Acontece,
também, uma pressão a que somos submetidos desde nossa infância pelo processo
chamado educativo, seja este familiar ou institucional. Esta pressão é capaz
de camuflar nossas inclinações ou aversões, causando uma confusão entre o
que é nossa vocação e o que podem ser interesses temporários.
São
vários os determinantes em uma escolha: mercado de trabalho, status
profissional, possibilidade de cursar uma faculdade fora de casa, influência
dos pais, entre muitos outros, ainda mais em se tratando de uma escolha tão difícil
quanto à escolha da profissão. As questões do sonho e da remuneração
financeiras são pontos de extrema importância que devem ser considerados em um
momento de escolha. Considere o que é mais importante para você.
Essa
pressão para escolher uma profissão, somada a questão do vestibular, em que a
maioria dos jovens precisa estudar horas e horas por dia e fazer cursos preparatórios
para conseguirem uma vaga na universidade, gerando stress, ansiedade e insegurança
ao jovem, principalmente quando existe uma pressão feita pelos pais. Os pais têm
grandes expectativas em relação ao futuro profissional dos filhos, por isso
muitas vezes acabam influenciando direta ou indiretamente na escolha dos mesmos.
Difícil
para os pais que, preocupados com o futuro dos seus filhos, querem ajudar, mas,
às vezes, não sabem muito bem como, ou nem sempre acertam; e para os filhos,
que se vêem diante da necessidade de tomarem uma grande decisão em suas vidas
(normalmente a primeira!), ainda jovens e sem conhecerem todas as opções.
O
que mais divide os jovens costuma ser a pressão dos pais, as chances de
conseguir emprego após o curso, a remuneração e até a imagem criada pela mídia
sobre certas profissões. Diante desse quadro, observam-se escolhas que são
feitas sem nenhuma reflexão e informação, o que resulta em muitos
profissionais insatisfeitos e no abandonos de muitos cursos.
Para alguns especialistas o que vale mesmo é a afinidade com a carreira
escolhida, devendo prevalecer a vocação.
Aliviar
tamanha pressão é uma tarefa dos orientadores vocacionais, dos especialistas
em educação, entre outros. A conversa em casa, segundo os psicólogos, é
importante na definição do futuro profissional. Os pais devem buscar o equilíbrio:
orientar sem direcionar a escolha.
Ao
mesmo tempo a pressão para uma decisão rápida é enorme. Para o pai da psicanálise,
Sigmund Freud, há duas questões cruciais na vida adulta: as relações
afetivas e de trabalho. Os jovens sentem-se curiosos e angustiados, pois receiam
não estarem escolhendo o curso certo, temem que não seja aquela a profissão
de suas vidas.
Lembre-se,
quem está escolhendo a profissão é você, quem vai cursar uma faculdade,
fazer as provas e depois exercer a profissão será você e não os seus pais,
seus professores ou amigos. Os pais, como sempre, querem ajudar os
filhos, incentivando-os a escolher uma carreira que os fará felizes e
realizados profissionalmente. No entanto, é você quem melhor sabe sobre seus
interesses e habilidades. Por isso é você que tem as condições
essenciais para escolher entre esta ou aquela profissão, procurando o máximo
de informações possíveis sobre o que mais lhe agrada.
Para
ser feliz na carreira e na vida, profissionais de sucesso dizem que é preciso
ir além da pressão do vestibular. Escolher o que se gosta e valorizar o ato de
estudar.
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