São vários
os determinantes que devem ser analisados em qualquer escolha e muito mais ainda
na escolha da profissão. Analisar o mercado de trabalho é um determinante como
também gostar daquilo que se pretende fazer. Quem deve tomar essa decisão deve
ser aquele está passando pelo momento de escolha, não há uma resposta pronta.
Há pessoas que se importam muito com a questão financeira e outras que nem
tanto.
No entanto,
algumas considerações devem ser feitas. Como exercer bem uma profissão e ser
um bom profissional, sendo que aquilo que se faz não satisfaz o profissional? Já
abordamos o assunto nas influências recebidas para o processo de escolha. Vale
a pena fazer algo desagradável, mesmo tendo uma boa remuneração? Segundo, a
maioria dos bons profissionais, aqueles que se destacam, que se dedicam e gostam
muito do que fazem, conseguem seu espaço no mercado de trabalho.
Cabe a você
analisar o seu objetivo, o seu projeto de vida. Não há um perfil ideal de cada
profissão voltado ao mercado, isso depende do que o contratante à vaga quer em
sua empresa. Muitas vezes empresas requisitam um perfil para ocupar uma
vaga, mas outras requerem um perfil diferente para o mesmo cargo. Isso depende
daquilo que se quer de cada profissional, muito embora haja alguns
comportamentos éticos que são esperados em cada profissão. Para
isso, você pode buscar informações no Vestibul@r1 (www.vestibular1.com.br) e
em outros sites dos conselhos de cada categoria.
Outro ponto a ser apontado é
quanto à dinâmica do mercado de trabalho: às vezes uma profissão que está
em alta no momento pode não estar em alta daqui a 10 anos. O mercado é muito
dinâmico, por isso escolher uma profissão pensando somente no mercado pode ser
arriscado.
O mercado de
trabalho pode estar muito difícil no momento. As oportunidades podem não ser
muitas e há muitos profissionais na disputa pelas vagas. No entanto, isso pode
não ser um "privilégio" apenas da profissão pesquisada. Diversas
profissões e áreas apresentam a mesma dificuldade, até porque devemos
ressaltar que o país passa periodicamente por recessão econômica e isso afeta
a grande maioria das áreas.
A busca de
informações, mais uma vez, é imprescindível. Converse com profissionais e
tenha informações sólidas sobre o mercado nas carreiras desejadas. Há
profissionais de uma profissão que tem uma boa remuneração, assim como
aqueles que tem dificuldades, e isso acontece em toas as áreas.
Mas cabe
ressaltar que há alguns pontos que podem ajudar todo profissional em início de
carreira e diminuir a probabilidade de desemprego: bom currículo; domínio de línguas;
ter cursado uma boa faculdade; ter se engajado em pesquisas; ter contato com
profissionais mais experientes; etc. Abordaremos melhor estes aspectos mais à
frente.
É importante
não se iludir, pois somado ao fato do mercado de trabalho encontrar-se saturado
para muitas profissões, muitos jovens acabam optando por profissões
socialmente valorizadas, iludidos de que isto lhes garantirá sucesso
profissional. As profissões mais valorizadas socialmente, de uma maneira geral,
são aquelas mais divulgadas pela mídia, mas nem sempre divulgadas de forma
correta, sendo muitas vezes mostrada de forma estereotipada e distorcida.
Faltou falar
sobre a disposição para mudar não de emprego, mas de carreira. Hoje em dia é
muito comum um advogado ir para o mercado financeiro, um psicólogo ser gerente
de produto ou um engenheiro montar uma escola. Tudo depende da oportunidade e do
preparo.
Cada vez
mais, as universidades fazem a ponte entre a necessidade dos jovens e as áreas
de trabalho em crescimento. Mas os jovens não precisam, necessariamente, optar
pela graduação para ter uma profissão. Também existem os cursos técnicos e
os cursos seqüenciais, de formação superior. São alterações que pretendem
mudar o cenário de salas de aula lotadas no começo do curso e vazias no final.
São os cursos que têm duração de dois anos e devem ser encarados como o
pontapé inicial para as profissões exigidas no futuro.
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