escrita. Cada profissão tem a sua
linguagem científica, atípica. A nossa linguagem é rebuscada,
até porque nós estamos trabalhando dentro do meio jurídico.
As leis não foram feitas com linguagem do senso comum, foram
escritas com o português mais correto possível. E a figura do
advogado, para mim, tem carimbo de burocrata, porque ele tem que
andar de terno e gravata, sempre bem arrumado para dar uma aparência
de idôneo.
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Incrementando
o
seu Vocabulário
Auto
- processo
Cível - área do Direito que abrange as relações
dos cidadãos entre si, reguladas por normas do direito
civil
Parecer - demanda, processo
Atípica - qualidade do que (ou de quem) é fora
do comum, diferente
Rebuscado - requintado, formal
Burocrata - qualidade de quem é partidário de
regulamentos rígidos
Idôneo - qualidade de quem tem condições de
desempenhar determinada função
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