Somos
constantemente influenciados por diversos fatores sócios culturais, tais como:
amigos, mídia, modelos de professores, etc. Nesta idade os jovens estão
tentando descobrir ainda a própria identidade e acabam sujeitos às mais
variadas influências no momento de tomar a decisão.
Que
fique claro que afinidade ou estar interessado por um tipo de profissão,
obedece a uma conjuntura têmpora - espacial que estamos atravessando e que pode
não ter nada a ver com a autêntica vocação profissional. Bastará que essas
circunstâncias mudem para que também deixemos de sentir tal interesse. A
“atitude de conveniência” é sempre motivada por um incentivo ou estimulo
artificial, obedece, quase sempre, ao simples cálculo de vantagens materiais.
Por isso, nesse momento é interessante que você busque maiores informações
e observe mais suas características, para verificar aquilo que você realmente
quer. O que você tem que responder é sobre seus verdadeiros gostos e
interesses.
Às vezes um professor de uma
determinada disciplina é muito bom e nos deixa empolgados quanto a uma
disciplina ou profissão, mas isso não quer dizer que pelo fato de estar
gostando da aula dele e da disciplina, você deva escolher uma profissão
relacionada ao que é ministrado na sala de aula. O contrário também acontece,
às vezes não gostamos de uma disciplina devido ao professor que a ensina e nem
por isso temos que odiar a matéria e os cursos que são centrados nela. Procure sempre
tentar entender o que está acontecendo com você em relação a isso.
Alguns jovens se deixam
influenciar pela concorrência nos cursos. Isso causa um desconforto na hora da
escolha pelo simples fato de poder representar um fracasso inicial. Por exemplo,
o curso de Medicina é muito concorrido. Mas não pense que é difícil só para você,
se você perguntar para os alunos de Medicina de universidades pública, a
maioria fez pelo menos dois anos de cursinho. Assim, seria interessante se você
conversasse com um médico ou coordenador dessa área para que você tenha uma
idéia das disciplinas de um curso de Medicina. No entanto, uma coisa é
certa, em um curso de Medicina praticamente tudo está relacionado à Biologia.
Se você percebe que não gosta de estudar essa disciplina, fica difícil você
gostar de um curso em que o estudo de Biologia é central. Por isso, seria
interessante você pensar sobre isso na carreira pela qual deseja disputar uma
vaga, seja qual for o curso.
Você
pode se perguntar, o que mais te agrada em estudar será também o que te deixará
gratificado e honrado no exercício de uma profissão, no momento de lidar com o
escolhido no dia-a-dia? Tais perguntas são bem interessantes, mas um
pouco difíceis para serem respondidas. Difíceis, por se tratar de algo
pessoal. O que é bom para alguns pode não representar o mesmo para outras
pessoas.
A
remuneração é um fator de extrema consideração, porém não é o único
determinante. Escolher uma profissão apenas por dinheiro pode ser perigoso, na
medida em que você deverá ser um profissional que trabalhará possivelmente
oito horas por dia e durante um bom tempo de sua vida. Por isso, fazer algo que
não lhe é agradável pode implicar em pelo menos duas coisas: ser infeliz
naquilo que está fazendo e não ter satisfação naquilo que está fazendo. Além
disso, como fazer bem aquilo que não se gosta, como ser um bom profissional se
não houver prazer em exercer a profissão que foi escolhida?
Os pais devem participar do
processo de influência na escolha profissional, mas deve se evitar que ocorra a
chamada tradição: “Tal pai, tal filho”. Devem sim participar oferecendo
condições aos seus filhos para conhecerem, decidirem e principalmente,
respeitarem e apoiarem a escolha, mesmo que não seja aquela que foi sonhada por
eles. Assim fazendo será uma influência positiva.
Lembre-se
que para saber mais sobre as profissões que você tenha interesse, há várias
fontes de informações: sites de internet, guias e manuais de universidades,
entrevistas com alunos e profissionais de cursos, etc. Procure conversar com
profissionais das áreas e coordenadores desses cursos. Esses profissionais têm
melhores condições de falar sobre mercado de trabalho, perspectivas
profissionais, e responder a outras curiosidades que você possa ter em relação
aos cursos e carreiras, pois uma escolha mais consciente se dá à medida que
você adquire maior conhecimento sobre as profissões e consegue descrever suas
características (habilidades, interesses).
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