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Policiais militares são profissionais encarregados do
policiamento, patrulhamento, preservação e restauração da ordem pública.
Pertencem a uma força auxiliar das Forças Armadas, com normas próprias de
conduta e patentes que vão de praça a coronel. A preservação da ordem pública nos estados, o
patrulhamento nas rodovias estaduais, o combate ao crime desbaratando quadrilhas
e as investigações sigilosas para estruturar a ação contra os que colocam em risco a sociedade estão entre
as atribuições do policial militar, um profissional formado numa estrutura rígida
de hierarquia.
Cabe ao soldado, sob as ordens do comando:
• guardar e fazer sentinela de quartéis e áreas externas dos presídios;
• trabalhar em serviços burocráticos não terceirizados por questão de sigilo;
• preparar a alimentação dos militares, chamada rancho;
• fazer policiamento ostensivo,
móvel ou fixo, em cabines ou pontos considerados necessários;
• participar de blitz ou fazer abordagem de suspeitos;
• atender a chamados da comunidade
– através do telefone 190.
Cabe a cabos e sargentos:
• comandar pequenos grupos de policiais no patrulhamento fixo ou móvel;
• comandar blitz ou incursões;
• fazer a guarda de pessoas que serão apresentadas à justiça;
• desempenhar tarefas burocráticas;
• ser uma peça de ligação entre praças e oficiais.
Tenentes comandam pequenos destacamentos (postos policiais) e supervisionam
operações; capitães comandam companhias (destacamentos dos quartéis) e coronéis
comandam batalhões.
O trabalho do policial militar é de risco, não só pelo
confronto com marginais, mas pelo desgaste psicológico que o exercício da
profissão causa. Em algumas cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, o risco
é muito grande. No Rio, por exemplo, para cada 10 mil policiais, 22 morrem em
serviço. Em Nova York são 0,8 para cada 10 mil. Há um número expressivo de
policiais vítimas de estresse ou de distúrbios neurológicos.
Operações para garantir uma ordem judicial contrária à opinião pública
podem deixar o policial sob pressão de críticas. Os baixos salários muitas
vezes obrigam o policial a morar em locais onde atuam os bandidos que ele
combate. Na maioria dos estados as polícias usam equipamentos ultrapassados,
combatendo exércitos de bandidos muito mais bem aparelhados. Como fator
positivo, há a estabilidade da carreira e a assistência médico-odontológica
nas unidades hospitalares da corporação.
A carga horária do policial militar se distribui em turnos de 12 por 24 horas,
24 por 48 horas ou expediente de 40 horas semanais.
Perspectivas
O mercado de trabalho para policiais militares depende de
decisão política dos estados. Tem sido um mercado com poucas oportunidades,
mas dada a demanda
crescente por segurança da sociedade e a carência de policiais na maioria dos
estados pode vir a crescer significativamente. A abertura de vagas para
policiais em todo o país é constante, mas na maioria dos estados não são
todas preenchidas devido à baixa remuneração, falta de verbas, baixa
qualificação e falta de preparo físico e psíquico dos candidatos. Segundo a
Organização das Nações Unidas — ONU — o ideal é que haja um policial
para cada 250 habitantes.
Na maioria das corporações
observa-se a seguinte média salarial:
• de soldado a sargento: R$400 a R$700;
• oficiais: R$800 a R$2.500.
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