Não conhecemos
nenhum curso de Diplomacia a distância, mas podemos lhe informar o
seguinte:
A arte de adaptar os interesses nacionais à realidade internacional,
por meio do diálogo e da cooperação com os demais países,
tornou-se mais complexa na era da globalização da economia, exigindo
habilidades extras do diplomata.
Definição: Diplomatas são profissionais que, como funcionários
do Ministério das Relações Exteriores — o Itamarati —, executam
a política externa do Brasil em coordenação com outros funcionários
do governo. Representam o país internamente, diante de representantes
de outros países, ou no exterior; tomam parte de negociações políticas
e econômicas em nome do país perante outros países e cuidam da
imagem do país e de sua comunicação com outros países.
Atividades: A atividade diplomática desdobra-se em três funções
básicas: representação, negociação e informação. O diplomata
poderá exercer essas funções em sete grandes áreas:
• administrativa: dirigindo órgãos do Ministério das Relações
Exteriores no Brasil ou no exterior, controlando recursos financeiros,
materiais e humanos;
• estratégica: participando da definição das políticas externas
e da administração das atividades do Itamarati;
• de promoção comercial: incrementando as relações comerciais
com outros países, acompanhando transações internacionais;
• consular: dando assistência a brasileiros em outros países,
emitindo passaportes e vistos, reconhecendo firmas e documentos,
cuidando da fiscalização e do despacho de navios brasileiros em
cidades portuárias estrangeiras;
• multilateral: representando o país em entidades internacionais e
integrando ou chefiando delegações;
• econômica: defendendo os interesses nacionais nas negociações
com outros países; preparando agendas de encontros comerciais no
exterior para grupos de empresários;
• política: assessorando o governo nos entendimentos e negociações
com o país no qual serve; coletando, analisando, interpretando e
redigindo relatórios sobre política internacional; assessorando a Câmara
e o Senado; em situações extremas, exercendo a chamada “diplomacia
secreta”, em que a segurança de Estado exige sigilo.
Condições de Trabalho: Os diplomatas geralmente trabalham em
ambientes de luxo, bem equipados e com boa infra-estrutura de apoio,
no Brasil ou no exterior. Durante negociações longas ou em momentos
de crise política e conflitos internacionais, há situações de
estresse. O diplomata não tem residência fixa: é transferido de um
país a outro, geralmente a cada dois ou quatro anos, segundo os
interesses do governo. De modo geral, sua vida pessoal fica em segundo
plano. Em início de carreira, faz serviços internos ou serve em países
não-desenvolvidos ou até mergulhados em guerra civil. Lugares
atraentes como Nova Iorque, Paris e Londres são reservados para
diplomatas experientes e renomados.
Características Pessoais: Autocontrole; boa aparência;
capacidade de adaptação a novas situações; capacidade de comunicação;
capacidade de lidar com situações adversas; capacidade de liderança;
capacidade de negociação; capacidade de pensar e agir sob pressão;
discrição; facilidade de expressão; facilidade de relacionamento;
gosto pelo debate; habilidade para escrever; interesse em adquirir
conhecimento em diversas áreas; interesse pela leitura; interesse por
línguas; interesse por temas da atualidade.
Qualificação Requerida: Para ser diplomata, é necessário o
diploma do Instituto Rio Branco. O concurso é um dos mais severos e
concorridos do país, com média de 80 candidatos por vaga. Em 2000,
foram 25 vagas e em 2001, 30. Só podem fazer as provas brasileiros
natos que estejam em dia com suas obrigações civis, que possuam
curso superior completo e conhecimento profundo de inglês. Para o
curso é essencial o domínio da Internet e do francês. O
conhecimento de uma terceira língua é um diferencial importante na
carreira.
Recrutamento: O recrutamento é feito diretamente entre os
formandos do Instituto Rio Branco, que têm contratação garantida.
É o Itamarati que cede funcionários necessários ao cumprimento das
normas do protocolo (necessário em solenidades e recepções) e ao
bom andamento das relações internacionais em outros órgãos do
governo, como Presidência, Vice-presidência e Ministérios.
Mercado de Trabalho e Perspectivas: Com a globalização da
economia e o crescimento das relações internacionais, a carreira é
promissora, embora restrita às poucas vagas oferecidas pelo Ministério
das Relações Exteriores. O Itamarati conta com cerca de 3.200
funcionários do quadro permanente, sendo 1.040 diplomatas, 1.400
oficiais e assistentes de chancelaria (auxiliares do trabalho do
diplomata) em serviço no Brasil e nas missões no exterior. O
primeiro posto da carreira é o de 3º secretário subindo para 2º e
1º secretário, conselheiro, ministro de 2ª classe, ministro de 1ª
classe, que é o embaixador e chanceler (ministro das relações
exteriores). As promoções são por tempo de serviço, de cinco em
cinco anos, ou por merecimento.
Remuneração: O salário do diplomata em início de carreira
é de R$ 3.500. Como ministro de 1ª classe pode ganhar até R$ 5.400.
No auge da carreira, como embaixador, o salário fica em torno de R$
8.000.
Onde Estudar :Apenas no Instituto Rio Branco em Brasília, DF.
O concurso é anual, com inscrição de janeiro a março, e provas de
março a julho. Há cursos preparatórios para o vestibular em algumas
capitais.
Carreiras Relacionadas:
• Advogado
• Cientista social
• Economista
• Especialista em comércio exterior
• Especialista em relações internacionais
• Geógrafo
• Historiador
• Oficial e assistente de chancelaria
Outras Fontes de Informação :
• Página do Ministério das Relações Exteriores na Internet: www.mre.gov.br.